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terça-feira, setembro 30

Bom dia manhã

Acordar o dia. Há tanto para fazer!
Um poema para despertar:
- tempo novo a começar!

segunda-feira, setembro 29

Lizz Wright - Eternity

Does it exists? Yes, in some moments, in some voices.

Amo-te Tejo




Quero ver-te ao entardecer
e sossegar o meu Luar
depondo a lâmina, a espada ou o uivo
somente com as tuas águas adormecer

Adolfo Casais Monteiro, a escrita como condição



















Da direcção da revista "Presença", em 1931; do exílio no Brasil, em 1954, onde leccionou, de si ficou a escrita como forma de vida.

A ele dedicará a Biblioteca Nacional uma exposição.

domingo, setembro 28

Maria Callas, Norma finale, 1952, Covent Garden





E vou ouvir, de novo, a Callas na Norma.
Quem nunca chorou a ouvi-la cantar, não sabe o que a vida nos pode dar: o que há para além dela, o Alento, esse sopro divino que não se sabe de onde vem.

E a manhã vai começar

Que, mesmo sendo Domingo, há tanto para fazer!

Três velas sejam para os três Lares que habitam esta casa.

sábado, setembro 27

Lembrei-me da canção que estou a tentar aprender ...


«Belle qui tiens ma vie»

«Belle qui tiens ma vie captive dans tes yeux
(...)
viens tôt me secourir, ou me foudra mourir»

Sossegar: Belém e o Museu da Electricidade


Deixar a noite poisar!
























Embora tenha o sol para me alumiar
e a lua e as estrelas depois do sol se pôr
sem a luz dos teus olhos negros
é sempre negra a noite em meu redor


Bhartrhari, Índia (Século V)
in O Vinho e as Rosas

quinta-feira, setembro 25

Amanhecer: O oito - 25.09.08






















Dia 8, de novo o Infinito nas nossas mãos.

Tudo querer começar, tudo findar.
Como os círculos desenhados no chão.



















Acordar o Sol, espreitar a janela, lembrar a música da canção que ontem tentámos aprender.

Lembrar à filha que as horas tardam, continuar a sorrir.

Olhar o Tejo como se fosse a primeira vez.

Caminhar. O dia vai começar!

Altos Ramos

O Outono

Por montes e vales, ravinas e prados
Ressoa o pranto da terra
em despedida do verão ameno.

Que mais podem fazer os altos ramos
Das frondosas árvores?

E como pode o pranto cessar?


Thomas Nicholson, Rosa do Mundo, 2001

quarta-feira, setembro 24

Antonio Angelillo, il mio idolo




www.acmaweb.com





















te vollo bene,
sono il mio arquitecto favorito ... il mio idolo


Te vollo bene





Como promover uma imagem? Como se faz um ídolo????
Conta-me tu Antonio o fenómeno do famoso arquitecto italiano (e meteórico) Fucksass

Finalmente o coro recomeçou



«Belle qui tiens ma vie»

Belle qui tiens ma vie captive dans tes yeux
(...)
viens tôt me secourir, ou me faudra mourir

(...)
Approche donc, ma belle, approche toi mon bien
ne me sois plus rebelle puisque mon coeur est bien
pour mon mal appaiser, donne moi un baiser ....
Thoinat Arbeau, 1589

A Canção de Amor T.S.Eliot

E tinha valido a pena, depois de tudo isto,
Depois da geleia, das xícaras, do chá,
Entre porcelanas, a meio de qualquer conversa de nós dois,
Tinha valido a pena
Ter rematado o assunto com um sorriso,
Ter estreitado o universo numa bola
E fazê-la rolar, rumo a qualquer questão inevitável,
E dizer: «Sou Lázaro e venho de entre os mortos.
Voltei para vos contar tudo, vou contar-vos tudo» -
Se alguém, ajeitando a cabeça dela na almofada,
Dissesse: «Não era nada disso que eu queria dizer.
Não é isso, nada disso.»


T.S. Eliot, A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock
in Diário 2008, Assírio & Alvim

terça-feira, setembro 23

Hoje, O Equinócio de Outono


BEBENDO O VINHO
O número sete (23.10.2008)

Crisântemos no Outono, a mais bela cor.
Com orvalho ainha - os colho e faço-os
Flutuar neste que afoga cuidados:
- Põe-me bem longe do mundo.
Encho sozinho, um copo de vinho,
Se fica vazio, deita por ele no jarro.
Põe-se o sol, tudo o que é vivo sossega,
Aves de volta entram no bosque cantando.
Assobio na varanda do leste, alegremente:
Encontrei de novo o sentido à vida.


TAO YUANMING, Uma Antologia de Poesia Chinesa
in Diário 2008



Com o início do Outono começa também o signo da Balança, o "juiz natural" do zoodíaco.
Tendencialmente equilibrados, os nativos de Balança tendem a ver sempre os dois lados. No entanto, susceptíveis que são às injustiças, a cegueira ou a estupidez prepotentes poderão fazê-los desiquilibrar e a reagir de formas inesperadas.


Imagem 2: Wikipédia

Começa-se o ciclo da vindima e do vinho; as castanhas tomarão por companhia a água-pé e o vinho novo, lá para os começos de Novembro, pontuando o S. Martinho, até que o Sol entrando no signo de Sagitário dará lugar a tardes mais ainda mais curtas e ao frio que se vai instalando.

Também a propósito de Alcobaça


Imagem: Biblioteca Nacional (on-line)

Não conhecendo eu de Frei Bernardo de Brito senão a «Mornarchia Lusitana», que tanta fama deu Alcobaça, "couto" que se tornou também da "Historiografia Alcobacence" e da resistência nacional face ao domínio castelhano, não poderei de deixar de partilhar a minha descoberta, pois o monge cisterciense, afoito na História, também se dedicava à liríca.

Assim, e fazendo o repto para que as próximas Jornadas do Património se possam dedicar também ao papel fundamental que desempenhou a «Morcharquia Lusitana», pese a conhecida efabulação de F. Bernardo de Brito e dos successores António e Francisco Brandão, é incontornável a sua tentativa de fazer uma História de Portugal.

Mas agora vai o soneto:


Soneto em que mostra que só a vista de Sílvia, sem outra invenção do amor, foi causa da sua afeição


Cuidando o cego amor que me enganava
em me levar um dia descuidado,
onde nuns olhos verdes embrenhado
para me saltear metido estava,

Vendo-me no lugar, que desejava,
para fazer seu tiro acomodado,
arremetendo à seta, de apressado,
a mão se lhe feriu dentro n'aljava.

Ficou amor de si próprio ferido,
e morto por aquela que escolheu,
para nela mudar minha ventura:
E eu sem seta, d'Amor fiquei rendido,
porque a vista de Sílvia me rendeu
com siso acompanhado de brandura
.

Sílvia de Lisardo (Sonetos) atribuídos a Frei Bernardo de Brito
in Poemário, Assírio & Alvim, 2008

segunda-feira, setembro 22

Jornadas Europeias do Património


Comemoram-se ainda este mês. Para conhecer o Programa, consulte:
http://www.ippar.pt/pls/dippar/web_agenda_build.agenda_program?xcode=12803717
www.igespar.pt


Aqui darei conta de algumas delas, escolhendo os monumentos da minha "eleição", desculpar-me-ão ...

Miróbriga e as Jornadas Europeias do Património




Imagens: Planta geral de Miróbriga
Reconstituição do Hipódromo, segundo Andreia Alves e Nuno Cruz(http://mirobriga.drealentejo.pt)

O Sítio Arqueológico de Miróbriga, tal como vem acontecendo nos últimos anos, vai aderir às Jornadas Europeias do Património.

Nesse contexto, poderá aproveitar e visitar este importante núcleo urbano de origem romana, já objecto de várias edições neste blogue, e participar ou assitir:

Dia 26, 27 e 28 de Setembro : Exposição com trabalhos de pintura a óleo s/ tela
"Lembrando o decor romano", de Filomena Safara - uma parceria entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a LASAM - Liga de Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga

Dia 26 de Setembro:
10.30h - Visita guiada aos alunos do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém

16.00h - Visita especializada ao público em geral

Dia 27 de Setembro:
16.30h - Concerto pelo Coral Harmonia de Santiago do Cacém - uma parceria entre a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a LASAM - Liga de Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga.

Para ti, Cris

Já agora, falando em teatro e em mulheres, também para ti vai a peça com direcção, cenografia e figurinos de Ana Luena.


P.S. Sei que já há um tempo elas andam por aí, mas hoje foi a primeira vez que vi um eléctrico conduzido por uma mulher.
Mais alegre ficou ainda a calçada!

Fui, entretanto, espreitar a tua «Cidade» e vi que também tinhas editado sobre a peça de teatro ... não faz mal, fica na mesma.

Jornadas Europeias do Património em Alcobaça





Imagens: Wikipédia

Quem quiser ir ouvir falar da mais bela história que Camões cantou, a de Pedro e Inês de Castro, visitando os seus túmulos, essas obras-primas da escultura gótica, que, em cada um dos lados do transepto, nos fazem lembrar como, por vezes, nem a morte o amor pode vencer, e ainda assim aproveitar para ver todo o conjunto de Cister, tão antigo e austero como a fundação da nacionalidade, vá até Alcobaça, sevindo-se das «Jornadas Europeias do Património» como pretexto.

PROGRAMA:

10h30 às 12h30 e 14h00 às 16h00

"PIG" - espectáculo de rua a decorrer no exterior do Mosteiro, onde estará deitado um insuflável em forma de uma gigantesca porca com 9 metros de comprimento.
No interior deste, terá lugar um espectáculo invulgar que se destina a estimular a imaginação de todos os públicos.

10h30 e 14h30
Visita ao Mosteiro, Sacristia Nova, Capela Relicário e Capela do Desterro, orientada pelas Técnicas dos Serviço Educativo.
Entrada livre. Inscrições prévias e limitadas.

11h30 e 15h30
Visita Orientada aos Túmulos de D. Pedro e D. Inês, pela Dra. Maria Augusta Trindade e pela Dra. Cecília Gil.
Entrada livre. Inscrições prévias e limitadas.

21h00

Visita ao Monumento orientada pelas Técnicas do Serviço Educativo. Esta, será em horário nocturno possibilitando uma perspectiva diferente dos espaços.
Entrada livre. Inscrições prévias e limitadas.

22h00
Espectáculo pelo grupo "Danças com História". Serão apresentadas danças renascentistas com traje e ambiente de época. O "Arauto" fará a integração histórica
com especial destaque para o Manuelino no Mosteiro de Alcobaça.
Preço 2 €.

- Sexta-feira
10h30 e 14h30
Claustro da Portaria. Visita sumária ao Mosteiro de Alcobaça orientada
pelas Técnicas do Serviço Educativo, seguida da oficina pedagógica "Pedro e Inês". Neste atelier lúdico-didáctico as crianças farão o enquadramento do tema na história de Portugal e do Mosteiro de Alcobaça, criando, com a ajuda das orientadoras, pequenas imagens tridimensionais, representando Pedro e Inês.
Entrada livre. Inscrições prévias e limitadas.

16h30
Sala do Capítulo do Mosteiro.
Conferência proferida pela Dra. Cecília Gil, intitulada
"Intervenções de Conservação e Restauro 2005-2007 - Mecenato, um caminho para a autosustentabilidade".
Entrada livre. Inscrições prévias e limitadas.
- Domingo
15h30
Inauguração da Exposição Fotográfica alusiva à Semana da Criança 2008 - "Pedro e Inês - Uma História de Encantar", na Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça.
Entrada livre.

16h30
A S. A. Marionetas apresenta o espectáculo "Theatrum Puparum - Inês de Castro" na Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça.
Entrada livre.

21h00
Biblioteca do Mosteiro de Alcobaça.
"Encontro de Música Ibérica". O contratenor Luís Peças será acompanhado pelo "Concertus Duo" (guitarras) e por um grupo de bailarinas de
Flamenco.
Preço 5 €.

WWW.IGESPAR.PT

A minha homenagem a José Leite de Vasconcelos (reeditado)




www.mirobriga.drealentejo.pt


José Leite de Vasconcelos e Miróbriga na sua «Viagem à Extremadura»

Ainda José Leite de Vasconcelos - amanhã há comemorações



Ainda no contexto dos 150 anos do seu nascimento, na sua terra natal, vai haver comemorações.

Informação obtida da Archport.
archport-bounces@ci.uc.pt

domingo, setembro 21

Domingo, tratar dos Lares*


Acender uma vela, queimar um incenso, ouvir a Madama Butterfly (ed. 1997 da EMI Classics, Orquestra e coro do Teatro da Scala, Milão, sob direcção de Herbert von Karajan, 1955)... e tentar concentrar-me para acabar o texto que ficou por terminar.

Desejar um bom dia aos que bem quero, acolher-me na casa, onde já passaram quatro gerações, e fazer dela um círculo, um ovo, onde o mundo inteiro caiba!


*Lar (s.), Lares (pl.) são divindades domésticas romanas. Inicialmente associados a Mane - Divindade proto-romana dos mortos - os Lares passaram a ser cultuados no culto doméstico primitivo como personificações de seus antepassados.
(...)
Lares também são tomados com os filhos de Mercúrio e Lara, e foram cultuados pelos romanos durante muitos séculos. O Lar está associado ao fogo sagrado, mantido aceso pelas Vestais nos templos, bem como o fogo mantido no altar doméstico, onde sua guarda é passada de pai para filho, geração após geração pelos etruscos e lácios. A associação do culto doméstico prestado aos Lares com o culto aos mortos e sua responsabilidade hereditária com o fogo sagrado do altar doméstico, ou Agni, se repete em quase todas as culturas européias e em grande parte das asiáticas. Mesmo nas Américas existem variantes do mesmo mito e sua associação com divindades ou gênios domésticos, como o Saci.






Informação disponível e citada a partir de Wikipédia

E com a casa a alma arrumar




e, depois, descansar

esquecer o que é para esquecer
lembrar o que é para ser lembrado
perdoar o que pode ter perdão
viver o que tem que ser vivido

finalmente sossegar, sim, descansar

Quem me dera ir passear a outro lugar. Não, por aqui me vou quedar






Descobrimento, Herberto Helder






(...) Aquela era uma cidade do norte, notava-se bem, uma cidade flamenga. A que vinha o nome francês de Anvers? (...) Abriam-se algumas ruas da estação. Perto a praça. Depois da praça, outras ruas, outras praças. A névoa enchia os caminhos, e as pessoas passavam como fora da realidade, apareciam e desapareciam tão pouco humanamente que se duvidava tivessem um quotodiano, a esperança, que morressem, nascessem, morressem. Compreendeu logo que tudo ali seria muito difícil e, por conseguinte, só ali valeria a pena procurar. Procurar o quê?
(...)
Teria um propósito, parecia não vacilar sob as luzes que começavam agora no meio do nevoeiro. Os anúncios luminosos pulsavam: era o corpo da cidade; e essas figurações vivamente entalhadas na noite, essa escrita brusca, renascida, eram indecifráveis para um intruso. Entendemos tão pouco dessas belezas bárbaras da civilização. Ele era apanhado, com o doloroso propósito da descoberta, nas pistas inextrincáveis de uma cidade do norte (...).


H.H., "Descobrimento", in Os Passos em Volta




A ti, obrigada, por, estando hoje aqui, no mesmo sítio, me fazeres redescobrir «Os Passos em volta» e, com ele, as cidades que outrora sonhei conhecer.

A Diva e a Vida ou a Vida da Diva






Vale a pena ver a exposição no Museu da Electricidade

Lily Allen

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Que as ragas tragam ao dia o que a noite lhe roubou

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Bom Domingo

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oiça a Buika ... oiça bem

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e oiça também a Lila Downs

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i want you, but i don´t need you ...

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