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sábado, fevereiro 28


































Mas onde eu gostava mesmo de poder ir era a Cabo Verde, ilhas essas onde se encontraram as duas Marianas, a maiorca e a minorca, no périplo intercontinental que promoveram.

Só como lá não posso ir, vou espreitar a Associação de Cabo Verde, onde diz quem sabe que, às terças e quintas, à hora de almoço, se pode também dançar umas mornas e umas coladeras.

Ao A. agradeço as fotografias de Cabo Verde que me enviou e a vontade que acentuou de essas ilhas vir a conhecer.
E para já fica a voz de Simentera e de Eugénio Tavares com força di cretcheuno no ar.

Mas como não sei se ao Litoral conseguirei ir ... vou ver flores no jardim











Se não tem programa para o fim de semana que se aproxima ...






Vá até Santiago do Cacém assistir ao lançamento do livro de Gentil Cesário sobre o Terramoto de 1755 e aproveite para ver à lupa o Forum das Ruínas Romanas de Miróbriga.

sexta-feira, fevereiro 27

quinta-feira, fevereiro 26

À Pascale



A história das duas Marianas, a "maiorca e a minorca", duas ilhas intercontinentais que resolveram conhecer-se, atravessar mundos e fazer qualquer coisa em comum.

Uma Canadiana, outra de Évora, como ponto de encontro escolheram o que se chama o espaço das Baleares.

Numa das ilhas há animais e humanos, segundo reza a história da minorca. Também há palmeiras.

Na outra há jardins frondosos e uma cabana muito fresca, onde uma menina que veio da minorca para a maiorca se foi abrigar.

O mar à sua volta era muito brilhante e viam-se, por todo o lado, estrelas do mar.

Falaram, tanto conversaram uma com a outra e outrossim gostaram que resolveram marcar novo encontro, num outro local.

Parece que, desta vez, se encontrarão no Instituto Franco-Português, porque é um bom local para estar e fazer coisas em comum.

Mas, antes disso, parece que ainda vamos ter que ouvir falar de um encontro que as ilhas tiveram durante a sua viagem com paragem em Cabo Verde.

Mas isso fica para depois ...

Anda daí Pascale, tens que me ajudar a construir um pouco mais desta história ....

Cultura material e consumos contemporâneos

Se estiver pelo Baixo Alentejo, vá conhecer o espaço VOL


António Borges Coelho fala da sua obra fundamental - Portugal na Espanha Árabe - no dia 5 de Março, quinta-feira, pelas 18H30, no Espaço VOL, em Serpa. João Mário Caldeira apresenta o livro e o autor.

quarta-feira, fevereiro 25

Rota dos Feminismos


ROTA DOS FEMINISMOS

Em 2008 a UMAR realizou uma rota dos feminismos pelo país contactando com mulheres de várias regiões e divulgando o Congresso Feminista de 2008.Contudo, uma região não foi abrangida, por escassez de tempo: o Algarve.
Este ano queremos contactar com mulheres da Serra algarvia, visitar as suas iniciativas de emprego nas áreas de turismo de habitação, agricultura, produção caseira de doçaria, artesanato e mais.
A Associação In Loco (www.in-loco.pt) trabalha há cerca de duas décadas com as mulheres da Serra algarvia promovendo o desenvolvimento local e dispôs-se a colaborar com a UMAR nesta nossa Rota. O tema da Rota dos Feminismos de 2009 será "A participação cidadã das mulheres".
Queremos recolher histórias destas mulheres, das suas vivências e lutas pela afirmação social e económica, para posterior compilação.

Convidamos-te para embarcar connosco nesta "aventura" de convívio, de solidariedades mútuas, num óptimo e alegre fim-de-semana.

Datas: 23 e 24 de Maio
Preço por pessoa: 45 euros
(inclui: viagem, jantar de sábado, dormida e pequeno-almoço)
Inscrição até dia 30 de Abril através de
· Mail para umar.rotadosfeminismos@gmail.pt (telef: 218873005)
· Transferência bancária - NIB 0036 0180 9910002128613 ou envio de cheque em nome de UMAR para Rua de São Lázaro, 111, 1º, 1150-330 Lisboa

Programa de actividades


DIA 23 de Maio

8 horas- saída da Praça Marquês de Pombal
12 -Chegada a Loulé para almoço
14 -Início de um percurso pela Serra algarvia com visita a iniciativas de Mulheres, em colaboração com a Associação In Loco
20 -Chegada a Portimão. Jantar e noite cultural


DIA 24 de Maio

9 horas - Saída de Portimão
9.30 - Ida a uma praia
12 - Chegada a Lagos, passeio e almoço
14.30 - Saída de Lagos
16 - Vila Nova de Milfontes, passeio e lanche
18 - Porto Covo, paragem para fotos
19.30 - Sines, jantar
21 - Saída de Sines
22.30 - Chegada prevista a Lisboa


Estão a ser programadas actividades culturais e lúdicas para este fim de semana. O programa segue posteriormente.

O grupo de trabalho da Rota dos Feminismos :
Carla Kristensen
Danielle Capela
Irene Porto
Vânia Martins (ainda não confirmada)

Agradeço à Cristina Duarte a informação.

Os Museus no Alentejo

Projecto pessoal de Hugo Guerreiro, responsável pelo Museu de Estremoz, o blogue visa «essencialmente a troca de experiência profissionais e a divulgação de eventos no mundo dos museus que considerem interessantes».

Assim aqui vai a referência para quem queira participar da discussão à volta de Museus.

http://museusalentejo.ning.com/

Quando a loucura sai à rua vestida de Carnaval



Imagem: Vilão, Wikipédia

Passeiam-se as máscaras num desatino ...

Vêem-se crianças vestidas de mulheres, senhoras a passear infantilismos dementes, como recortes chinenes ou borboletas sem asas, homens pavoneando o seu lado feminino, tão escamoteado no dia a dia, ou a projectar o síndrome de urso ou de cowboy, pedreiros a passar-se por cirurgiões, ladrões e vilões por senhores de alta condição, amantes a fazer de esposas, esposas a fazer megeras ... e tanta coisa mais!

Finalmente passou o Carnaval e cada coisa volta ao seu lugar, porque as nossas projecções ou fetiches deverão ser vividos e conquistados no dia a dia e não em dias marcados para a ocasião!

É que no Carnaval tanta figura tristemente desesperada se encontra a cada passo que se dá!

terça-feira, fevereiro 24

As Mulheres que celebram as Tesmofórias, Aristófanes


Imagem: Hera, Wikipédia

Coro

«Vamos, é a hora da alegria, como é prazer aqui entre as mulheres, quando celebramos as santas orgias, em honra das duas deusas, nos dias sagrados. Também Páuson as venera e faz jejum, e muitas vezes suplica às duas deusas, juntamente connosco, que ano após ano se possa dedicar a estes ritos.
Vamos, avancem com pé ligeiro, façam roda, dêem as mãos, marquem todas o ritmo da dança sagrada. Avancem com passo leve. É preciso que o coro, formada a roda, tudo esquadrinhe com os olhos.
Ao mesmo tempo cantem e celebrem todas, com a vossa voz, a raça dos deuses olímpicos, na vertigem da dança. E se alguém está à espera que eu, como mulher, vá dizer mal dos homens neste recinto, engana-se. Mas é preciso, é um dever, desde já, antes de mais, formar um passo gracioso de dança de roda. Avancem entoando os vossos cantos em honra do deus de bela lira, e de Ártemis, portadora do arco, a deusa casta. Salve, ó deus que atria ao longe, concede-nos a vitória. E Hera, protectora das núpcias, havemos de celebrá-la como é devido (...)».

há carnavais para todos os gostos ...








É só escolher a máscara que nos cabe melhor!

Aqui o tema em destaque são os super-heróis
Vamos lá ver se por aqui andam, porque, infelizmente, o que se vai vendo cada vez mais são "heróis" musculados com a cabeça debaixo do edredon.

segunda-feira, fevereiro 23

Há mar e mar, há ir e voltar

E que tal espreitar o Oceano que banha a Finisterra?

Vamos daí que o dia espera.

e como não queria passar o dia a pensar em notícias sobre violência doméstica fui ver como se aprende a dançar ...






















O fim de semana é para descansar






Descansar quer dizer a casa, a "alma" arrumar, porque há coisas que têm que ser definitivamante postas no devido lugar.

Há o pó para limpar, os livros para alinhar, e, principalmente, não ceder ao lado obscuro da vida ...

onde as teias, as chantagens e os enrolos, que se insinuam cada vez que abrimos o jornal ou tomamos conta de algumas "tricas políticas", sociais ou particulares, parecem querer tomar a primazia ...

Nada melhor que um belo café pela manhã, mesmo quando o Carnaval paira no ar!

Nada melhor do que bem acordar e dizer como a minorca "para cada situação há uma solução", desejando assim que os dias não tenham apenas a escala de quem anda no mundo para dele ter a visão do desprazer!!!

E pensar, afinal hoje está um belo dia cheio de luz.

E.T.: Hoje que finalmente tive "campo" e vontade de dormir, mas também de acordar com tempo, pese o horário da camioneta de um amigo que tinha que levar, abri o «Jornal Público» que, na sua primeira página, denuncia uma situação conhecida, mal assumida, escamoteada sobre «Muito crime e pouco castigo nos casos de vilolência doméstica». O artigo refere a existência de «20.595 denúncias para 35 presos efectivos em 2006».

Pude parar pensar.
Efectivamente, porque a violência "doméstica" é tão pouco presenciada, tão pouco testemunhada, os casos de queixas contra os ultrajes caseiros são quase impotentes face ao resultado que os consuma, de facto, como crime.

É fácil escamotear a violência física e psicológica de que se revestam alguns relacionamentos mais íntimos, onde a "regra do jogo" é a prepotência de um (que genericamente se associa à figura masculina, mas que não é obrigadoriamente verdade), revestida de força corporal ou emocial, sobre outro que, mais fragilizado, se sente ao "sabor da maré" face a investidas de todo o tipo, sejam as que deixam "nódoas negras" ou as que deixam "nódoas invisíveis".

Para além dos admoestamentos ou verdadeiros confrontos fisícos que maculam qualquer corpo sensorial, mas que é, apesar de tudo, mais facilmente comprovável, mais mensurável, há outras violências que, sendo menos óbvias, acabam por perfigurar, do meu ponto de vista, igual desagravo contra a nossa individualide, a exemplo da amaeça, da chantagem, da tortura emocional, onde muitas pessoas consolidam as suas bases de poder sobre outrém.

E apeteceu-me gritar aqui muito alto: sim, contra a violência física doméstica sou, independentemente do figurino que tiver, mais ou menos agressivamente detectável ou penalizável. Mas também sou contra a violência psicológica ou a cruel infatilização e vitimização como atitude sistemática que viabiliza uma outra forma de poder prepotente que é o manter outrém sob a culpabilização sistemática que inibe qualquer um de viver!

E essa, infelizmente, não tem sexo, porque vai sendo usada por todos, homens e mulheres, e minando tudo em seu redor!

E que fazemos nesses casos? Apresenta-se queixa contra "danos morais" quando deles se é, tantas vezes, agente directo e autor, porque se deixa instituir, sobreviver, alimentando-o até como factor de manutenção de muitas relações?

É verdade, isto da violência doméstica, para além dos casos mais (re)conhecidos, mais identificáveis, é um assunto que mereceria séria reflexão, pois tem uma complexidade que não se pode abordar em um artigo de jornal!
Para não falar da violência moral que, querendo estruturar o pensamento social num sentido unívoco, pode matar a hipótese de existir a individualidade, a alteridade e logo levar à demência pessoal ou social, como tão bem o demonstraram todos os regimes fascistas.
Por isso vou ver o Sol.
Para que, mesmo que sabendo que há que as denunciar, não deixar espaço a que esta porta possam querer penetrar.
E continuar a acreditar que a Liberdade passou por aqui, mas que exige a dura opção de saber escolher e de não recear os mecanismos de pressão que, tantas vezes, nos querem fazer temer, pois assim seria sempre o pensamento alheio a prevalecer!

E citaria Kant
"tu peux, donc tu dois"!
Porque nas nossas mãos também está a capacidade de romper com parte das prepotências, violências e ameaças que nos querem impor!



medo não tenho do medo
e por isso não me calarei

quem do abismo não se pode assomar
que em casa as portas de trancas vá cerrar

sexta-feira, fevereiro 20

Mas quando se tem um micróbio pequeno, mesmo que não se goste do Carnaval, há sempre que um pouco o improvisar







o Carnaval (reed.)



Existindo já referências medievais ao termo, foi o Renascimento italiano que consignou ao carnaval a concepção que hoje conhecemos, e que o Cristianismo integrou nas suas festividades.
Tido como escape, dias onde se permitia tudo o que no resto do ano não era consentido, ou seja "no Carnaval nada se leva a mal", tornou-se uma caricatura da vida, ou apenas uma empolgação do que mais obsceno há nela: a mentira e a máscara tidas como arma de sobrevivência!

Que tal aproveitar estes dias livres para fazer o exercício contrário: despir a máscara, mesmo que à mostra fique apenas a carne viva e dorida?

Vou tentar, uma vez mais, o exercício de depor todas as máscaras, procurando que o dia seja de silêncio e de reflexão.

E vou, mesmo com a humidade do ar, ver o meu bairro de bicicleta com o vento frio no rosto, levando como companheira a filha que quis ter.

Se não tiver programa para o Carnaval


Visite alguns dos Castelos do Alentejo

http://mirobrigaeoalentejo.blogspot.com/

quinta-feira, fevereiro 19

O Mosteiro de São Vicente de Fora


O Mosteiro de São Vicente de Fora
ALVES, JOSÉ DA FELICIDADE
2009
Livros Horizonte
107 pp.
PVP: 18.00 Euros
Fot. IGESPAR

O Mosteiro de São Vicente de Fora tem a idade de Lisboa. É uma testemunha histórica e mítica; começou por ser cemitério dos primeiros combatentes e ermida de Nossa Senhora da Enfermaria, mas foi-se refazendo e reincorporando as formas anteriores.
A presente obra oferece uma leitura dos espaços, das decorações e evocações, que dão testemunho desse percurso, o percurso de Lisboa, ao longo dos séculos. Ao aspecto fortemente simbólico, o autor, José da Felicidade Alves, associou uma ordenação cronológica simples e clara.
Deste modo, é condensada no livro toda a investigação relevante anterior, constituindo-se como guia obrigatório para todos os visitantes.
O livro inicia-se precisamente com a "Cronologia dos Principais Acontecimentos Relativos à Vida do Mosteiro de São Vicente de Fora", seguida de um anexo que contém a "Carta de Felipe II, de 26 de Janeiro de 1582", na qual este transfere a Igreja de São Sebastião, do Terreiro do Paço, para São Vicente de Fora.
A segunda parte da obra desenvolve uma cuidadosa descrição do Edifício da Igreja e do Mosteiro. Na terceira parte, são apresentadas e transcritas as inscrições tumulares no Mosteiro de São Vicente de Fora, seguida de bibliografia e 24 páginas de extra-texto, com plantas, planos e fotos do interior e do exterior da Igreja da São Vicente de Fora.
Sobre o autor: A produção literária de José da Felicidade Alves é ampla e variada. De entre as publicações de natureza teológica e pastoral avultam: Católicos e Política (1969), Pessoas Livres (1970), É Preciso Nascer de Novo (1970) e, sobretudo, Jesus de Nazaré (Livros Horizonte, 1994). Foi também em Livros Horizonte que publicou a extensa bibliografia premiada pela Academia Nacional de Belas Artes, que o fez académico em 1994. Redigiu uma série de estudos originais sobre o Mosteiro dos Jerónimos (três volumes publicados entre 1989 e 1994); coordenou e anotou a colecção «Francisco de Holanda» (seis obras entre 1984 e 1989) e a colecção «Cidade de Lisboa» (cinco obras, entre 1987 e 1990). O Mosteiro de São Vicente de Fora figura na lista dos trabalhos que José da Felicidade Alves deixou concluídos e que agora se publica.


Fonte: Livros Horizonte

há caminhos traçados como os sulcos da mão

















há caminhos traçados como os sulcos da mão
e nada, mesmo nada, lhes tirará o lugar ...

mesmo na dor, no suor, no gelo, no calor


há armas que não se limpam
nem no dia do rancor


há gritos que não se gritam
enquanto o uivo percorre as veias da mão

há lâminas que a cortar seriam para matar
mas de que serve a morte
se o caminho vai continuar?

há palavras que se não dizem
em nenhuma ocasião

há segredos que se contam apenas no interior de nós
como há horas que contam e outras não


porque tudo tem um sentido
mesmo que nos queiram dizer quer não

não, corrompidas não serão as minhas mãos

no doce sabor da solidão

quarta-feira, fevereiro 18

Tanto tempo e o tempo não passa ....




Dizia ontem o "Propranolol" aqui em comentário ao poema que citei « tanto tempo e o tempo não passa sobre o que é belo ...»

Porque o tempo não passa, de facto, sobre o que de belo um dia se escreveu, se pintou ou se viveu, sobre a pedra cinzelada das catedrais, os vitrais de sílica e chumbo, a fé das mesquitas, onde, virado para Meca, se ora, ou sobre o Stabat Mater de Pergolesi que oiço pela manhã.

O tempo não passa sobre a memória se dela soubermos fazer história,
nem sobre o corpo, se dele soubermos fazer não o medo do envelhecer, mas inventar a força de viver.

O tempo não passa sobre esta vontade que tenho de gritar, mas num gemido surdo que tarda em rebentar!

O tempo não passa nas mãos que hoje tenho trémulas e frias, sem saber o que delas fazer, pois nem palavras são capazes de construir.

E o tempo não passa no pensamento que se alarga para lá das mãos...

terça-feira, fevereiro 17

HAN SHAN


Com o corpo coberto por uma veste sem tecido e
os pés calçados de pêlos de tartaruga,
Com o meu arco de corno de lebre na mão,
preparo-me para atirar sobre o demónio Ignorância

Han Shan (Século IX)

cit. in Poemário, 2009, Assírio & Alvim

Começar a manhã










Pôr a música que mais gostamos a tocar. Ouvir, sorrir ou chorar.
Respirar fundo ...
Dizer olá à triologia dos meus afectos: África, Norte da Europa e Helvética confederação.
Estão sempre pela manhã. E eu sei que estão, mesmo quando, estranhamente, não lhes consigo falar. Porque nem sempre o deixam os meios de comunicação ...
Ler, quando o computador me trai, invadido de vírus de proveniências tão distantes quanto os meus amores.
Nem tão pouco dá para escrever: come as letras e as imagens que hoje queria reter.
Estranhos vírus estes que até o já tão volátil que é esta nossa era virtual consegue fazer desaparecer...
Que fica afinal da memória, se nem as palavras se consegue reter?
Que fica de nós se o pensamento teima em fugir despindo-se de qualquer suporte?

E, no entanto, o corpo mantém-se, assim, físico, dormente ou doente, saudável ou possante de prazer .
Ao contrário das letras, é persistente, teimando em viver, comer, adormecer, falar e escrever e morrer.
Ao contrário das palavras que, pela manhã, se iam sumindo no computador, o corpo insiste em dizer: a realidade está aqui.

E amanhã outro dia será e, pelo certo, outro computador será invadido pelos mesmos vírus que se apossoram do meu, mas haverá sempre alguém que encontra uma forma de, ainda assim, dizer: bon jour matin!
E terei que ter coragem para fazer o que nunca na vida imaginei ter que suportar: lembrar-me que, para além das letras e das imagens poderem desaparecer, também da pessoa que mais amámos restarem apenas parcos resíduos e ossos para arrumar num gavetão ...
E tanta força que do Céu nos conseguem ainda, mesmo assim, mandar, sem precisarem de qualquer computador!
Acordei finalmente e disse: «Filha, toca a levantar, que a escola não pode esperar!».

sábado, fevereiro 14

Vista Geral de Miróbriga (des. Mãe d'Água)

Posted by Picasa

Rubras estão as minhas mãos (reed.)




«Porque partes, assim - amor tão caro -
Se tenho em minhas mãos tuas vestes?
Para onde diriges o teu olhar?
Não lastimo que venhas cedo ou tarde,
Pois é apenas a mágoa que haja alguém
Que ocupe, em teu amor, o meu lugar
»

«Não me deixes», Poema de Época Abássida, in Rosa do Mundo

Lily Allen

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Que as ragas tragam ao dia o que a noite lhe roubou

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Bom Domingo

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oiça a Buika ... oiça bem

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e oiça também a Lila Downs

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i want you, but i don´t need you ...

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