domingo, dezembro 28

O Pai Natal chegou atrasado a esta casa ....



Mas como já vinha tão atrasado, pobre Pai Natal, quase não o pude ouvir e não tive outro remédio senão emprestar-lhe um pouco de gasolina super para não perder mais tempo e ver se, pelo menos, ainda conseguia entregar a tempo as prendas todas, mesmo as que tinha com 365 dias de atraso!

Pobre deste Pai Natal, por este andar ainda tem mesmo que se reformar!


Mas, dizia eu alto, pois como chegou atrasado deu-me tempo para pensar, quase já com o fim do ano a chegar:

Disseram-me um dia que existia o "Pai Natal".
E eu, claro, ainda na idade das "Verdades", ou porque aí estava o meu desejo de "crenças", acreditei de facto!
Fui, no entanto, aprendendo com os anos que, ao querer continuar a acreditar, apenas estava a alimentar um jogo de histórias infantis; um jogo de "gato e rato", garantindo o espaço do "contador de histórias", ou melhor dizendo, da pessoa que se diverte, ou se consome, não sei bem dizer, porque esse não é o meu papel, gastando os outros na sua necessidade de consumir histórias, magias ou margias de Pai Natal.
Ou seja, sem metáforas, alimentando uma foraz relação entre pessoas que acabam por se viciar numa complicada dependência dos presentes do "Pai Natal".

Pois é, sem quaisquer recriminações, sem "lições de moral" para o pobre do Pai Natal e para quem quis que eu nele continuasse a acreditar, apenas posso dizer:

NÃO, NÃO PRECISO QUE CHEGUE O "PAI NATAL", MESMO O MEU MAIOR DESEJO FOSSE NELE PODER ACREDITAR!
MAS, PRECISAR, NÃO PRECISO. APENAS GOSTARIA DE UMAS BELAS HISTÓRIAS COM ELE PUDESSE PARTILHAR, ATÉ PARA ME EMBALAR!

Afinal, VERDADE, VERDADINHA, nenhum de nós precisa de nada que nos ultrapasse: que não esteja na esfera do que está dentro de nós! Nem das prendas do Pai Natal ...

Apenas precisamos que a magia e a crença não se apague no mais fundo de nós!

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