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terça-feira, dezembro 16

Natal, Joan Salvat-Papasseit (reed.)



Sinto o frio da noite
e o som escuro da ronca.
Também o rancho de homens novos que agora passa cantando.
Sinto o carro da hortaliça
que vai batendo o empedrado
e os outros que também vão, todos direitos do mercado.
Os de casa na cozinha
junto do braseiro arde,
com o gás bem esperto já preparam o galo.
Agora olho para a Lua, que me parece lua cheia;
e eles recolhem as penas,
e já suspiram por amanhã.

Amanhã sentados à mesa esqueceremos os pobres
- e tão pobres que somos -.
Jesus já será nascido.
Olhará um momento para nós à hora das sobremesas
e depois de olhar-nos ... romperá a chorar.



in Poemário, Assírio e Alvim

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