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domingo, dezembro 14

Uma estátua para Herodes, Natália Correia

Apresento-vos um animal extravagante: o homem. Se nem ao mais fanfarrão dos filósofos é facultado aventurar uma definição do homem, seja-me ao menos permitido caracterizá-lo numa síntese expressionista: o homem é o animal que tem medo de ser homem.
este horror do homem se enfrentar como acontecimento inexplicável ainda que, paradoxalmente, dispondo de meios para se interagir, transmuta-se na preocupação filosófica de o ser humano se enquadrar numa ordem extra-humana de que é a queda ou uma superação. No primeiro caso, temos o homem adâmico degradado pela desobediência à ordem divina que o engendrou mas, por isso mesmo, perpetuamente inquietado pela nostalgia do eterno e do imutável a que aspira regressar.

No segundo caso, o homem insere-se como num progressso na ordem da transformação natural.

N.C.

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