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segunda-feira, janeiro 5

Repouso: BOM 2009




Fot: P.P.



Que hoje seja o meu primeiro dia de repouso, tão sereno como a neve que cobre a tua cidade.
Acompanhando em silêncio a viagem que recomeçaste a fazer.
Porque sei guardar as palavras proferidas e essas, sim, nunca morrerão.
Sei cerrá-las na minha mão.
Que o meu silêncio seja, finalmente, a forma de dizer que sei confiar no Eterno que há em todas as coisas vividas: tal como as palavras ditas, essas nunca morrerão! Mesmo que a Morte nos venha tolher, essas nunca findarão.
Que o meu silêncio seja também a forma de te lembrar que não poderás, jamais, reafirmar: "queria fazer-te uma surpresa e as tuas palavras cortaram-me o alento. Porque em mim não soubeste, de novo, confiar".
Não te esqueças, no entanto, que até a morte há que saber encarar, não a temer, e conseguir, pelas nossas mãos (e não pelas dos outros), enterrar os mortos nos lugares sagrados que lhes são próprios, para que o Eterno se possa consumar.
Senão os espíritos pairarão sempre no ar!
E que, mesmo quando se morreu, quando se morreu tentando lixiviar a História, pretendendo manipulá-la ao que nos convém, haverá sempre forma de a contar, porque o Homem de si próprio deixa sempre tantas marcas e diversificados rastos, tantos sulcos e sinais.
E esses vão sempre acabar por se narrar!.

Ciente do Repouso que me está invadir, regressarei a Epicteto, à sua "Arte de Viver»:
«Não procures que tudo quanto acontece aconteça como desejas, antes deseja que tudo aconteça como de facto acontece. Desse modo serás feliz».

Porque hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!
E sei que há coisas que só morrem pelas nossas mãos.

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