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terça-feira, dezembro 22

Prometeu Agrilhoado, Ésquilo


Prometeu:

Eu vos invoco, ó ar divino, ó ventos de asas velozes, ó nascentes dos raios! Eu te invoco, ó Terra, mãe de tudo! Eu te invoco, olho omnipresente do Sol! Olhai que padecimentos um deus recebe dos deuses. Vede os ultrajes que me afligirão por infinitos tempos. O novo senhor do Olimpo inventou para mim estas aviltantes cadeias. Ah!, choro as desgraças presentes e as que hão-de vir ... se porventura chegar o fim dos tormentos. Mas que estou a dizer? Nítido, diante dos meus olhos, vejo todo o futuro. Nenhum mal irá colher-me de surpresa. Tenho que suportar docilmente o meu destino, pois reconheço inelutável a força da Necessidade. Não posso calar nem deixar de calar as minhas penas. Infeliz de mim que, por um dom feito aos humanos mortais, me debato no meio destas torturas (...). Num ramo seco, furtivamente levei a nascente do fogo, mestra de todas as artes, maravilhoso dom para o homem. Agora, aqui estou pagando as penas de tal culpa, agrilhoado sob este céu aberto. Ah! Ah!
Que som, que fragância, chegam invisíveis até mim? São de deuses, de semideuses ou humanos seres? Quem vem contemplar os meus tormentos nos cimos deste remoto penhasco? Quem me quer ver assim amarrado, eu um deus miserável, inimigo de Zeus, caído sob o rancor de todos os deuses, de quantos frequentam a morada de Zeus, por ter cometido um excesso de filantropia? Ah! Ah! Que aves são estas que oiço agitarem-se à minha volta. O ar vibra com as pancadas das suas asas. Enche-me de terror tudo o que de mim se aproxima.

Prometeu Agrilhoado

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