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sábado, janeiro 19

A Intimidade: esse lugar ... (reed. 18.10.09)




É um olhar, um parar, um sorrir ou um sonhar?

É um querer?

Segredar? Talvez ... contado a nós próprios quando todos estão finalmente a dormir.

Um gemido? Febre a transportar-nos para outro lugar.

É o momento de adormecer ou de acordar?

É conseguir fazer o que os outros não esperariam ou não desejariam que tivesse lugar?

É mirar um objecto, um ser e pensar ... como me reconheço em ti!

É desejar, perder o medo do abismo, porque ele é apenas o outro lado do Céu.


É não ter medo de estar só, morder as mãos nuas dos anéis que sabemos não nios servir
silenciar,  enfrentando o rosto ao espelho e continuar a sorrir.

6 comentários:

Anônimo disse...

Dentro do campo que estamos analisando, coloca-se a questão de se é possível uma representação digna e nobre da intimidado conjugal. Para resolver a questão, há que considerar que o essencial dessa intimidade é a mútua entrega das pessoas. Sem a entrega do coração e da vida inteira, essa intimidade seria má. O problema é que a diferença entre a prostituição e a intimidade conjugal não é apreciável sob a perspectiva visual.

A contemplação visual do acto sexual não serve para expressar artisticamente o amor pessoal, porque a força do carnal impõe-se de modo espontâneo. Para exprimir o amor, são muito mais gráficos certos gestos e expressões do que a intimidade conjugal, de uma interpretação meramente carnal.

Por esta razão, os que se amam, procuram a intimidade, estar resguardados de olhares estranhos. Não porque vão fazer algo vergonhoso, mas porque a vista não transmite a verdade de um amor autêntico. O que é expressão de carinho pode ser interpretado como mero uso sexual. E aqueles que se amam não estão dispostos a sofrer a vergonha de semelhantes interpretações. Só os animais, e nem sequer muitos deles, fazem o acto sexual à vista de outros. A intimidade pessoal autêntica exige uma intimidade e discrição físicas, uma segurança exterior. Por isso, entre outras coisas, todo o casal precisa de ter a sua própria casa. E por isso nenhuma representação artística da intimidade conjugal faz justiça à verdade dessa relação. Não é possível uma representação artística digna e moral dessa intimidade. É inevitável que seja interpretada por muitos, ainda que sem culpa, ao nível da simples prostituição. Quando uma pessoa não se importa com isso, é que perdeu a sua dignidade pessoal. Não lhe resta já uma intimidade a salvaguardar. É puro objecto.

Filomena Barata disse...

Verifico ainda alguma confusão e obsessão na forma como exprime o seu pensamento, permita-me afirmar senhor (a) anónimo, pois considera que a intimidade sexual entre pessoas que se amam é secreta e as representações dela, quando são mais explicitas, como não sendo nobres. Parece-me que se continua a falar debaixo de um certo espírito maniqueísta, pois sem a entrega da "Vida Inteira" ou a "intimidade conjugal" logo se descamba para a "prostituição", utilizando a estrutura dos seus conceitos: o seu "bom" e "mau".
Só que a Intimidade é certamente muito mais complexa que tudo isso!
Poderia, contudo, melhor responder à questão sabendo que por trás de um(a) anónimo (a) há uma pessoa com nome, pois até isso, no tema em análise, denuncia uma atitude encapuçada que tão bem se reflecte no seu comentário. A vantagem da palavra escrita é essa: fica e com ela fica também um pouco de nós!

Gonçalo Ataíde disse...

Quase me recordo dos tempos mais quentes do "Quarto-Crescente" neste teu Luar. Algo me diz que anda essa Lua a espreitar.
Que confusão vai na mente de quem escreveu anonimamente: fala de intimidade conjugal, de casamento, de sexualidade, de prostituição ou de um sítio qualquer que nem sabe definir?
Tanta paciência te encontro para ainda assim delicadamente responder.
Eu não teria. Rente cortaria.
Gostei do teu texto. Nele reconheço o que fui aprendendo a conhecer.

Filomena Barata disse...

Pese não ter entendido o propósito do comentário neste lugar, que mais me parece um voto de "boas" intenções e uma colectânea de valorações, apenas poderei acrescentar que há prostituição dentro e fora de casa, dependendo da formulação dos relacionamentos e dos poderes que neles se podem introduzir: quando o valor de troca, de uso ou de consumo se institui como base fundamental (ou mesmo única)das relações.
E também há intimidade na rua, em casa e até na prostituição, quer seja a doméstica ou a outra.
Cada um sabe onde a encontra e só tem que procurar a melhor forma de a contruir. O restante fica apenas como o arrazoado dos juízos de valor de quem com a vida mantém uma falsa noção de intimidade, pois toda a existência é uma exposição, seja nos bancos do hospital, no trabalho, na rua.
Quanto às questões referidas sobre aspectos da sexualidade, só não entende quem não quer que o corpo ou a sua expressão visual podem ser também veículos de representação de uma outra história de intimidade subliminar.
Pode é haver quem não goste de a ver narrada ou representada assim ... mas aí anónimo (a)que lhe poderei dizer???
Feche o livro, a página ou desligue o computador... recolha-se à "bondade" dessa "intimidade conjugal", pois certamente, pelo que expressa, sem mácula será!!!

Gonçalo Ataíde disse...

Por várias vezes censuraste os meus comentários apenas porque o perfil não estava definido e por manifestarem afecto pelo teu percurso (aqui neste Luar e noutros lugares).
Como consegues dar vós a anónimos que mal se sabem exprimir, demonstrando não só uma enorme baralhação de ideias como uma pudícia disfarçada de quem a consciência deve ter bem pesada e tem necessidade de moralizar sobre os outros?
Não me desiludas. Passa à frente e não dês audição a quem certamente não a merece. O que quer dizer esta frase " para exprimir o amor, são muito mais gráficos certos gestos e expressões do que a intimidade conjugal, de uma interpretação meramente carnal"?
O que faz um comentário destes num espaço como o teu cuja poesia esteve sempre em primeiro lugar?
Por favor, agora sim, esperava que tivesses feito censura!

Filomena Barata disse...

Talvez esteja na altura de encerrar este assunto ...
Quem o mundo julga de forma tão temerária e sobranceira, acaba por o fazer a si próprio!

Lily Allen

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Que as ragas tragam ao dia o que a noite lhe roubou

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Bom Domingo

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oiça a Buika ... oiça bem

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e oiça também a Lila Downs

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i want you, but i don´t need you ...

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