Maria Duran Kremer, contigo vou dar continuidade a uma pequena homenagem a mulheres minhas amigas e que muito prezo, alargando um trabalho que já havia iniciado sobre as Mulheres da minha vida.
A Maria Duran Kremer, minha colega e amiga de longa data, Doutorada em Arqueologia, foi condecorada com a “Verdienstkreuz am Bande” da “Verdienstorden der Bundesrepublik Deutschland - Cruz de Mérito da República Federal da Alemanha, a única condecoração oficial da Alemanha, tornando-a uma espécie de “Ritter” – knight (EN) (ou seja, se estivéssemos na Idade Média, tinha sido armada cavaleiro!!!! (Em Ingle: Federal Cross of Merit of the Federal Republic of Germany)
A condecoração foi-lhe dada em reconhecimento do um notável trabalho “voluntário” , durante mais de 35 anos, em defesa dos imigrantes: primeiro portugueses (o que lhe trouxe a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas em 1999).
Defendendo desde sempre a igualdade de tratamento e de oportunidades de todos os seres humanos, independentemente do género, da etnia, da religião ou do credo politico, rejeitando qualquer supremacia de uma Cultura sobre outra ou outras, lançou-se, em 1994, na política autárquica, presidindo desde então ao Conselho de Migração e Integração desta cidade (órgão eleito em eleições gerais, livres e democráticas, de cinco em cinco anos). Neste sector empenhou-se sempre pela participação e inclusão da população migrante na vida social de Trier, tendo lançado as bases para o “Plano Municipal de Integração”, desenvolvido depois em conjunto com outras instituições e que veio a ser aprovado pela Assembleia Municipal em Dezembro de 2011.
Desde 1999 faz parte da Assembleia Municipal e, desde 2009, é Regedor(a) de Trier Norte, o maior bairro da cidade, com mais de 13.000 habitantes.
A condecoração foi-lhe dada em reconhecimento do um notável trabalho “voluntário” , durante mais de 35 anos, em defesa dos imigrantes: primeiro portugueses (o que lhe trouxe a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas em 1999).
Defendendo desde sempre a igualdade de tratamento e de oportunidades de todos os seres humanos, independentemente do género, da etnia, da religião ou do credo politico, rejeitando qualquer supremacia de uma Cultura sobre outra ou outras, lançou-se, em 1994, na política autárquica, presidindo desde então ao Conselho de Migração e Integração desta cidade (órgão eleito em eleições gerais, livres e democráticas, de cinco em cinco anos). Neste sector empenhou-se sempre pela participação e inclusão da população migrante na vida social de Trier, tendo lançado as bases para o “Plano Municipal de Integração”, desenvolvido depois em conjunto com outras instituições e que veio a ser aprovado pela Assembleia Municipal em Dezembro de 2011.
Desde 1999 faz parte da Assembleia Municipal e, desde 2009, é Regedor(a) de Trier Norte, o maior bairro da cidade, com mais de 13.000 habitantes.
Maria de Jesus em 16.01.2013, em Mainz, com Malu Dreyer - acabara de ser nomeada Ministra Presidente do Land Renania Palatinado, e Begoña Hermann, no momento em que esta acabara de ser nomeada Vice-Presidente da SGB Nord. Todas tres vindas de Trier.
De destacar que a nova Ministro Presidente foi, durante muitos anos, ministra dos Assuntos Sociais, da Juventude, da Migraçao e dos direitos da Mulher. E fez imenso pela igualdade da Mulher, pela defesa dos seus direitos!
De destacar que a nova Ministro Presidente foi, durante muitos anos, ministra dos Assuntos Sociais, da Juventude, da Migraçao e dos direitos da Mulher. E fez imenso pela igualdade da Mulher, pela defesa dos seus direitos!
Para além disso, e a nível de Estado Federado, participa em muitas organizações, destacando: Conselho Consultivo da Mulher (a nível de Estado Federado), membro da direção da AGARP (organização de cúpula que reúne todos os Conselhos Consultivos de Migração e Integração do Estado da Renânia-Palatinado), Grupo de Trabalho contra o Extremismo de Direita.
Para ela, para a sua vida de trabalho e mulher de convicções e princípios, um abraço enorme e muitos parabéns.
Para ela, para a sua vida de trabalho e mulher de convicções e princípios, um abraço enorme e muitos parabéns.




























…Não concordante porque, e no entanto -’eppur se muove’- Deixe-me dizer-lhe, trazendo à colação em réplica e emulativa provocação q.b., o quanto admiro a Torre de Pisa. Há nesta edificação uma rara mescla de beleza arquitectónica, contexto científico e densidade dialéctica que de imediato a fizeram associar às dúvidas em mim suscitadas pelas suas ilações entre o alfabeto hebreu e a ‘obra’ de Deus. Neste famoso campanário encontro exposta, transversalmente, a problemática da verticalidade quer literal quer metafóricamente, a par de uma eloquente manifestação da unidade entre o todo e o seu oposto, isto é, em suma, da condição humana.
Aliás, faço já aqui a minha declaração de interesses na matéria, para que melhor possa ser entendido. Sem entrar no campo das religiões enquanto direito universal e legítimo dos indivíduos e dos povos, sempre direi que, se para muitos elas são o que dá sentido à vida, eu vejo-as como formas instrumentais através das quais o Homem foi encontrando explicações para o que em determinado momento lhe era desconhecido e o atemorizava, ou para criar pseudo-realidades místicas, agregadoras e imperativas de acordo com os cânones vigentes. No caso hebraico, o sucesso parece estar ligado a aspectos tão instintivamente básicos, comuns a todos os seres vivos do reino animal e vegetal, como sejam a luta pela sobrevivência, aplicando a lei do mais forte ou a sabedoria de adaptação, exemplarmente traduzida na ida de Maomé à montanha, uma vez que esta por si própria não vinha a Maomé.
Os primeiros livros do Antigo Testamento constroem uma narrativa que beneficia directa e unicamente um determinado povo perante os demais, o que à partida os torna, no mínimo, suspeitos de imparcialidade. A partir do geral: criação do Universo, do Sol, da Terra, da separação das terras e dos mares, da criação da vida neste planeta, etc., a ‘coisa’ vai afunilando cada vez mais até aparecer um povo Eleito que Deus escolheu para seu interlocutor especial: eles. Tudo isto compagina com o paradigma histórico do’ negócio lucrativo’ judaico. Parece-me, com o devido respeito, uma encenação bem urdida mas que fala mais sobre egoísmo/chauvinismo/
Mas enfim, são divagações minhas para, meu sustento, das quais não pretendo fazer escola. Como apreciador de Arte, sinto-me às vezes constrangido por pensar assim pois reconheço o papel das religiões como impulsionadoras das grandes criações artísticas da humanidade. Paciência…
Ainda sobre a verticalidade e afins, agora numa perspectiva psico-física.
As ideias de acima/abaixo, fundamentais para a nossa orientação, são as que ao mesmo tempo mostram uma maior instabilidade e um maior atractivo. A sua origem como dimensão heróica é fácil de entender se tivermos presente a luta de um bebé por manter-se de pé e andar ou o seu desejo de fazer-se maior. Só nos seres humanos a coluna vertebral se comporta como uma verdadeira ‘coluna’ sobre a qual assenta a cabeça, em vez de dela dependurar como nos outros animais. Mas não vejo isso como especial vantagem, também as aves que voam e os peixes que respiram pela água poderão invocar diferenças únicas.
Acima, que na imagem corporal se refere ao que está em cima do centro do corpo (crescendo este sempre para cima), é sinónimo de esforço, fantasia e distanciamento. Assim tratamos de ‘alcançar o céu’ ao mesmo tempo que necessitamos ter ‘os pés bem assentes na terra’. Num exemplo que a Filomena deve conhecer bem, atendendo às suas raízes angolanas, há uma clara diferença entre como se expressa a dimensão vertical nos movimentos e posições dos dançarinos africanos e os bailarinos europeus: no primeiro caso os dançarinos pressionam fortemente o chão e movem-se a pouca altura, expressando o valor telúrico atribuído à terra, vista como mãe/origem. Já no segundo caso, como corresponde a uma cultura transcendental, os bailarinos elevam-se do solo tentando escapar à terra.
O mesmo tipo de análise se poderia fazer em relação à movimentação ‘para a frente’ ou ‘para trás’, onde é possível distinguir conotações morais de virtude e firmeza no avançar, ou de conotações privadas e terrenas no que está atrás. Tudo isto releva que através do reconhecimento do corpo como universo pessoal podemos cartografar traços culturais identitários que estão, muitas vezes subliminarmente, na base dos padrões que estruturam as nossas sensibilidades/
E por aqui me fico, que longa vai a tertúlia. Mais tarde voltarei para o desafio numérico e falar sobre a fabulosa proporção divina, o número de ouro, a secção áurea…
Cumps