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sábado, outubro 27

Há pessoas que não podiam morrer ... e não morrem afinal

Quando se redescobre um(a) escritor(a) de que tenhamos gostado, não o largamos durante tempo indeterminável.
E se esse (a) escritor(a) fôr simultaneamente um pensador(a) com que nos identificamos, a questão torna-se mais complexa, porque as suas palavras nos assaltam os dias.
Assim é comigo, quando releio a Natália Correia, sabedora como ningém da arte das palavras e mulher que foi sem medo dos gestos; possante de alma e do corpo de que nunca se envergonhou.
Há pessoas assim ... que não deviam morrer, para nos encherem as horas da surpresa que a inteligência e o humor conciliados conseguem trazer aos dias.
Na terra, quis Deus que assim se semeassem poucos, porque não aguentariam quase todos suportar tanta turbulência.
E mesmo assim deu-lhes o Divino, como aos outros mortais, a morte, não fosse o perigo de a vida perpétua na terra não aguentar tanta provocação.
Mas quem sabe, no Céu, os seres, mais depurados da mediocridade a que o dia a dia nos acaba por reduzir, a tenham acolhido para a Eternidade.

Assim citarei:

(...)
os intelectuais são uma chatice, com que o Criador não contava;
sendo a educação a providência dos imbecis que são em maior número, o mundo está imbelicizado pela educação;
o sistema é a creche da debilidade mental e a vala comum da inteligência;
a economia é adquirir-se o vício do fumo porque se comprou um isqueiro;
dos vencidos não reza a história porque se renderam à razão;

para concluir que:
chegou a hora romântica dos deuses nos pedirem a desobediência. Faço-lhes a vontade. A partir de hoje, se alguém me quiser encontrar, peocure-me entre o riso e a paixão».

Natália Correia, A ilha de Circe.

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