sábado, fevereiro 14

Visite as Ruínas Romanas de Miróbriga




Porque não quero gorar expectativas a todos os que insistem que o dia de namorados é mesmo para comemorar e que por isso reagiram mal às minhas invectivas sobre o mesmo, proponho uma visita ao litoral Alentejano e às Ruínas de Miróbriga.

Para almoçar, Sines ou S. Torpes é sempre um bom porto para se comer peixe.

Assim, para aguçar as vontades, a Liga de Amigos de Miróbriga disponibilizou no seu sítio o Roteiro das Ruínas.

Visite-as nem que seja virtualmente, porque namoros também os há assim ... e não deixam de o ser!

Aproveito ainda para oferecer esta mesma visita virtual a uma das minhas mulheres, a Pascale, poque hoje é o se dia.

Muitos parabéns.

E que bons ventos a tragam por cá depressa.



ET: E como nada tenho contra o namoro, fique claro, vai também o mesmo presente para o meu, pois não sendo do Alentejo litoral, mas de sequeiro, não deixa de o merecer, bem como todos os dias do ano lhe em que lhe tenho dedicado um pouco deste meu Luar.

sexta-feira, fevereiro 13

A Liga dos Amigos de Miróbriga


A Liga dos Amigos de Miróbriga passará, a partir de hoje, a ter um espaço de divulgação das suas acções, bem como das actividades de relevância cultural e patrimonial do Litoral Alentejeno.

Assim, dou aqui o devido destaque a movimentos de cidadania que, no meu ponto de vista, poderão contribuir para valorizar os espaços patrimoniais, bem como das experiências e vivências que se gerem em seu redor.
Menos tempo terei para este Luar.
Porque está na altura de exercer a minha cidadania de forma mais "activista".

A propósito do «Dia dos namorados»















Talvez enciumada porque apenas tive pela madrugada uma chamada a prometer, uma vez mais, "amor eterno"; mas sem nenhum anel Cartier, ou Chaumet, ou uma oferta de amanhã ter um dia inesquecível, gozado nas melhores pousadas e hotéis de Portugal ; porque não acredito em "Dia de Namorados", pois todos os dias o poderiam ser; porque deveríamos ter sempre a capacidade de dizer AMO-TE a quem amamos de facto, e saber demonstrá-lo; porque todos os dias precisamos também de nos olhar a nós próprios, com mais atenção, e a saber aprender a gostar, cada vez mais, até de nós mesmos ...

Venho, deste modo, repudiar publicamente todas e quaisquer mensagens que me invadam (melhor, que, intrusivamente, se metam pelos meus olhos dentro) em mails, internet, cartazes publicitários ou outros meios de "comunicação" sobre a felicidade que é existir um "dia dos namorados".

Venho, também , fazer uma manifestação pública sobre a incapacidade que tenho em imaginar que a vida se construa assim por "dias" de qualquer coisa, à excepção daqueles a cujo ritual sou intimamente adepta, aderente.

- Já agora, uma questão para os publictários?
Haverá também fins de semana promissores em que o "pacote paradisíaco", feito por marcação, possa incluir o melhor namorado do mundo, para quem não o tem?
Assim, talvez, pudesse, pelo menos, aceitar que a publicidade tinha cumprido bem a sua missão e que a miragem estava mesmo à mão de todos!!!!

Por mim dispenso-a.

quinta-feira, fevereiro 12

Es Pascale m'a dit ....

E hoje pela manhã:

dobbrije Dien! kak pojivaiech Basileia?


Ao adormecer:

vas te coucher avecles poules alors wet fais un gros dodo!

Felizmente a vida tem tantas formas de conversar e de "namorar".

Itinerários Arqueológicos do Alentejo e do Algarve

http://mirobrigaeoalentejo.blogspot.com/




Vá conhecer o "lá fora cá dentro".
Belo o slogan que já povoou a publicidade do turismo nacional.

E, porque tantas vezes desconhecemos o que é nosso, valorizando mais o que lá por fora se faz, darei conta no meu Miróbriga e o Alentejo do Programa «Itinerários Arqueológicos do Alentejo e do Algarve».

Fá-lo-ei também porque, outras tantas vezes mais, ouvimos denegrir investimentos, trabalho feito e projectos, sem lhe conhecer bem os conceitos que presidiram à sua criação.

Momentos já se viveram em que se acreditou que o investimento na criação de infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento da actividade arqueológica seriam bem vindos, pois, a partir delas, se poderiam criar condições para a criação de verdadeiros pólos, geradores de redes, que colaborassem no desenvovimento da investigação, da divulgação, da produção cultural e ... porque não? de um desenvolvimento integrado.

Ilusões? Não sei.

Sei que com todas as dificuldades de o pôr de pé o programa foi uma aposta ganha e que há que o encorpar com novos programas culturais, redefinir a utilização de infra-estruturas que dentro dos mesmos Organismos se encontram dispersas, e, fundamentalmente, abrir ao relacionamento com outras instituições também vocacionadas para as actividades culturais.

E assim deixararei o testemunho em

http://mirobrigaeoalentejo.blogspot.com

quarta-feira, fevereiro 11

terça-feira, fevereiro 10

Et Pascale m'a dit







Que numa pequena freguesia medieval, Rosehim, de fundação datável do périodo carolíngio, "cuja igreja tem a particularidade de ter uma torre octogonal, há um Carnaval de tipo veneziano, que se trata talvez duma espécie de sincretismo entre o pagão renano omnipresente na região da Alsácia e o cristianismo"!

E mais que disse ela que vale a pena ver ...

Eu que até não gosto de "Carnavais" fiquei com vontade de o ir/de a ir ver.
À Pascale obrigada pelas fotografias e pela informação.

A ponte é uma passagem


Há que a saber atravessar!
Imagem: Ponte Medieval sobre a Ribeira de Figueiró, Amieira do Tejo
Sobre o Itinerário «As Pontes Antigas do Alentejo» ver http://www.ippar.pt/

Se estiver em Évora



Vá à Fundação Eugénio de Almeida ver a exposição de Niki de Saint Phalle, Joi de Vivre

E encha o dia da cor e do seu humor Pop

segunda-feira, fevereiro 9

E cantou como canta a tempestade, Anna Akhmátova e Marina Tsvétaïeva e ainda «O Japão no Feminino»



Para a Cidade das Mulheres os dois livros acima referidos, pelo sentido das palavras escritas e trocadas!...


«De onde vem esta ternura?
Não são os teus os primeiros cabelos
Que afago, e já conheci lábios
mais sombrios do que os teus lábios.

Brilharam estrelas, depois ficaram pálidas
(de onde vem esta ternura?),
brilharam olhos, tão perto dos meus olhos,
depois, quase se apagaram.

Melhores cantos que estes
ouvi eu no coração da noite
(de onde vem esta ternura?)
gravados no peito do cantor.

De onde vem esta ternura?
E que fazer com ela, ó tu,
o astucioso, o estrangeiro de passagem?
E as tuas pestanas, as mais longas que já vi?»

Marina Tsvétaïeva, in «E cantou como canta a tempestade»


«A verdadeira ternura
não se confunde com mais nada.
É o silêncio.
Em vão, solícito, me cobres os ombros com peles.

E em vão, humilde, me falas do primeiro amor.
Ah, como eu conheço os teus olhares ardentes,
incessantes».

Anna Akhmátova, in «E cantou como canta a Tempestade»


«Deitada e sozinha
de cabelo negro solto
e emaranhado,
sinto desejo daquele
que primeiro o veio tocar.

porque não terei pensado nisto já antes?
Este corpo meu
ao recordar tanto o teu
tem a marca que deixaste.

(...)
Mesmo que eu agora
te visse uma vez que fosse,
o meu desejo de ti
atravessaria mundos,
todos esses mundos

(...)»

Isumi Shikibu (974?-104?), in «O Japão no Feminino», Assírio & Alvim

Évora estava no mesmo lugar

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sexta-feira, fevereiro 6

Lá Fora, na Central Tejo








Não fosse o pouco tempo que me reservava a manhã que bem tinha ficado a ver a exposição com mais calma.
Comissariada por João Pinharanda, a exposição, usando as suas palavras, pretende "dar a conhecer melhor a produção realizada Lá Fora por artistas portugueses e luso-descendentes".

O espaço continua fantástico e o resultado da exposição pode considerar-se muito bom.

Escolhi alguns trabalhos da Rita Barros (Nova Iorque); Ana Léon (Paris); de João Penalva (Londres) e de Francisco da Mata, em homenagem a outros Portugueses que, como ele, vivem, nem que seja temporariamente, em Neuchatel.

Não posso deixar de me lembrar da casa de Portugal que aí existe, tal como em tantos outros lugares do mundo, e usarei, por isso mesmo, uma frase de Fernando Pessoa que é citada na exposição:

O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi Português: foi sempre tudo.

ET: A má qualidade das fotografias não deixa ver a boa dos artistas expostos, mas hoje foi o melhor que consegui ...

Arqueologia no Cinema no Museu de Arqueologia


Pedindo desculpa de só agora ter dado notícia ... mas antes tarde do que nunca!

A lume

Não podendo falar para para toda a terra
direi um segredo a um só ouvido

Luiza Neto Jorge

Bon jour matin: que bom que é acordar certos dias ...

Bon travail pour ce matin!
courage!

E vou tentar escrever ...

E aprender, finalmente, a gravar Rachmaninov no MP4 que me ofereceram.
Que já nem posso ouvir o que lá vinha integrado no presente, que, por sinal, não se comparava à qualidade do aparelho!!!

E, quem sabe, o ponha quando conduzir, na viagem que hoje quero fazer para as terras do Além-Tejo, porque preciso de fotografias actualizar para o meu

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quinta-feira, fevereiro 5

olhar de outro modo os sítios e pessoas que nos são habituais







Quem terá deixado esquecida
esta música ouvida num canto da rua?
Ninguém de quem passa nela repara
No entanto - é ela - faltava
no dia de chuva
No meu dia de chuva?
Meu seria decerto este dia
pois por mais precário que eu seja
nenhuma chuva fora podia
cair se acaso em mim não caísse
Cai chuva e há música em meu coração
Era mera ilusião o dia de chuva.

Ruy Belo
Todos os Poemas

Existe Memória sem a Palavra e o Ritual?





E lembrei-me como era forte a Igreja de Helsínquia ...
Como mesmo enterrada no chão tinha a luz vinda do Céu ...

Por isso regressei ao meu "Livro de Apontamentos", Miróbriga e o Alentejo, para que a minha memória dos lugares não se vá apagar.

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Agradeço a cedência das fot. 1 e 2 a A.

quarta-feira, fevereiro 4

Miróbriga e o Alento: apontamentos e sentidos com Alentejo de fundo

http://mirobrigaeoalentejo.blogspot.com


Há um ano atrás deixei o Alentejo onde vivi alguns anos, depois de vinte de trabalho com incursões esporádicas ou de períodos alongados nesse território.

Como dessas viagens, dos apontamentos que delas fui fazendo havia um livro por escrever, que seria a bela forma de o Sol se reinstalar, nestes dias em que a chuva não nos quer deixar, resolvi pegar em velhas folhas guardadas no baú e retomar os reascunhos que ficaram por terminar.
Ficará assim, doravante, disponível o blogue «Miróbriga e o Alento - Apontamentos e sentidos com o Alentejo de fundo», onde tentarei centar a informação que conseguir organizar no pouco tempo livre que me resta ao serão.


A todos que comigo partilharam das viagens, o meu obrigada.

A propósito de algumas "gracinhas" que circulam nos mails e a que, por sinal, não acho piada nenhuma


Como é possível que continuem a circular este tipo de mails que, pretendendo-se humorísticos, mas que, não contendo qualquer comentário crítico, nos remetem a uma ironia aivada de mau gosto?
É que, infelizmente, ainda há quem queira que as mulheres continuem a mimetizar os modelos descritos ...
.
Pois eu não só me repugnam assim divulgados, como considero que o devo denunciar.
A mim escusam de me voltar a mandar!


Anos 50 e 60

OS BONS TEMPOS

DAS SÁBIAS VOVÓS ITALIANAS !

Frases retiradas de REVISTAS FEMININAS das décadas de 50 e 60:

“Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".

(Jornal das Moças, 1957)

"Se desconfiar da infidelidade do marido,
a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afecto, sem questioná-lo".

(Revista Claudia, 1962)

Bons tempos...

"A desordem em um banheiro desperta no marido vontade de ir tomar banho fora de casa".

(Jornal das Moças, 1965)

"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".

(Jornal das Moças, 1959)

"Se o seu marido fuma, não discuta pelo simples facto de cair cinzas no tapete.
Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".

(Jornal das Moças, 1957)

"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre".

(Revista Querida, 1953)

Observem a alegria e o brilho nos olhos da esposa obediente, uma rainha do lar

"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o linda, cheirosa e dócil".

(Jornal das Moças, 1958)

"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)

"A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa."

(Jornal das Moças, 1955)

E para finalizar...

"O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza".

(Revista Querida, 1955)

CONCLUSÃO:

Não se fazem mais revistas instrutivas como antigamente.
Mande para todas as mulheres conhecidas

Obs: Eu só não mandei para minha esposa porque ela não gosta de recordar coisas boas do passado.


Ora pois, diria eu ... quem podia ter sido o autor da "engraçadinha" recolha ???? Um HOMEM!

terça-feira, fevereiro 3

O vento, o Alento e o Alentejo (rred.)


Hoje lembrei-me do Alentejo. Muito. Não sei se foi porque o vento não havia maneira de sossegar.
Desse Alentejo que, para além de paredes brancas, onde se escrevem as letras do cante, e das histórias de moiras encantadas e de encantar, também tem, em certas noites de chuva e de luar, fantasmas que se querem na planura passear, invadindo voraz as searas, as melhores plantações de trigo ou de tremocilha.
Dizem alguns que já os viram, ou ouviram, que uivam como o vento, quando em árvores nodosas se vão aninhar.
Mas o Alentejo tem, para tudo isso e para o demais, umas estranhas rezas, umas lengalengas, umas benzeduras que, ditas de certa forma, os fazem afugentar.
E depois, raiando o Sol, fica apenas campo para o dia de Sol se poder definitivamente instalar.
Dos fantasmas que querm ameaçar apenas ficará um estranho e indelével rasto no chão ...

segunda-feira, fevereiro 2

Não há distância: tanto rio, tanto mar



Quando é grande o sonho, não há distância, nem tempo nem lugar.
Apenas um mundo para conquistar! E ele está ali, já ao virar daquela "Barra".
E não há nuvens que o possam dissipar ...







A Capela de S. Jerónimo foi construída em 1514, dentro dos terrenos da cerca dos Monges Jerónimos do Mosteiro de Santa Maria de Belém. Aqui se orou antes da partida para a Descoberta de "Novos Mundos".

O edifício, de planta quadrangular e grande sobriedade, de planta rectangular, onde se destacam quatro pináculos cónicos, com um cordão tipicamente manuelino, tem uma porta de inegável simbologia. Nela se destacam o escudo real, encimado pela coroa, ladeado por duas esferas armilares, símbolos do reinado de D. Manuel I.

Para melhor conhecer: www.mosteirojeronimos.pt

Agradeço a A. a primeira fotografia.