terça-feira, março 4

As minhas geografias afectivas - Paço da Rainha, de novo

















Apenas passear nas ruas; vento sem igual
talvez aguente a árvore; talvez sucumba a raíz do coração
mas, lá longe, há a luz que espreita os nossos lugares ...
talvez ajude a serenar o vendaval!

Primavera, Pricesa Shíkishi



Flores de escamas de peixe (corvina)

Museu Arq e Etn do Distrito de Setúbal

«Isola a minha vida.
Isola-a com camadas de neblina,
densa,
no sopé da Colina da Saudade».

Pricesa Shíkishi, Rosa do Mundo - Poemas para o Futuro

Regresso a casa (0)





Foi só acender o lume para ver os meus Lares respirar apaziguados, suavemente, pela casa fora como se fosse um ALENTO.

Pelos corredores pairam espíritos, memórias, coisas tantas, ausências, presenças com as quais tenho que conviver.

Mas sei que bem me acolherão, me protegerão os meus Lares, se lhes souber fazer as devidas libações.

sexta-feira, fevereiro 29

E fui visitar a Senhora do Carmo, Azaruja





À Ângela, ao Carlos e à Filipa
por tudo o que me deram ao longo dos anos

Por tudo o que me mostraram existir em certos cantos do Alentejo.

Com eles poderei, de novo, visitar a Senhora do Carmo.

quarta-feira, fevereiro 27

A caminho da escola, a Mariana fotografou o rio



(Fotografia da Mariana a caminho da escola)

Mãe, o rio está tão bonito hoje ... disse a minha filha.

Desejei-lhe um bom dia, tão bom como a côr que o rio tinha hoje.

Porque hoje é o primeiro dia a seguir ao zero: o um, como ligação da terra e do céu.E o gerador de todos os números, de todas as possibilidades.

terça-feira, fevereiro 26

Em Loures ainda há "Hortas"



















Em Loures, mesmo na rua principal, ainda há quintas e hortas. Das que restam da velha várzea de Loures, hoje quase totalmente urbanizada ...
E há restaurantes que servem nas suas refeições os produtos das suas hortas!!!!
Os animais e os lugumes podem ser visitados por quem lá vai comer.

Vale a pena conhecer, sendo aconselhável para pais com filhos ....

(Restaurante Horta, muito perto da Câmara Municipal).

segunda-feira, fevereiro 25

home sweet home




À minha sobrinha Ana Beatriz que hoje faz anos

Arte Pública em Lisboa




Pairava no ar uma humidade suave.
Ao Domingo, gostei de redescobrir Lisboa, a Avenida da Liberdade, esse «Passeio Público» através do olhar da «Arte (também) Pública» de Robert Indiana que se por ela se vai espraiando.

domingo, fevereiro 24

O CCB e «Os corações com mau feitio»




Sim, hoje escolho o coração exaurido!

Apenas quero o Mundo como sinal




Apenas queria 21: 3x7, associando o septenário à trindade, o acordo entre o Homem e o seu Destino!!!

Os signos fixos do Zodíaco, personificados nos símbolos da carta, são centrados pelo andrógino, que representa o fim da dualidade,e o início de um novo ciclo, assinalando o "homem liberto da sua encarnação" (seg. Hadés)

Somente queria o Mundo para meu lugar.

quinta-feira, fevereiro 21

Hoje é dia Internacional da Língua Materna






Hoje é o Dia Internacional da Língua Materna! (Alguém deu conta?)

Se tivesse à mão a Natália Correia, citá-la-ia, certamente, como uma das Mulheres que mais fez pela língua mãe ....

Mas não tenho ... e, assim, darei voz à Fiama Hasse Pais Brandão:

«Amor é o olhar total, que nunca pode
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como a chuva que cai
na minha cara, nas faces nuas,
oferecidas sempre apenas à água».

F.H.P.B., Obra Breve, cit. in Poemário, Assírio & Alvim

quarta-feira, fevereiro 20

«A Avareza», Sete Pecados Capitais, Monumental


«A avareza é o mais avaro dos pecados. Os Grandes Pecados, os capitais, dão largas ao execesso (o bom é de bem, o excessivamente bom jé é pecado), todavia a avareza é a inversão do infinito. É o reverso do imenso, e isso é pecado porque tem também o poder de uma enorme atracção: se o vício tende para o infinito, a avareza tende viciosamente para o infinitamente pequeno».

José Alberto Gil

segunda-feira, fevereiro 18

«Luxúria», Sete Pecados Capitais, Monumental




Imagem: Desenho de Marta Wengrovius

«Nem naquele dia, nem em qualquer outro dia. Como também diz Francesca, nunca mais se puderam separar um do outro. Afogaram-se na própria imagem do desejo, onde o riso dá o lugar ao tremor e o volátil sentimento se tranmuta em eterna sensação.
Nos pecados carnais, riso e tremor, sensação e sentimentos sucedem-se segundo o ritmo dessa mesma carne, tão efémeros como ela. O que distingue Paolo e Francesca de todos os outros é que o efémero se transforma em eterno, fixando-se a imagem sobre a imaginação ou o imaginável»

João Bénard da Costa.

sábado, fevereiro 16

A escrita no feminino e outras formas de falar
















Nas imagens: Trabalhos de Helena Almeida; Ana Hatherly;Lourdes Castro


Para ti Cris, para a tua «Cidade das Mulheres».



Não sei é o lugar certo para elas, se aquele é, de facto, o sítio que deveriam ocupar (O Museu do Chiado).
Mas a isso não me prenderei.

Quis apenas falar-te da "escrita" e das outras formas de "falar" das mulheres que escolhi para te oferecer: Júlia Ventura; Lourdes Castro; Helena Almeida e a nossa, sempre nossa Ana Hatherly.

Como uma emergência, quis-te dizer olá.

É de gelo o meu coração?



Para o Ultraperiferico. Por me continuar a surpreender!

Canto-te

«Canto-te para que tu definitivamente
existas
Canto no teu nome porque só as coisas cantadas
realmente são e só o nome pronunciado inicia
a mágica corrente
Canto o teu nome como o feiticeiro invoca
a magia do remédio
Canto o teu nome como um animal uiva
de
Como os animais pequenos bebem nos regatos depois
das grandes feras
Canto-te
e tu definitivamente existes nos meus olhos
sempre abertos porque é sempre os meus olhos
são os olhos da criança que nós somos sempre
diante da imensidão do teu espaço

Canto-te
e os meus olhos sempre abertos são a pergunta
instante pendente de eu te interrogar».

Ana Hatherly, ,«Canto-te» in Um Calculador de Improbabilidades.

É a arquitectura só para arquitectos?





O ensino da arquitectura tem o seu lugar


desse lugar, espreita-se o mar e, de permeio, o casario é pontuado por marcos que nos prendem o olhar


Sim, talvez a arquitectura seja só para arquitectos, enquanto desenho, projecto, método ou mesmo conceito.
Mas enquanto programa, intenção, fruição ... não, felizmente ...pertence a todos nós!

Bem sei que o Supremo Arquitecto do Universo tem a formação que tem, faz no espaço e no tempo o que mais ninguém sabe fazer, manipulando-os quase sem darmos conta.

Mas enquanto houver um olhar, quando a arquitectura ocupar esse lugar que todos podemos viver ... sim, ela será de todos nós.

terça-feira, fevereiro 12

Ainda a propósito do gesto




Dôr, espasmo, contorsão, grito, mão, lugar, memória, solidão, raiva, esquecimento?

Não, nada disso, apenas procuro um sítio onde habitar o corpo, depois das noites em branco; apenas busco o sentido das palavras e dos lugares.
Somente descubro, recorrentemente, que a cada letra, a cada número corresponde um sentido qualquer e que da sua combinação, casuística aos meus pobres olhos mortais, se construirá a história que ainda não sei contar.

A dúvida ou a certeza. À minha mãe que me deu lugar



Fotografia: Cromeleque dos Almendres, António Carlos Silva

Entre a dúvida e a certeza, só existe um momento decisivo, fulcral: o do gesto.

Quando não se faz o gesto, o balanço pode eternizar-se, no ventre das ondas do mar:
tudo se pode adivinhar, tudo se pode perscrutar!!!

Há momentos em que se não pode mais adiar: porque cada minuto pode ser a morte que nos espreita, tanto como o existir!

Ali, tão perto como o respirar, está outro lado: o branco frio da morte.

Em cada minuto que passa, em cada momento sem sorver o ar, sucumbe a vida; morre-se de terror.

Há momentos em que só há noite ou dia, no nosso caminhar.

Apenas o sim, ou não, é o nosso lugar.

(E a cobardia, o medo são apenas esses invencíveis momentos de pavor, de não se ter sido capaz de dizer sim ou não!
Mas, mesmo assim a morte, o frio nos tolherão! Tendo-se adiado o momento que, afinal, nos podia ter conduzido ao Eterno.
Ficará, apenas, o Purgatório, esse sítio sem lugar)

Decididamente, cada vez com mais convicção quero aprender a dizer sim ou não!

O Alentejo é branco, ou branco é a côr do poder?








CCDR Alentejo (amanhã lhe regressarei!)

Branco o Alentejo? Quem tal o inventou?

Como a neve fria? Não, que ali não há.

Cal será, mas também cobre os mortos!

Branco é o papel que não tem mão.

Branca é a ausência de memória, porque não tem mácula nem servidão.

Todo branco o Alentejo? Quem o inventou?

segunda-feira, fevereiro 11

As minhas princesas do Alentejo



"Uma é loira, outra morena" mas são do melhor que o Alentejo tem.

A elas o meu até já, até sempre, por tudo que me fizeram aprender.

No Alentejo aprendi na pele, no corpo, tantas vezes que me senti febril e só, que o que distingue as pessoas não é, certamente, o sexo; o estatuto ou condição!

Porque no Alentejo tudo é mais dia e noite, aprendi que as nuances não são senão os arremedos da vida! As matizes não são somente o que inventamos para o dia, o arco-íris que nos faz não sofrer tanto a noite fria.

À Carla, à Eva (e a outras a que regressarei) o meu obrigada!

Exposição colectiva. Dulce, espero visitar-te



Na Rua da Esperança, nº59/61
(10.02.08 - 01.03.08)

www.reversodasbernardas.com
www.pin.pt

sábado, fevereiro 9

Para a Cris, para a sua Cidade das Mulheres, a Lourdes Castro




Perguntamo-nos tantas vezes que sentido faz tudo afinal?
E, desvendamos, em tardes serenas de Sábado, respostas para muitas coisas ... quando nos dispomos a olhar o melhor que alguns conseguiram fazer.

Redescobri (ainda em arrumações) dois livros que me fizeram sentir que tanta coisa passa a ter sentido só porque há o belo e o lugar da intimidade.

Para a Cidade das Mulheres o herbário da Loudes de Castro, um dos mais íntimos livros que conheci, de "sombras projectadas de objectos" ... das plantas que L.C. tratou e viu crescer.

E ainda o seu livro "À sombra" onde as plantas e os objectos assumem o valor que o comum de nós não é capaz de lhes dar.

segunda-feira, fevereiro 4

África, minha? Ainda o carnaval. À Mariana


Angola foi o sítio que me viu nascer.
Dela tenho lembranças fantásticas, de sol sem fim e terra com cheiro forte e quente, quando a chuva resolvia, nesta altura do ano, fazer galgar os rios e as quedas de água se enchiam tanto que tudo invadiam.

Dela tenho ainda a memória dos dias que vi os meus pais viver plenos de alegria; inventando festas e "assaltos" em casas de amigos, em carnavais que não tinham o mesmo sentido do que os que agora conheço. Lembro-me de os ver dançar, a minha mãe de vestidos soltos e floridos, e de ter aprendido com o meu pai a dar os primeiros passos de uma valsa.

Dos quintais enormes e das ruas onde brinquei, ao ponto de não se saber onde começava a rua e acabava a casa.

Recordo as florestas densas, onde o sol mal penetrava, e onde os gritos dos pássaros e os gemidos de seres escondidos quase nos faziam atemorizar.

Lembro também a família, os dias de férias grandes, onde juntos bricávamos em casa do meu avô que me ensinou o que era um escritório de livros catalogados; o rigor do trabalho metódico e o que era a Maria Callas cantando a Madame Butterfly que horrorizada tentava entender.
No entanto, é um dos discos de vinil da Columbia Graphophone que tive a sorte de herdar e que guardo hoje como se de uma relíquia se tratasse.

O mar bravo em época de "calemas", como nunca mais encontrei outro! E os navios, os paquetes cheios de coisas, que também pela mão do meu avô descobri, fonte de admiração, até porque deles, sendo pequena, me recordo serem gigantes.

Mas Angola também foi a terra que me viu partir, sem qualquer clemência, apenas porque era branca e a guerra, sempre cruel, não permitiu que existisse compaixão.

Nostalgias, terei? Não sei, nesta casa onde redescubro as minhas geografias afectivas, tento serenar as marcas que a vida me foi deixando, acalmando marés vivas e tempestades.

quinta-feira, janeiro 31

A Senhora Ministra da Cultura

Porque, em algumas viagens ao Alentejo, pude ver-lhe os olhos brilhantes e a forma frontal de dizer as coisas, quero relembrar o que escrevi no

http://luardemulheres.blogspot.com

em Agosto de 2007.

E , principalmente, desejar-lhe um ciclo novo muito bom.

segunda-feira, janeiro 28

O Braço de Prata e a Lisboa Alternativa



















Belo espaço. Há quem lhe chame o "CCB alternativo".
Porque apenas conheci agora, não sei bem o que por lá tem acontecido.

Mas comprei um CD de Stan Getz por seis euros na Ler Devagar. Ouvi boa música. Espreitei salas de diferentes ambientes. E, principalmente, percebi que é um bom sítio para reencontrar os amigos.

quarta-feira, janeiro 23

Geografias afectivas: O Campo Santana ou Mártires da Pátria






Hoje revisitei o bairro onde vivi quase vinte anos - o Campo Santana.

Dali Portugal assitiu a tanta coisa: às lutas fraticidas do século XIX e ao martírio de liberais que deu origem à denominação «Mártires da Pátria»; dos Paços da Rainha, onde vivera D. Catarina de Bragança, depois de viúva, no seu «Palácio Centeno», conta-se ter sido posteriormente "coito" de Carlota Joaquina, mãe protectora do Portugal miguelista; acolheram-se conventos medievais, escondidos numa Lisboa menos exposta e centralizada.

O Patriarcado ainda se esconde, altivo, da rua, mas, do lado de fora, não passa despercebido o poder espelhado no imóvel.

O Göethe Institut, onde a Alemanha fala de programas culturais.

A Galeria Momumental onde encontrava amigos meus e ........

o Santo, Sousa Martins, onde até eu já rezei.

E o belo jardim, novecentista, que substituiu a praça de touros que aí existiu, com gradeamentos de ferro fundido que permitem marcar os desníveis entre o mesmo e as ruas que acedem à praça.

Do Jardim do Torel, altaneiro, espreita-se a Baixa, o Carmo, o rio e o mar.

E no imóvel hoje propriedade da Junta de Galicia há de tudo ... e até se aprende a dançar como em Sevilha.

O Hospital dos Capuchos, abraçando o que foi o Palácio Melo, tem de frente uma pequena praça com um espelho de água. Por trás, sobe a rua que foi minha.

Da vista sobre o tejo e sobre o castelo não me esquecerei.

Amanhã voltarei a este mundo, retomando uma velha ideia que malogradamente se esboroou: fazer o retrato do meu bairro 24h, a partir de um pequeno café - o Pátria -que estava aberto todo o dia e onde, de noite, paravam taxistas e meninas da vida e, de madrugada, as avós iam ao pão.

Regressar-lhe-ei, limpando as nostalgias de um bairro que habitei.

Porque para mim, em Lisboa, um outro ciclo está a começar.

ET: lembrei-me que, no Alentejo, há Santana do Campo, onde uma igreja deu lugar a um templo romano e onde, nas ruas brancas, se respira um ar fresco e silencioso.

terça-feira, janeiro 22

Museu de Electricidade - as minhas geografias afectivas



Agora Museu, foi a central termo-electrica criada em inícios do século XX.

Já lá vi uma bela exposição, há bastantes anos atrás, do meu amigo Francisco Rocha!

As minhas geografias afectivas mantêm-se afinal:

«Falo do amor - a Loucura, regresso a um pré-tempo - talvez aonde menos se esperava (de real que não houve tempo para escolher a Idade - em que Idade estamos?), onde menos se esperava pois não lhes era dao preservarem-se tal como eram ou do que fosse sem que isso lhes não destruísse as possibilidades de uma certa preparação íntima que continuará e será enriquecida ou mutilada, mas sempre irremediavelmente ligada ao que se quiser ou não quiser ser. A Poesia: Realidade Liberta - que de novo se fica só, abandonado e de novo se é a noite! OURO VERMELHO AZUL, PRETO».

António Maria Lisboa (1928-1953)
in Poemário, Assírio & Alvim, 2008

segunda-feira, janeiro 21

As minhas geografias afectivas


Belém fará sempre parte da minha geografia afectiva.

A fonte colorida pela mão do meu avô;
os pastéis que nos ofereceu até enjoar;
os Jerónimos, um dos primeiros sítios onde trabalhei;
O CCB onde, mesmo quando tantos anos vivi fora, me serviu de de "central de compras" (pena a Valentim de Carvalho já não existir ...) e de consumo cultural.

As pensões frescas, em cuja porta te dei a mão. E acabei por entrar,

sexta-feira, janeiro 18

Desenhos de construção com casa e céu, Carlos Nogueira














«A casa é o abrigo.
A coisa principal da casa é o telhado e depois a chaminé.
Dentro somos independentes ou quase. Estamos protegidos da cidade e do mundo inteiro.
(...) É bom ir à janela. Vê-se a rua, a vizinha sai e fecha a porta, há gente a passar e motos e animais e automóveis, comboios, autocarros e aviões (...) Não estamos sozinhos, felizmente não estamos sozinhos, bata à porta o carteiro, chega o jornal.
O sol entra pela janela e pinta a parede em frente, a chuva martela os vidros, zumbe o vento»

Siza Vieira em desenhos de construção com casa. e céu.

sábado, janeiro 12

Vá ao Museu de Arqueologia

A exposição de ourivesaria tradicional portuguesa no Museu Nacional de Arqueologia vale mesmo a pena ser vista! Bons exemplares expostos e bons vídeos complementares.

quinta-feira, janeiro 10

Nascer do dia

Que cada dia de insónia seja um tempo para poder renascer!

Pensamentos e memórias ...

À minha mãe, pelo dia que partiu- Has estás por aqui, eu sei-o bem.






















A ética é estar à altura do que nos acontece

Deleuze