domingo, junho 21

O Convento de Bom Jesus de Valverde











Work is a feeling ...

Que bom ter podido rever o Convento de Bom Jesus de Valverde, cuja quinta ainda nos remete à meditação de frades Capuchos.
Relembrar os seus sistemas hidraúlicos, muros, capelas e a bela Igreja do convento, cuja origem remonta à construção do mesmo, mandado edificar pelo Cardeal D. Henrique.
Hoje o "Conventinho" é um pólo da Universidade de Évora.

Amanhã, ou seja, mais logo, lhe voltarei que o dia já vai longo.

sexta-feira, junho 19

Agora vou finalmente descansar



Ver outros mares e marés.

Vou ver o mar, mas comigo vou levar ainda ....




Continuo a escolher o «Breviário Mediterrânico» de Predrag Matvejetich.
Era ao longo da costa
que passavam as rotas
da seda e do âmbar,
que se entrecruzavam
os caminhos do sal
e das especiarias,
do azeite e dos perfumes,
as vias dos utensílios
e das armas, das artes
e do saber, das profecias e da fé. A Europa nasceu
no Mediterrâneo.


A fabricação do azeite não é apenas um uso: é uma tradição. A azeitona não é um simples fruto: é também um culto. Muitos livros falaram do raminho que a pomba que denunciou o fim do dilúvio trazia no bico (...). Ele brilhava na chama dos candelabros de sete braços da Palestina e no cimo do farol de Alexandria (...).

P. M.


Mas a rama da oliveira foi também atributo de divindades, a exemplo da Grega Atena e, em Roma, de Júpiter e Minerva; foi a luz e seu símbolo desde tempos imemoriais, estando entre os Latinos bem visível nas suas lucernas; foi o óleo ritual e sacrificial e é com ele que se faz a extrema-unção, obtendo-se assim a Eternidade.


Sobre o Mito da Europa, com a Música de Purcel, escolho «Dido e Eneias».

À Sofia P. o meu obrigada pelo texto de Maria Ziady


“E tu, qual é a cor de teus olhos? Que ponto fixam no mundo visível e invisível? “Levanta-te, e vai ao espelho. Olha os teus dois globos mágicos. Já os estudaste alguma vez?“Investiga suas profundidades, e encontrarás o espírito omnipresente que vigia a acção de todos os homens, o movimento dos astros e dos séculos.“Na profundidade de teus olhos, verás todos os panoramas, e todos os rostos, e todas as coisas.“E se quiseres conhecer-Me - a mim, o Desconhecido - olha longamente nos teus olhos. Ali me verás, a despeito de ti mesmo.”

(Maria Ziady, adaptado da tradução de Mansour Challita)

Há tanto Oceano por descobrir ...

 
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E tanta coisa para ver ...

 
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quinta-feira, junho 18

A União do Céu e da Terra, William Blake


«A VOZ DO DEMÓNIO

Todas as Bíblias ou códigos sagrados têm sido a causa dos seguintes erros:
1. Que o Homem possui dois princípios reais de existência: um Corpo e uma Alma.
2. Que a energia, chamada o Mal, provém apenas do Corpo e que a Razão, chamada o Bem, provém apenas da Alma.
3. Que Deus atormentará o Homem na Eternidade por ter seguido as suas Energias.

Mas os seguintes Contrários são verdadeiros:

1. O Homem não tem um Corpo distinto da Alma, pois aquilo a que se chama Corpo é uma parte da Alma apreendida pelos cinco sentidos, as principais entradas de Alma nesta época.
2. A Energia é a única vida e provém do Corpo, e a Razão é o limite ou a circunferência exterior da Energia.
3. A Energia é o Prazer Eterno».

.......

«PORQUE TUDO O QUE VIVE É SAGRADO»

E COMO TAL MERECE SER RESPEITADO

Mulheres e Republicanismo (actualizado): hoje faria anos Ana de Castro Osório





Porque hoje faria anos Ana de Castro Osório e, no próximo ano, se comemora o centenário da implantação da República e não podendo esquecer que, para além de muitas outras questões em que, do meu ponto de vista, o novo regime permitiu a consolidação de valores universais como a Igualdade, Liberdade e Fraternidade, gostaria hoje de relembrar o fomento do ensino como um dos mais fortes investimentos feitos pela República em prole da Cidadania e das Mulheres.

Mas o que, particularmente, desejo hoje salientar é o papel que as mulheres desempenharam na implantação da I República e o que, posteriormente, puderam desempenhar, se bem que exigindo grande empenho e luta.

Assim, fui rebuscar o belo presente de aniversário que me haviam oferecido Mulheres e Republicanismo e citarei Ana de Castro Osório, fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas:

«Foi a mulher republicana quem educou muitos dos republicanos de hoje, foi a mulher que detestava a monarquia corrupta quem mais seguramente preparou este surdo estado de revolta, em que a sociedade portuguesa tem vivido ...
(...)
A revolta da mulher levou anos a explodir, mas nem por isso foi menos firme, nem por isso menos nociva ao velho estado de coisas.

Mas quando em Portugal a mulher, que é atavicamente modesta e presa a preconceiros, pôde reunir-se numa agremiação, como a nossa, ostensivamente política e de propaganda social, é que o regimen se devia ter considerado morto. Não era pelo mal que nós lhe podíamos fazer, mas era pelo que representava de sintomático para a monarquia em descalabro. Que eles avaliaram bem a força moral que a liga representava, prova-o o ódio que lhes votaram os reaccionários, o ridículo que sobre ela quiseram lançar, a guerra desleal e ignóbil que nos moveram individual e colectivamente.
(...)
A República precisa de nós; não lhe regatearemos o nosso apoio.
defendamo-la dos seus inimigos, defendamo-la dela própria se alguma vez fraquejar no seu caminho rasgadamente progressivo e libertador.
(...)
Não o esqueçamos! O povo português precisa de nós, que somos as suas mulheres, as mães dos cidadãos de amanhã, as educadoras, as companheiras livres numa sociedade libertada».


E repetiria , "a República precisa de nós".

Ana de Castro Osório: Escritora, jornalista, ensaísta e republicana convicta escreveu o primeiro manifesto feminista português, tendc pertencido a várias Associações e Comissões Feministas. saliente-se ainda que colaborou na elaboaração da lei do Divórcio (1910), tendo sido autora der muitos trabalhos de que salientaria «A Mulher no casamento e no Divórcio».

quarta-feira, junho 17

Apenas quero ver o mar ...

 
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terça-feira, junho 16

Da exposição «A Morte é uma Flor»

 
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A ponte é uma passagem ...

 
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há que tentar ver a outra margem

o vento


parou o céu de gemer
será que a brisa finalmente
me vai levar
áquele porto de abrigo
onde se contam segredos sem fim?

não sei, apenas quero percorrer
o caminho do arco-íris
na noite a começar.

Marânus, Teixeira de Pascoaes (de novo)



(...)

e via o escuro reino mineral,
Num alvorar de etérea sensação,
Fazer-se, enfim, o reino espiritual,
Metamorfose imensa e luminosa.
E viu que o último reino transcendente,
Pela sua estrutura e natureza,
Se casava, profunda e intimamente,
Com a sombra fantástica da Origem.
E a luz do seu olhar, extasiada,
Abrangeu, num momento, a vida eterna.
Sim, às vezes, em hora consagrada,
Para nós se contém a Eternidade.
Também o claro sol, por um instante,
Numa gota de orvalho se resume,
E, nela, é viva imagem radiante
De viva luz, acesa em sete cores.

(...)

Da Serra começava a levantar-se
Um crepúsculo, um fumo de nevoeiro.
E um oiro em pó, suspenso, ia juntar-se
às primeiras estrelas: era a noite.


Marânus, Teixeira de Pascoais

segunda-feira, junho 15

Natália Correia, ainda


Todavia não é o fim
o suicídio de um avião
todos os dias acontece
o que só prova que o romantismo
felizmente prevalece.


N. C. Poemas a Rebate

Tango, Frida



Um dos mais belos tangos que já vi dançado

Canto a Noite



Canto a noite
calo o grito, morderia os lençóis
Alvos? Não, que neles mora o que sou
o suor, o choro que não chorei, mas que neles se derramou.

Canto os sonhos que matei,
mas, ainda assim, todos os dias, os que inventei
as histórias que em insónias abertas consegui imaginar
canto-te a ti, apenas porque te criei

Veias, que as segurem garrotes
pois nelas corre sangue capaz de explodir
derramando-se em cálices que teus mantos mancharão


Canto-te a ti noite que tragas os minutos
onde se segreda a ânsia a oiro gravada
de tudo fazer renascer


Sonho-te a ti ainda, por entre as minhas mãos
e por tal não pedirei autorização a nada ou a ninguém

A ti ainda PP.

O Geniceu: esse lugar

 
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MUSICBOX LISBOA



MUSICBOX LISBOA
Global
Basic Info
Type: Entertainment & Arts - Performing Arts
Description: Musicbox é um clube. Face visível de um projecto que se vê maior na área da gestão e produção cultural. Aqui programamos, divulgamos, comunicamos, experimentamos, apoiamos, divertimos e fabricamos.
O Musicbox situa-se no Cais do Sodré, em Lisboa. Tem lotação para um máximo de 300 pessoas em registo de espectáculo e oferece óptimas condições técnicas ao nível do som, iluminação e imagem, factores essenciais ao espectáculo que aqui é já de si especial pela proximidade e cumplicidade entre público e artistas.

É este o nosso caminho. Exija, reclame, sugira, aplauda. Acompanhe-nos!


Contact Info
Email:
Website: http://www.musicboxlisboa.com
Office: Travessa do Carvalho, 15, 1º esquerdo
Location: Lisbon, Portugal

Informação obtida a partir de Facebook

Da violência doméstica (reeditado 2008)


Em 1999, no dia de hoje, foi aprovado em Conselho de Ministros o I Plano Nacional contra a Violência Doméstica.
Reedito hoje este texto, exactamente porque tanto se fala de violência física, mas tantas vezes se omite a psicológica, quando, recorrente, é sermos confrontrados com cenários emocionais que agridem, tanto ou mais, do que os físicos.
Em que é mais difícil mensurar ou identificar o efeito causado que certas atitudes têm a nível emocional.

Que este dia, todos os dias, saibamos denunciar ou combater a violência, tenha o rosto que tiver: desrespeito, insulto, inferiorização, humilhação, mentira, ameaça, chantagem, coersão, agressão, espancamento.

E assim aproveitemos o dia para repensar melhor a vida, de igual para igual, tentando renunciar a todas as formas de violência ou de violentação, as que contra nós foram exercidas, mas, também, as que aprendemos a desenvolver como mecanismo de defesa à agressão, pois se as exercitarmos, também e rapidamente, passaremos de vítimas a carrascos, porque é tão simples ceder à revanche. E esse sentimento é de combater e não alimentar.

« Quando ouvimos falar em violência, fazemos, na maioria das vezes, correlação com o tipo de violência física e psíquica e raramente nos ocorre a agressão de cariz emocional, embora muitos de nós estejamos sujeitos à mencionada, ainda que de uma forma inconsciente. Mas, afinal, ‘O que é a violência emocional?’ – eis a questão de partida.

É sabido que nas relações amorosas, a probabilidade de ocorrência de qualquer tipo de violência é mais elevada que em outra espécie de relacionamento. Assim, a agressão emocional descreve-se pelas frequentes situações de rejeição, humilhação, manipulação, depreciação, discriminação, exclusão e sanção da vítima de ‘violência intrafamiliar’. Embora, este tipo de agressão não deixe marcas visíveis de agressão no corpo, carimba, indubitavelmente, a psiqué humana da vítima.
O agressor tenta, comumente, desencadear modos de acção desequilibrados, embora de uma forma ‘camuflada’ para criar um estado de satisfação, delicadeza e carinho consigo mesmo, movendo os elementos que o rodeiam em seu auxílio, ao mostrar indícios de qualquer tipo de doença que o esteja ou não a afectar ou problema semelhante, exigindo, dos outros, tolerância, respeito e um procedimento peculiar na forma como é abordado.
Para além disso, muitos agressores manipulam, emocionalmente, os agentes sociais que com ele estabelecem relações, fazendo com que estes o façam sentir culpado, inferiorizado, dependente e culpabilizado! Um jogo sujo, mas jamais despercebido!
».



cit a partir de: http://feministactual.blogspot.com/2008/01/um-jogo-sujo-mas-jamais-despercebido.html

domingo, junho 14

E o Domingo é para descansar






E tratar dos Lares

sábado, junho 13

Um dia irei contigo a uma festa



A PP

De mão dada irei contigo a uma festa.

Talvez use um vestido de alças ou de flores; as flores confundindo-se com as mãos

No ar pairará a música, espero ainda contigo dançar um tango

Espreitarei depois a noite

De vestido de alças vou precisar de um abraço quente

E saberei também reconhecer o sabor de um beijo teu.



Até lá, vou ouvir a música que hoje, em Lisboa, há no ar ...porque o seu Santo saiu à rua.
E por ele vou pedir que nunca me esqueça de dançar!

sexta-feira, junho 12

quinta-feira, junho 11

Há mar e mar; há ir e voltar


A propósito de ser mulher: Blé Guimarães






Sem medo do olhar, do pensar, do dizer.
Sem ter medo de ter corpo ... porque a Alma, sabe-lo bem, se arquitecta todos os dias.
Como uma construção!

Fado Português

Ainda no Dia de Portugal



Porque amanhã é dia de Portugal, quero ouvir cantar bem em Português!

quarta-feira, junho 10

Amalia Rodrigues - Povo que lavas no rio (1961)

esta Lisboa que eu amo