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domingo, maio 12
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quarta-feira, maio 8
A Fátima Barata (Tita), uma das mulheres da minha vida hoje a história que vou contar (reed.2012)
De novo, à Tita, minha irmã, porque hoje começa realmente para mim o mês Maio.



Tita, minha doce irmã ... lembras-te de, um dia, teres encontrado entre as gavetas de família uma enorme carta escrita pelo nosso pai, uma longa história de vida?
Recordas-te ainda da emoção que te causou?
E da tranquilidade que, ao mesmo tempo, nos invadiu?
Pois, há sempre histórias que temos que saber contar.
Afinal, de nós nada mais resta do que nos termos sabido narrar.
A ti, à memória de todos nós, da nossa família, dedicarei, a partir de hoje, a história que já comecei a contar.
A Tita:

Nascida a 8 de Maio de 1958, em Luanda, Angola (Temos apenas onze meses e vinte dias de diferença)
A vida toda tem estudado, ensinado, dançado, sonhando que os passos marcam compassos.
E, é verdade, com eles venceu a contrariedade dos dias.
Fez medrar duas filhas com a mesma vontade de saber que o corpo existe e que com ele é possível fazer crescer o controlo; mas também o vento soprando ...... porque dele partem os gestos e se recriam os dias.
A Tita com os seus olhos grandes e côr de mel conquista o mundo.
Divide-se entre uma Grande-Lisboa e o sudoeste do Alentejo, onde sempre sonhou poder plantar flores no jardim.
Que viva outros tantos anos mais e perto de mim!
A ela voltarei. E como prenda de anos, a Tita vai ver a filha dançar.

Fotografia de tatuagem:
Eduarda Abbondanza



Tita, minha doce irmã ... lembras-te de, um dia, teres encontrado entre as gavetas de família uma enorme carta escrita pelo nosso pai, uma longa história de vida?
Recordas-te ainda da emoção que te causou?
E da tranquilidade que, ao mesmo tempo, nos invadiu?
Pois, há sempre histórias que temos que saber contar.
Afinal, de nós nada mais resta do que nos termos sabido narrar.
A ti, à memória de todos nós, da nossa família, dedicarei, a partir de hoje, a história que já comecei a contar.
A Tita:

Nascida a 8 de Maio de 1958, em Luanda, Angola (Temos apenas onze meses e vinte dias de diferença)
A vida toda tem estudado, ensinado, dançado, sonhando que os passos marcam compassos.
E, é verdade, com eles venceu a contrariedade dos dias.
Fez medrar duas filhas com a mesma vontade de saber que o corpo existe e que com ele é possível fazer crescer o controlo; mas também o vento soprando ...... porque dele partem os gestos e se recriam os dias.
A Tita com os seus olhos grandes e côr de mel conquista o mundo.
Divide-se entre uma Grande-Lisboa e o sudoeste do Alentejo, onde sempre sonhou poder plantar flores no jardim.
Que viva outros tantos anos mais e perto de mim!
A ela voltarei. E como prenda de anos, a Tita vai ver a filha dançar.

Fotografia de tatuagem:
Eduarda Abbondanza
terça-feira, maio 7
Ao meu mês de Maio que começa no Dia do Trabalhador

Este é o maio, o maio é este,
Este é o maio e floresce.
Este é o maio das rosas,
Este é o maio das formosas,
Este é o maio e floresce.
Este é o maio das flores.
Este é o maio dos amores,
Este é o maio e floresce ...
Gil Vicente, in Teixeira de Pascoais, Os Poetas Lusíadas.
Sairei, de novo, à rua para festejar.
Não me vou manifestar, apenas vou descansar.
Que melhor homenagem será essa para quem trabalha e gosta de trabalhar?
Vou cantar as flores que Maio dá.
Porque Maio é também mês meu e de uma casa que já foi de sete mulheres, em que quatro de nós vimos nascer o Sol.
Cantarei, por isso, a Aurora que Maio nos deu.
Em Maio teve uma mãe duas filhas, uma, de oito e, outra, de dezoito,
quase sem um ano as separar;
A uma delas deu-lhe o céu um mancebo, Touro de treze, bem a calhar.
e ainda uma neta, a Joana, para o fim do mês comemorar;
Em Maio sonham-se flores abertas como os dias de Sol
limpam-se as ruas, as casas e as almas
para a Primavera finalmente se instalar.
Em Maio saímos à praça, à rua para namorar.

À noite regressarei a casa, para contigo falar, sabendo que me talvez penses: "devias ter ido militar". Porque, como diz a canção "Esse Mundo começa por ti".
Mas hoje vou apenas contar-te das flores que em Maio vi, esse "centro espiritual", como afirma Chevalier.
E são elas apenas o Maio que quero para mim.
P.S: A todos os trabalhadores ofereço uma das minhas flores de Maio.
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