sábado, junho 26

domingo, junho 20

[Setúbal na Rede] - O Património é um recurso: um percurso ao longo do Sado

[Setúbal na Rede] - O Património é um recurso: um percurso ao longo do Sado

É tempo de olhar o céu!



 
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Saber olhar as cores do arco-íris!
E parar um pouco para pensar no pedido que lhe vamos efectivamente fazer.






ET: Recordo ainda o dia em que comecei este blogue que para mim funcionou como uma espécie de "caderno da campo". O que me motivou e a quem o dediquei.

Dizem que o que pedimos ao arco-íris não se deve desvendar: não o farei!
Mas sei, isso sim, que tudo teria feito igual e dedicado exactamente a quem tinha em mente quando o iniciei.

Agora está na altura de fazer uma pequena pausa, permitindo que melhor me possa dedicar a outros lugares.

A quem sempre me entusiasmou, o meu obrigada.
A quem me criticou, a quem me comentou, no bom e no mau, obrigada também no que contribuiu para que eu tentasse fazer melhor, sem nunca desistir de ser igual a mim!

Até já.

sexta-feira, junho 18

A Consistência dos Sonhos (José Saramago). Reeditado de 06/05/08






















Difícil que é numa exposição homenagear as letras, as palavras, a escrita e um escritor.
No entanto, aqui, por entre as salas, passeiam-se dolentemente letras, palavras, histórias e pessoas.




Lindíssimo o resultado das instalações de Charles Sandinson.

Parabéns a quem a concebeu e a quem a montou.


Ao escritor que inventou a personagem Blimunda, o meu obrigada, pelo que, com ela, conseguiu imaginar do Mundo das Mulheres. E pela história e obra que, através desta exposição, se consegue vislumbrar.

Pelo que denunciou de um Portugal ainda com résteas de Inquisitorial.




ET: Hoje para José Saramago a minha homenagem, interrompendo o descanso prometido deste blogue com a reedição de duas pequenas notas em sua honra.

QUE TENHAM CONSISTÊNCIA OS SONHOS!

O que tem a ver a Blimunda com a Atracção Fatal? (reeditado a propósito da morte de Josá Saramago)



















«Blimunda, Blimunda, filha minha, e já me viu, e não pode falar, tem de fingir que me não conhece ou me despreza, mãe feiticeira e marrana ainda que apenas um quarto, já me viu (...) Blimuda, olha só, olha só com esses teus olhos que tudo são capazes de ver»

Memorial do Convento, José Saramago.

Blimunda, «Sete-Luas», é essa personagem do Memorial do Convento que, por conseguir ver o interior dos outros humanos, bem como por possuir outros poderes, é considerada feiticeira, se bem que tenha conseguido escapar à morte na fogueira às mãos da feroz Inquisição.
Tinha por amante Baltasar Mateus, o «Sete-Sóis», a quem se recusou sempre a ver o interior, «Nunca te olharei por dentro», prometeu Blimunda a Sete-Sóis, não fosse uma desilusão dela se apossar.
Para que não o visse, de manhã, logo ao acordar, comia pão de olhos fechados que guardava junto da cama.
Não escapou, contudo, Blimunda de ver «Sete-Sóis» arder na pira, em Auto-de-fé:

«E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse. Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda». in Memorial do Convento

Em «Atracção Fatal» que processo de ilusionismo se passará com ele que até prefere não ver que o objecto contuntente e mortal é usado, efectivamente, pela sua amante, pois apenas ela pode ser tão sedutoramente fatal?

O amor, esse cego poder, será isso mesmo? Uma enorme capacidade de crer, de acreditar, proibindo-nos, por vezes, de ver, de ouvir, de perguntar .... apenas querer e acreditar?

Mas será isso mesmo, afinal? Julgo que não ...

quinta-feira, junho 17

quarta-feira, junho 16

quinta-feira, junho 10

Viva Portugal, cantado em Português pela voz de Aldina Duarte e de Fernando Tordo

Viva Portugal

http://


E que Lisboa cante o fado; os pregões; as ruelas.
Que cheire a sardinas e ao amor que com ela dorme na cama: o Tejo dos Marujos garbosos, em particular um deles que um dia "em que o vento não bulia" aprendeu o que era o fado.

Mas, mais do que tudo, QUE CANTE CAMÕES!

segunda-feira, junho 7

Será que existe uma arqueologia no feminino?

http://mirobrigaeoalentejo.blogspot.com





Quando Tróia se afundou
três dias choveu areia
só um homem se salvou
no ventre de uma baleia


Mas mulheres sim, ficaram por aqui
e a fazer bom trabalho!
Será que existe uma arqueologia no feminino? Perguntarei ...
O que a diferencia? Mais método, mais afecto, mais abrangência, mas tempo ou mais espaço?










À Inês Vaz Pinto de novo os meus parabéns pelo trabalho metódico que está a coordenar nas Ruínas de Tróia. E por, para além dos resultados já visíveis no sítio arqueológico, ter conseguido também levar consigo velharias que pena foi não terem sido implementadas, nessa "arqueologia da arqueologia" que está a fazer.





sexta-feira, junho 4

Rumei ao Sul ... para encontrar a cidade branca

 

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e depois continuar a romagem para os sítios onde se instala a "calma"...



terça-feira, junho 1

Adoro-te ...


 
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Bom dia da criança!





À minha (a fotógrafa) e a todas as outras.

segunda-feira, maio 31

Quisera eu um dia ...

 



que da casa se fizesse uma construção,
mas demora tanto tempo, o tempo inteiro
até que da pedra se faça edificação: os dias que me vão morrer!

mas far-se-á, nem que demore uma geração.
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domingo, maio 30

Maio, Maio meu que estás quase a terminar



Tão longo foi o mês; tão longas e curtas as distâncias; tão plenos os dias já mais longos, cheios de tudo e de todas as emoções ....

Dedico-lhe o conto de uma vida plena, do Maio que é meu, e dos rios que o cruzaram ao longo do mês!

Deixar a noite cair inventando o mês ...

E está aí o Domingo de Sol ...

Há que deixá-lo escorrer com o pensamento do rio que vai na direcção do mar ...
deixar a brisa entrar, invadindo a cidade de luz e de frescor

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sábado, maio 29

quarta-feira, maio 26

Luz ....




Continuar a olhar sempre ... e de frente!

Os «site meter»

Quando se torna a realidade diferida?
Quando dela tomamos conhecimento por via indirecta: por ausência de boa comunicação directa? Porque a preferimos conhecer aos olhos de alguém? Porque imaginamos conhecer ou apreender dessa mesma realidade através de outrém?

Os blogues, como outros espaços, são lugares de comunicação.
De partilha de realidades, de conhecimento ou de sensibilidades. São também sítios onde se faz passar mensagens.

E do outro lado, quem está?
Afinal quem são os consultantes preferenciais dos nossos blogues?

Esta é uma questão a que pretendem dar respostas os conhecidos "site meter"


Curiosamente, verifico ter um consultante recorrente: o Ministério da Saúde.
Com alguma ironia, poderei concluir que deverão vir verificar da saúde ou bem estar do blogue ou da sua autora?
Que a fotografia, ou a escrita ou a poesia são de particular apreço de funcionários ou colaboradores de hospitais?
Que o blogue funciona como um bom observatório de coerências ou patologias?
Que os pacientes o usam simplesmente como paliativo?

Concluo, afinal, que não sei mesmo para que servem os site meter, senão, eventualmente, para quem necessite de satisfazer-se com um grande ou pequeno número de visitantes e de diversificados países e que auto-convença que isso funciona como sintoma da sua ampla adesão.

Por aqui, vou preferindo a fidelização dos «públicos», porque afinal escrevermos sempre a pensar que nos leiam; mas nunca poderá haver a fascinação ou mesmo a ilusão de que todos os leitores serão os que nos lêem bem!


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sábado, maio 22

Deixar a noite cair ...

E agora há que descansar ...

 
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Se puder, vá ver outro rio ...







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Porque «a ponte é uma passagem ... pr'á outra margem!».

Atravesse-a, decididamente, mas muito devagar, firme que do outro lado está o que quer encontrar!

quinta-feira, maio 20

Ontem e hoje, no Museu Nacional de Arte Antiga falou-se dos "Museus e a República»

 
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E ouviu-se hoje falar d'«Os Museus Portugueses da 1ª República à luz da lei da Separação do Estado e das Igrejas»; de «Um Museu na 1ª República. O Dr. José de Figueiredo e o Museu Nacional de Arte Antiga», do Museu Ethnológico Português, hoje Museu Nacional de Arqueologia, entre outros, numa comunicação sob o título genérico «Arqueologia e Museus no ideal e na prática republicanas».

De tarde falar-se-á da «Génese do Museu de Évora na convulsão da 1ª República».