sexta-feira, julho 24

Obrigada Blé pela tua coragem de ser MULHER!



Uma das melhores frases que li nos últimos tempos:

"Fuzilem-me! Não me mato, nem me suicido (nem me escondo, nem me demito de viver, diria eu). Aguentem"!

(Blé Guimarães)
Sei que entendeste o meu grito ...

Eco, Christina Georgina Rossetti


Vem até mim no silêncio da noite,
Vem no silêncio sussurrante de um sonho,
Vem com faces cheias e doces e olhos brilhantes
Como a luz do sol num regato,
Vem de volta em lágrimas
Oh! memória, esperança, amor de anos findos.
(...)
Mas vem até mim em sonhos, para que possa de novo viver
A minha vida verdadeira, embora fria na morte
Vem de volta para mim em sonhos, para que possa dar
Pulsar por pulsar, alento por alento:
Fala baixinho, inclina-te mais
Como há tanto tempo, meu amor, há quanto tempo.
C.G.R. in Os Pré-Rafaelitas - Antologia Poética, Poemário, 2009, Assírio & Alvim

Porque pode ser a «Mentira» um pecado capital? (reeditado)

Estando-se já em pré-campanha eleitoral, e reconhecendo-se. com justeza ou sem ela, que a mentira é identificada como um atributo dos políticos para que, deste modo, exerçam sobre os outros uma forma específica de poder, mas sendo, também ela tão presente na vida do comum dos mortais, usada como sustentáculo da maioria das relações, aproveito o período das férias, onde tantos simulacros de paraíso e de prestígio social ou de bem estar se projectam, para fazer um repto: pensar a mentira, como mais um exercício de prepotência de alguns que sobre os outros (os que acreditam e os que, mentindo também, num processo de mimético, fazem crer que acreditam).

Porque poderia a Mentira ser um pecado capital? Porque, efectivamente, pode enformar, moldar todos os outros "pecados capitais", transmutando-se de forma substantiva em forma adjectival de todos eles?

Porque não serão a Soberba, a Luxúria, a Ira ... tantas vezes senão meras subsidiárias da «Mentira»? Ou sua consequência?

E, contudo, nada pode envenenar mais a vida do que a «Mentira» ou a «Não Palavra». Não digo a Palavra Não Dita, ou a omissão, mas, a «não Palavra», enquanto isso mesmo, enquanto o contrário do que é.

A mentira é o pecado por excelência, tendo sempre por companheira a cobardia, a desonestidade, a vaidade de se querer ser o que não se é, ou pânico do confronto de nós para nós!

E a dúvida, mãe da descrença, não será também ela senão filha da ausência da "Palavra" ou da "Mentira"? E com ela, da ausência do gesto?

A mentira pode fazer elouquecer!
Deveria ser punível como outra coisa qualquer - é o roubo da alma de quem nela crê.

Não obstante, ao mentir, é a nós próprios que estamos a enganar. É a nós que estamos a falsear.

E, apesar de tudo, há quem se disponha sempre a acreditar na mentira, porque dela lhe advém algum prazer especial, algum proveito ou, pura simplesmente, porque gosta de ser enganado e assim poderá enganar também.

Por isso até o Senhor, O Senhor da Palavra e da Crença, precisou do valor da palavra e do gesto e disse « Por que estais aflitos e por que se levantam dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, porque um espírito não tem carne e ossos assim como observais que eu tenho. (e dizendo isto mostrou-lhes as suas mãos e seus pés). (...) Disse-lhes então: "Estas são as minhas palavras de que vos falei enquanto ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moisés, e nos profetas, e nos Salmos, a respeito de mim, têm de se cumprir" (...) haveis de ser testemunhas destas coisas (Lucas 24:39). Sagradas Escrituras.

Que o Sol, o Sal e a Luz lavem as mentiras que, tantas, tantas, pelo Mundo há!
E que o retorno das férias traga uma depuração especial.

Andy Warhol








E depois, minha querida,


foi tudo como


um conto de fadas


Amor, Amor, Amor, Andy Warhol





quinta-feira, julho 23

Bom dia manhã!

Oh Tempo, diz ao Tempo que nem sempre as horas são contadas
como ele as quer contar ...
8x3=24
3x8=24
24:3=8
24:8=3
???

Oh tempo, diz ao tempo

Que, em cada torrão de terra, há uma história milenar de gentes para contar ...
Tanta memória enterrada ou por desenterrar?

Tempo


Oh Tempo, diz ao Tempo que o Tempo não existe, quando há tantas coisas para narrar ...

quarta-feira, julho 22

Oh Tempo ...

Oh tempo, diz ao Tempo que as horas têm minutos
mas há um segundo que pode ser o limiar entre o cá o lá
o limite do meu querer, do meu sonhar, do meu viver.
Ainda a ti PP, pelas histórias que te soube contar.

Let's be alive

segunda-feira, julho 20

Let´s dance

É bom regressar a casa ...

E encontrar os nossos lugares usuais ...



E faz-se magia.
(...)
O mistério
desaparecera,
mas o
espanto
só agora começava.
Amor, Amor, Amor, Andy Warhol.

Há mar e mar ... há ir e voltar

sexta-feira, julho 17

Tempo

Dizem sempre que o tempo muda as coisas,
mas na verdade,

nós próprios
é que temos
de mudá-las.


Andy Warhol, Anjos, Anjos, Anjos

Andy Warhol







Toda a gente

tem problemas,


Mas a questão é

não fazermos um problema

do nosso

Problema.


Anjos, Anjos, Anjos, Andy Warhol

quinta-feira, julho 16

Rumar ao Sul ... e as cores olhar


deixarmo-nos estar

a ver como os dias podem ter tantas feições


Mas

só podemos viver a vida

num sítio

de cada vez


e

É necessário que as pequenas coisas

que habitualmente nos aborrecem

nos possam subitamente entusiasmar.


AMOR, AMOR, AMOR, Andy Warhol

E quem diz que trabalhar, mudando de lugar, não pode ser uma forma de descansar?



Rever os lugares que conhecemos bem ...
E ver que a nossa oliveira ainda está no mesmo lugar!

quarta-feira, julho 15

Let's walk, let's talk about work, about life?






Let´s go to the North, or to the South?
Let´s see us ...
Let´s be alive!
(Thanks for existing, for beeing Cris. See you ...)




Marinheiro, Fernando Pessoa (reed.)



( A Noite, diria eu ...)

Primeira (irmã) - (...) Breve raiará o dia e arrepender-nos-emos ... Com a luz os sonhos adormecem ... O passado não é senão um sonho ... De resto, nem sei o que não é um sonho ... Se olho para o presente com muita atenção, parece-me que ele já passou ...
O que é qualquer cousa? Como é que ela passa? ... Ah, falemos, minhas irmãs, falemos todas juntas ... O silêncio começa a tomar corpo, começa a ser cousa ... Sinto-o envolver-me como uma névoa ... Ah, falai, falai!...



















Segunda - As mãos não são verdadeiras nem reais ... São mistérios que habitam na nossa vida ... às vezes, quando fito as minhas mãos, tenho medo de Deus ... Não há vento que mova as chamas das velas, e olhai, elas movem-se ... Para onde se inclinam elas? ... Que pena se alguém pudesse responder! ... Sinto-me desejosa de ouvir músicas bárbaras que devem estar tocando em palácios de outros continentes ... É sempre longe da minha alma ... talvez porque, quando criança, corri atrás das ondas à beira-mar. Levei a vida pela mão entre rochedos, maré-baixa, quando o mar parece ter cruzado as mãos sobre o peito e ter adormecido como uma estátua de anjo que nunca mais ninguém olhasse ...

Marinheiro, Fernando Pessoa

terça-feira, julho 14

UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

Tertúlia «Manifesto Feminista», na próxima Sexta-feira

Desconhecia hoje, pela madrugada, quando fiz o meu manifesto, que a ULMAR, União de Mulheres, Alternativa e Resposta, ia organizar, na próxima sexta-feira, pelas 19h, uma tertúlia sob o tema genérico «Manifesto Feminista».

A mesma terá lugar no Colectivo Cultural o Bacalhoeiro, na Rua dos Bacalhoeiros, nº 125, Lisboa.

Para a consulta do Manifesto, remeto para : http://acidadedasmulheres.blogspot.com/.

segunda-feira, julho 13

Esta violência existe de facto ... abaixo a violência doméstica!









Existe na verdade e existe como "promessa", ou ainda como forma de admoestação !
Mas, reitero o que aqui já escrevi neste Luar, existe também a violência psicológica, cujos efeitos são tão nocivos ou mais: a violência dos manipuladores emocionais que, tantas vezes, arrastam as suas "presas" para processos de perda de auto-estima, que, embora com menor visibilidade do que os "frutos" da violência física, são tão gravosos ou ainda mais.


Acção, Joana Bagulho


Acção na LX factory
Joana Bagulho- cravo
Lx factory

Music/Arts - Concert

Start Time:
Wednesday, July 15, 2009 at 11:00pm
End Time:
Thursday, July 16, 2009 at 11:30am
Location:
LX Factory- Sala das colunas
Description
ACÇÃO é um espectáculo / concerto de Joana Bagulho, a partir de transcrições para cravo de peças de Carlos Paredes.

Informação obtida a partir de Facebook.
Obrigada Joana.

Exposição Portugal e o Mundo, Museu Nacional de Arte Antiga


Sorria, mas não perca a atenção ... a semana de labuta está a começar


domingo, julho 12

Mas desta vez vou ver o mar ...





Mergulhar e o corpo salgar!
Até tudo esquecer, até tudo lembrar.
Ver as ondas suaves rebentar. Apenas descansar.

Lisboa tem o rio e tem o mar ...


O Universo é um ruído a converter-se em harmonia,
um corpo a mostrar a alma.
Aforismos, Teixeira de Pascoais