sexta-feira, julho 10

Ora vamos ver o mar? Mergulhar?




Se puder vá ao Museu de Arqueologia ver as suas exposições temporárias (reed.)




Uma delas sobre O Egipto ao tempo de Eca de Queiroz e outra sobre «A Quinta do Rouxinol - Uma olaria romana do Estuário do Tejo».

Uma vez mais me confrontei com esse grande caminho fluvial onde, já em época romana, se rentabilizaram todos os recursos.

Aqui, na Quinta do Rouxinol (Corroios, Seixal), relativamente perto do Ecomuseu Municipal do Seixal, situa-se uma olaria romana, onde dois fornos permitiram dar a conhecer uma diversificada tipologia de materiais cerâmicos dos séculos II ao V, a exemplo de elementos de construção, loiça de cozinha, ânforas e moldes de argila para fabrico de lucernas.




Vale a pena conhecer este Sítio Arqueológico que foi objecto de um programa de valorização e ver a exposição do MNA.

Sobre o Egipto de oitocentos darei conta em edição posterior.

Vamos conhecer melhor o Tejo em período romano?



Visita temática

ITINERÁRIO ROMANO - LISBOA

Lisboa, 11-07-2009

Descrição

Visita guiada a realizar no âmbito da exposição “Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo (Corroios, Seixal)”, em exibição no Museu Nacional de Arqueologia, e de que já demos conta neste Luar, e que permite conhecer alguns importantes testemunhos patrimoniais da Época Romana em Lisboa, tais como o Castelo de S. Jorge, o claustro da Sé, o Museu do Teatro Romano, o Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros e a Casa dos Bicos.

Inscrição (gratuita)

Ecomuseu Municipal do Seixal
Praça 1º de Maio, 1
2840-485 SEIXAL
Tel.: 210 976 112

quinta-feira, julho 9

Conheça melhor o Tejo


Ainda a propósito do Tejo e da sua ocupação em período romano, se puder vá à visita temática

À RODA DE ESTEIROS, SALGAS DE PEIXE E OLARIAS

Museu Nacional de Arqueologia e bote de fragata Baía do Seixal
Data
22-07-2009
Das 10h (partida do Moinho de Maré de Corroios) às 17h (regresso ao local de partida)


Descrição

Visita à exposição Quinta do Rouxinol, uma olaria romana no estuário do Tejo (Corroios, Seixal), em exibição no Museu Nacional de Arqueologia, complementada com um passeio no Tejo, entre Lisboa e Corroios, a bordo do bote de fragata Baía do Seixal.

Destinatários

público juvenil e adulto / famílias

Inscrição (gratuita)
E aproveite para conhecer os moinhos de maré.

Ecomuseu Municipal do Seixal
Praça 1º de Maio, 1
2840-485 SEIXAL
T: 210 976 112
Informação obtida a partir da Archport

Santa Catarina: daqui se vê o rio, o Tagus, ou o das Tágides de Camões ...



E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Porque de vossas águas,
Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene.
Luís de Camões in Os Lusíadas

Mãe, Almada Negreiros




Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!
Mãe! Passa a tua mão pela tua cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! E prometo saber viajar.

(...)

Mãe! ata as tuas mãos às minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!

Almada Negreiros in Rosa do Mundo, Assírio & Alvim

Joana Villaverde (para relembrar)




Expo Je Vous Garde
Pavilhão Branco do Museu da Cidade, Campo Grande
9 de Julho - 30 Agosto

quarta-feira, julho 8

Caem as folhas, CUMMINGS




quando as serpentes regatearem o direito a colear
e o sol fizer greve para ganhar o salário mínimo -
quando os espinhos olharem as suas rosas alarmados
e os arco-íris estiverem seguros contra a velhice

quando um tordo não puder cantar nenhuma lua nova
se todas as corujas não tiverem aprovado a sua voz
- e qualquer onda assinar sobre a linha ponteada
senão um oceano é obrigado a fechar


E.E. CUMMINGS, XIX poemas
in Diário, 2008

E que tal ir ver o mar?



Sim, iremos ver o mar, mas até lá vamos inventá-lo noutro lugar!

«Donc, laquelle est ta femme»?


A digressão do espectáculo «Donc, laquelle est ta femme?» que se previa iniciar em Évora, e que aqui havia sido anunciada, sofreu alterações de programação, de que darei conta em fase posterior.

Refira-se que o grupo de dança contemporânea Bia, que tenta trabalhar a música e dança tradicionais portuguesas, neste caso os Pauliteiros, pretende, através deste trabalho, chamar a atenção para os fenómenos de agressividade subjacentes a muitas relações de desejo/repulsa, que só se solvem através de uma espécie de "combate", aqui assumido, neste espectáculo, como uma luta ritual.

Pretendia-se que os espectáculos tivessem lugar em espaços ao ar livre e que pudessem funcionar como uma espécie de workshops com a participação do público.

domingo, julho 5

Viver


Há um momento a partir do qual a vida não pode ser adiada.

Ou se escolhe a dor, a loucura que traz a indecisão ou ser feliz ...

Mas para isso é preciso saber escolher e tudo recomeçar.

Estamos sempre a tempo de tudo reescrever.
E há momentos em que a página se tem que virar, porque ninguém nos pode pedir que prossigamos a vida pela metade ou escondidos de nós, a favor do que quer que seja.
Vai assim este Luar mudar, de novo, o seu sentido, o seu lugar, pois a novas "itinerâncias" e "Paragens" me vou dedicar.
E há uma enorme e densa história que tenho que saber contar!

A noite serenou em Cascais ...










sábado, julho 4

quinta-feira, julho 2

Encontro sobre Reutilização de Conjuntos Monásticos em Alcobaça




para ver o programa completo: www.igespar.pt

Ciclo de Cinema Documental no Museu Nacional de Etnologia


Nos dias 4 e 5 de Julho terá lugar no Museu Nacional de Etnologia o ciclo de cinema documental Entre África e Índia. Antropologia e imagem, com a apresentação de oito filmes de Ákos Östör, antropólogo e realizador.

Enquadrado na Summer School Lisbon 2009 do ISCTE-IUL/ Brown University, o filme Singing pictures é precedido de uma visita à exposição Pinturas cantadas: arte e performance das mulheres de Naya, às 14h de sábado, dia 4, e a sua apresentação e discussão são moderadas pela Professora Rosa Maria Perez, com a presença Ákos Östör e de Lina Fruzzetti
.

Informação obtida e citada a partir de:
Museu Nacional de Etnologia | Av.ª Ilha da Madeira, 1400-203 Lisboa | Tel: 21 304 11 60 |
Sítio: www.mnetnologia-ipmuseus.pt | Blogue: http://mnetnologia.blogspot.com |
E-mail: mnetnologia@ipmuseus.pt

Esta Lisboa que eu amo: a Expo - a António Mega Ferreira

Quem disse um dia que a poesia não lhe corria nas veias, certamente nunca poderia imaginar um lugar qualquer e muito menos a Expo. Obra de muitos, programa de tantos mais, tem um conceito na origem: na concepção está um dos homens que melhor trabalha a língua portuguesa, António Mega Ferreira.
Não é arquitecto, nem urbanista, nem paisagista nem engenheiro: é um poeta, um escritor.
E a Expo é como ele: um conceito grande, numa cidade maior; uma "Escrita na Paisagem".

quarta-feira, julho 1

O MUNDO DOS MORTOS E DAS MOURAS ENCANTADAS


Por considerar do maior interesse a divulgação da presente obra, passo a citar a informação obtida a partir da Archport



Fernanda Frazão e Gabriela Morais propõem-nos uma viagem pelos mitos que envolvem a História de Portugal desde os seus primórdios pré-históricos.

Assim, num I volume, Portugal, Mundo dos Mortos e das Mouras Encantadas [Apenas Livros – www.apenas-livros.com –, ISBN: 978-989-618-246-5], datado de Maio p. p., depois de fazerem considerações gerais sobre lenda e a sua relação com o mito, esquadrinham as origens e traçam o enquadramento histórico e mítico das lendas das mouras encantadas; dão, desde já, conta da abrangência cronológica e geográfica do corpus que pretendem elaborar; debruçam-se sobre aspectos do Paleolítico Superior, do mito, do culto da fertilidade e sua relação com o totemismo e terminam (p. 38-57) numa panorâmica sobre o culto dos mortos e dos antepassados.



José d'Encarnação

Fotografia de Marvão gentilmente cedida por Joaquim Carvalho

Mas tu não podias saber
Tu andas nesta sala como um homem
o que para um deus é muito pouco
ainda que por louco alguns o tomem
Tu podias chegar às árvores mais altas
Cuspi-te apunhalei-te
com um punhal de gestos que me deste
e então depois acreditei em ti
que és única possível companhia
Gostava que viesses ter comigo
- mais um filólogo de longa vida -
com os teus pés descalços sobre a areia
Prestigitador do meu prestígio
ao menos fosses tu a sustentar-me o ser
Fui infeliz pela primeira vez
mas tu não podias saber
Saio de casa e levo sempre dois ou três cuidados
compro as noites de sono uma por uma
dou caça um por um aos meus fantasmas
e passo com a mesma perna coxa à mesma hora
sem suspeitar que tu anotas quando passo
(...)

Rui Belo



Barcos, que são formas esquivas,
cobrem a ria
oferecendo
a água da enchente a proa fina
São brancos quase todos
no princípio da
tarde a evidência da cal viva
.

Gastão Cruz, Crateras, in Poemário 2008, Assírio & Alvim

terça-feira, junho 30

À Sofia P. (again) e à João Salema





"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado". (Goethe)"

Apenas lhe posso dar para a troca algo de muito comum e nacional (pessoal):

"o que faz a diferença entre as pessoas é uma coisa apenas, simples, mas abissal: as que do bairro fazem o mundo e as que do mundo apenas fazem um bairro"