quinta-feira, junho 25

O grito de uma flor anseia por uma existência ...


Lançamento das Actas do Congresso Feminista


Lançamento Actas do Congresso Feminista 2008
UMAR

Dia 29 de Junho 2009
5:00pm - 8:00pm
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Antigo Solar da Nora loc: 146 Estrada de Telheiras, Lisboa 1600, Portugal


Telefone: 2188735005
Email: umar.sede@sapo.pt

Dia 29 de Junho de 2009 decorrerá na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro o lançamento das actas do Congresso Feminista 2008.
A apresentação estará a cargo das investigadoras Ana Vicente e Ana Cristina Santos, bem como da Presidente da UMAR, Maria José Magalhães. A sessão contará, ainda, com a intervenção da coordenadora da edição digital, Cristina L. Duarte.

Para lá chegar:
Metro: Telheiras | Autocarros: 47, 67, 78 | Pontos de referência: estando na saída do metro do lado do "Colégio Alemão", seguir em frente pela Estrada de Telheiras até ao final. a biblioteca encontra-se do lado direito.

Informação obtida da UMAR.

quarta-feira, junho 24

Ode Marítima


Gostaria de ter outra vez ao pé da minha vista
veleiros e barcos de madeira,
De não saber doutra vida marítima
que a antiga vida dos mares!


Álvaro de Campos

Saura's Salome,

terça-feira, junho 23

E que tal ir até ao S. João no Porto?








Até já amiga B.
Venho daqui a pouco, voltarei, porque lembrarei da suave noite de calor e de Luz.
Pena não poder contigo passar o S. João.

E não tarda chega o São João ...



Bíblia Sagrada (microfilme)

«Quem és tu? Ele confessou e não negou: «Eu não sou o Messias». «Quem és então?» - perguntaram-lhe. «És Elias?». «Não sou», respondeu ele. «És tu o Profeta?» Respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és tu? Pois queremos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo«? Ele disse: «Eu spi a voz do que brada mo deserto: "Aplanai o caminho do Senhor", como disse o profeta Isaías«. (...)
Porque é então que baptizas se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?». João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água; mas, no meio de vós, encontra-se Alguém que não conheceis, Aquele que vem depois de mim; e eu não sou digmo de desatar a correia da Sua sandália». Isto passou-se em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava a baptizar.


Envangelho Segundo S. João, Bíblia Sagrada


Mergulhar na água.
Saltar à fogueira, para tudo esconjurar.

Que no S. Pedro quero as águas de outros mares ir ver.

domingo, junho 21

À tua sombra descansei um dia


Ainda me lembro do teu frescor e do abraço que sonhei com as ramas da tua sombra.

Marânus, Eleonor e a Saudade


(...)
Tu saberás, um dia, quem eu sou ...
Há-de surgir das bandas do nascente
Um claro sol de espiríto divino.
E não mais me verás. E, nesse instante,
Existirás em mim, como eu existo
Nesse teu pobre corpo aginizante.

Eis o grande segredo ... o meu segredo
»

Marânus, Teixeira de Pascoaes

O Convento de Bom Jesus de Valverde











Work is a feeling ...

Que bom ter podido rever o Convento de Bom Jesus de Valverde, cuja quinta ainda nos remete à meditação de frades Capuchos.
Relembrar os seus sistemas hidraúlicos, muros, capelas e a bela Igreja do convento, cuja origem remonta à construção do mesmo, mandado edificar pelo Cardeal D. Henrique.
Hoje o "Conventinho" é um pólo da Universidade de Évora.

Amanhã, ou seja, mais logo, lhe voltarei que o dia já vai longo.

sexta-feira, junho 19

Agora vou finalmente descansar



Ver outros mares e marés.

Vou ver o mar, mas comigo vou levar ainda ....




Continuo a escolher o «Breviário Mediterrânico» de Predrag Matvejetich.
Era ao longo da costa
que passavam as rotas
da seda e do âmbar,
que se entrecruzavam
os caminhos do sal
e das especiarias,
do azeite e dos perfumes,
as vias dos utensílios
e das armas, das artes
e do saber, das profecias e da fé. A Europa nasceu
no Mediterrâneo.


A fabricação do azeite não é apenas um uso: é uma tradição. A azeitona não é um simples fruto: é também um culto. Muitos livros falaram do raminho que a pomba que denunciou o fim do dilúvio trazia no bico (...). Ele brilhava na chama dos candelabros de sete braços da Palestina e no cimo do farol de Alexandria (...).

P. M.


Mas a rama da oliveira foi também atributo de divindades, a exemplo da Grega Atena e, em Roma, de Júpiter e Minerva; foi a luz e seu símbolo desde tempos imemoriais, estando entre os Latinos bem visível nas suas lucernas; foi o óleo ritual e sacrificial e é com ele que se faz a extrema-unção, obtendo-se assim a Eternidade.


Sobre o Mito da Europa, com a Música de Purcel, escolho «Dido e Eneias».

À Sofia P. o meu obrigada pelo texto de Maria Ziady


“E tu, qual é a cor de teus olhos? Que ponto fixam no mundo visível e invisível? “Levanta-te, e vai ao espelho. Olha os teus dois globos mágicos. Já os estudaste alguma vez?“Investiga suas profundidades, e encontrarás o espírito omnipresente que vigia a acção de todos os homens, o movimento dos astros e dos séculos.“Na profundidade de teus olhos, verás todos os panoramas, e todos os rostos, e todas as coisas.“E se quiseres conhecer-Me - a mim, o Desconhecido - olha longamente nos teus olhos. Ali me verás, a despeito de ti mesmo.”

(Maria Ziady, adaptado da tradução de Mansour Challita)

Há tanto Oceano por descobrir ...

 
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E tanta coisa para ver ...

 
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quinta-feira, junho 18

A União do Céu e da Terra, William Blake


«A VOZ DO DEMÓNIO

Todas as Bíblias ou códigos sagrados têm sido a causa dos seguintes erros:
1. Que o Homem possui dois princípios reais de existência: um Corpo e uma Alma.
2. Que a energia, chamada o Mal, provém apenas do Corpo e que a Razão, chamada o Bem, provém apenas da Alma.
3. Que Deus atormentará o Homem na Eternidade por ter seguido as suas Energias.

Mas os seguintes Contrários são verdadeiros:

1. O Homem não tem um Corpo distinto da Alma, pois aquilo a que se chama Corpo é uma parte da Alma apreendida pelos cinco sentidos, as principais entradas de Alma nesta época.
2. A Energia é a única vida e provém do Corpo, e a Razão é o limite ou a circunferência exterior da Energia.
3. A Energia é o Prazer Eterno».

.......

«PORQUE TUDO O QUE VIVE É SAGRADO»

E COMO TAL MERECE SER RESPEITADO

Mulheres e Republicanismo (actualizado): hoje faria anos Ana de Castro Osório





Porque hoje faria anos Ana de Castro Osório e, no próximo ano, se comemora o centenário da implantação da República e não podendo esquecer que, para além de muitas outras questões em que, do meu ponto de vista, o novo regime permitiu a consolidação de valores universais como a Igualdade, Liberdade e Fraternidade, gostaria hoje de relembrar o fomento do ensino como um dos mais fortes investimentos feitos pela República em prole da Cidadania e das Mulheres.

Mas o que, particularmente, desejo hoje salientar é o papel que as mulheres desempenharam na implantação da I República e o que, posteriormente, puderam desempenhar, se bem que exigindo grande empenho e luta.

Assim, fui rebuscar o belo presente de aniversário que me haviam oferecido Mulheres e Republicanismo e citarei Ana de Castro Osório, fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas:

«Foi a mulher republicana quem educou muitos dos republicanos de hoje, foi a mulher que detestava a monarquia corrupta quem mais seguramente preparou este surdo estado de revolta, em que a sociedade portuguesa tem vivido ...
(...)
A revolta da mulher levou anos a explodir, mas nem por isso foi menos firme, nem por isso menos nociva ao velho estado de coisas.

Mas quando em Portugal a mulher, que é atavicamente modesta e presa a preconceiros, pôde reunir-se numa agremiação, como a nossa, ostensivamente política e de propaganda social, é que o regimen se devia ter considerado morto. Não era pelo mal que nós lhe podíamos fazer, mas era pelo que representava de sintomático para a monarquia em descalabro. Que eles avaliaram bem a força moral que a liga representava, prova-o o ódio que lhes votaram os reaccionários, o ridículo que sobre ela quiseram lançar, a guerra desleal e ignóbil que nos moveram individual e colectivamente.
(...)
A República precisa de nós; não lhe regatearemos o nosso apoio.
defendamo-la dos seus inimigos, defendamo-la dela própria se alguma vez fraquejar no seu caminho rasgadamente progressivo e libertador.
(...)
Não o esqueçamos! O povo português precisa de nós, que somos as suas mulheres, as mães dos cidadãos de amanhã, as educadoras, as companheiras livres numa sociedade libertada».


E repetiria , "a República precisa de nós".

Ana de Castro Osório: Escritora, jornalista, ensaísta e republicana convicta escreveu o primeiro manifesto feminista português, tendc pertencido a várias Associações e Comissões Feministas. saliente-se ainda que colaborou na elaboaração da lei do Divórcio (1910), tendo sido autora der muitos trabalhos de que salientaria «A Mulher no casamento e no Divórcio».

quarta-feira, junho 17

terça-feira, junho 16

Da exposição «A Morte é uma Flor»

 
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A ponte é uma passagem ...

 
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há que tentar ver a outra margem

o vento


parou o céu de gemer
será que a brisa finalmente
me vai levar
áquele porto de abrigo
onde se contam segredos sem fim?

não sei, apenas quero percorrer
o caminho do arco-íris
na noite a começar.

Marânus, Teixeira de Pascoaes (de novo)



(...)

e via o escuro reino mineral,
Num alvorar de etérea sensação,
Fazer-se, enfim, o reino espiritual,
Metamorfose imensa e luminosa.
E viu que o último reino transcendente,
Pela sua estrutura e natureza,
Se casava, profunda e intimamente,
Com a sombra fantástica da Origem.
E a luz do seu olhar, extasiada,
Abrangeu, num momento, a vida eterna.
Sim, às vezes, em hora consagrada,
Para nós se contém a Eternidade.
Também o claro sol, por um instante,
Numa gota de orvalho se resume,
E, nela, é viva imagem radiante
De viva luz, acesa em sete cores.

(...)

Da Serra começava a levantar-se
Um crepúsculo, um fumo de nevoeiro.
E um oiro em pó, suspenso, ia juntar-se
às primeiras estrelas: era a noite.


Marânus, Teixeira de Pascoais

segunda-feira, junho 15

Natália Correia, ainda


Todavia não é o fim
o suicídio de um avião
todos os dias acontece
o que só prova que o romantismo
felizmente prevalece.


N. C. Poemas a Rebate