quarta-feira, junho 10
Ao dia de Camões

Levantem-se céleres os varonis mancebos
contra a feroz ignomínia das vestais
que, falsas, ensinam a parir filhos
para apenas se vingarem dos valerosos pais
Sulquem os Oceanos como simples mortais
cruzem mares, mas inventando seres de ar normal
que Vénus consilie de feição, com os deuses usuais
e na Ilha dos Amores surja a paixão, de igual para igual
Lusíadas, Camões
(...)
Ali quer que as aquáticas donzelas
Esperem os fortíssimos barões
(Todas as que têm título de belas,
Glória dos olhos, dor dos corações,
Com danças e coreias, porque nelas
Influirá secretas afeições,
para com mais vontade trabalharem
De contentarem a quem se afeiçoarem.
Tal manha buscou já, para aquele
Que de Anquises pariu, bem recebido
Fosse no campo que a bovina pele
Tomou de espaço, por sutil partido.
Seu filho vai buscar, porque só nele
Tem todo seu poder, fero cupido,
Que assim como naquela empresa antiga
A ajudou já, nestoutra a ajude e siga.
No carro ajunta as aves que na vida
Vão da morte as exéquias celebrando,
E aquelas em que já foi convertida
Perístera, as boninas apanhando.
Em derredor da Deusa já partida,
No ar lascivos beijos se vão dando.
Ela, por onde passa, o ar e o vento
Sereno Faz, com brando movimento.
(...)
Os Lusíadas, Canto IX
Camões: Sonetos
segunda-feira, junho 8
Há coisas que só morrem pelas nossas mãos
Se te aprendessem minhas mãos, forma do vento
na cevada pura, de ti viriam cheias
minhas mãos sem nada. Se uma vida dormisses
em minha espuma,
que frescura indecisa ficaria no meu sorriso?
- No entanto és tu que te moverás na matéria
da minha boca, e serás uma árvore
dormindo e acordando onde existe o meu sangue.
Herberto Helder, Poesia Toda
domingo, junho 7
Esta Lisboa que eu amo: A Praça da Alegria
Continua tão bonita a Praça da Alegria e o jardim Alfredo Keil e ainda lá estão os teus lugares de magia ...
A praça onde, na primeira metade do século XIX, funcionou a Feira da Alegria/Freira da Ladra e que viu, em finais do século XIX, aparecer um recinto ajardinado central romântico com umas árvores que ainda hoje a parecem querer envolver ...
À sua volta ainda se encontam os palácios de setecentos e o casario que aí se implantou.
E tão perto esteve esta praça do "Jardim Público" que a Lisboa de Eça de Queirós conheceu ...onde, pese o trânsito, ainda se consegue passear nas noites quentes de Lisboa.
E tão perto esteve esta praça do "Jardim Público" que a Lisboa de Eça de Queirós conheceu ...onde, pese o trânsito, ainda se consegue passear nas noites quentes de Lisboa.
sábado, junho 6
Bom dia manhã: à Sofia P.
Eu te saúdo, Sol das estações,
Na tua viagem pelos altos céus.
Rasto indelével no cimo dos montes,
Senhor amável de todas as estrelas.
Mergulhas sereno nas trevas do mar,
E nada te toca e nada tu sofres.
Depois te levantas da calma das ondas,
Como jovem princípe coroado de rosas.
Cultura Celta, Oração
in Rosa do Mundo, Assírio & Alvim
sexta-feira, junho 5
cada dia, um dia
quarta-feira, junho 3
Existe o Eterno?
e se, de novo, me tentarem,
perguntando se quero vender a alma ao demo
denunciando, para isso, à crença
apenas direi:
nem aos melhores desenhadores de palavras ou de contos
os céus permitiram que, um só dia, se recusassem a crer.
Quanto mais a um simples mortal que, para sobreviver,
se tem que reflectir num espelho de vontade e de convicção?
perguntando se quero vender a alma ao demo
denunciando, para isso, à crença
apenas direi:
nem aos melhores desenhadores de palavras ou de contos
os céus permitiram que, um só dia, se recusassem a crer.
Quanto mais a um simples mortal que, para sobreviver,
se tem que reflectir num espelho de vontade e de convicção?
Afinal, todos os testes são apenas mais um passo para dar.
Na Galeria D. Luís, Palácio da Ajuda vá ver a exposição «La Mirada en el Otro»
E que privilégio é poder ver a galeria D. Luís fora de horas ...
Soror Mariana, Beja
Cortaram os trigos
A minha solidão vê-se melhor
O Nome das Coisas, Sophia de Mello Breyner Andersen
A minha solidão vê-se melhor
O Nome das Coisas, Sophia de Mello Breyner Andersen
terça-feira, junho 2
Encontro sobre D. Dinis em Odivelas
Vai realizar-se no dia 4 de Junho mais uma sessão dos Encontros sobre D. Dinis.
Desenrola-se no Centro de Exposições de Odivelas, junto ao Jardim da Música.
4 de Junho de 2009 – 14:00h – 17:30h
Tema: D. Dinis, Odivelas e a ordem de Cister
Comunicações: Doutora Carla Varela Fernandes (Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais/Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto)
Dr. João Fresco/Dr.ª Sofia Correia de Matos (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)
Pausa para café
Prof. Doutora Teresa Alves (Centro de Estudos Geográficos/Universidade de Lisboa)
Moderador: Dr. Edgar Valles (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)
Encerramento: Dr.ª Maria Fernanda Franchi (Vereadora do Pelouro da Cultural da Câmara Municipal de Odivelas)
Percurso: Visita à exposição do Escultor João Limpinho com o título “Que é feito de quem foi?”
Apontamento musical por Conservatório de Música D. Dinis na Galeria D. Dinis
Carla Varela Fernandes
Licenciada em História, variante de História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, defendeu, na mesma instituição, as teses de Mestrado (1997), sobre a Imaginária Coimbrã dos Anos do Gótico, e de Doutoramento (2005) subordinada ao tema Iconologia da Família Real Portuguesa. Primeira Dinastia (Séculos XII a XIV).
É autora de vários estudos publicados em Portugal e no estrangeiro sobre arte medieval, especialmente sobre escultura e iconografia, bem como de conferências sobre as mesmas áreas temáticas. Publicou em 2001 os livros - A igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira (pela Câmara Municipal de Tavira) e Memórias de Pedra. Escultura Tumular Medieval da Sé de Lisboa (pelo IPPAR).
Foi Conservadora do Museu Arqueológico do Carmo, Directora do Fórum Cultural de Alcochete e, actualmente, é Coordenadora da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais.
João Fresco
João Paulo Oliveira Fresco, licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”. Mestre em Paleografia e Diplomática pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a dissertação O tabelião lisboeta Afonso Guterres: reconstituição e análise diplomatística da sua actividade de escrituração (1400-1441). Desde 2006 a desempenhar funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas.
Sofia Correia de Matos
Sofia Correia de Matos, licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, está neste momento na fase de preparação da dissertação do Mestrado em História Regional e Local, cuja temática é o estudo da Colegiada de S. Julião de Frielas (sécs. XIV a XVII). Desde 2002, desempenhou funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas, onde desenvolveu iniciativas de valorização do Património Cultural (Acções de Voluntariado, visitas ao património, comemorações de factos e personalidades do Concelho), bem como procedeu à investigação de documentação e fontes ligadas à história do concelho de Odivelas. Neste momento, integra a Divisão de Projectos Sócio-Educativos.
Teresa Alves
Doutorada em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa, é Professora Associada do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e investigadora do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Participou em mais de uma dezena de projectos de investigação em domínios da Geografia dos Serviços, Turismo, Recreio e Lazer e do Planeamento Regional e Urbano. Actualmente coordena o projecto Noite: Oportunidade e Inovação no Território (PTDC/GEO/64240/2006) sobre o planeamento das cidades e a noite. Participou em eventos culturais como: Lisboa, Capital do Nada (2001) e nas duas edições de Luzboa (2004 e 2006). É autora dos seguintes obras: Geografia dos Serviços: reestruturação produtiva e inovação social (2005); Serviços e Desenvolvimento - Que Oportunidades para as Áreas Rurais? (2005); Serviços e Reestruturação Produtiva - utilização de serviços pelas explorações agrícolas da Raia Central e desenvolvimento regional (1994); Serviços em Portugal - Evolução e Distribuição Regional (1990); O Sector Agrícola e o Sistema Capitalista: Análise de Algumas Formas de Integração (1986).
-- Rui Boaventura
Desenrola-se no Centro de Exposições de Odivelas, junto ao Jardim da Música.
4 de Junho de 2009 – 14:00h – 17:30h
Tema: D. Dinis, Odivelas e a ordem de Cister
Comunicações: Doutora Carla Varela Fernandes (Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais/Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto)
Dr. João Fresco/Dr.ª Sofia Correia de Matos (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)
Pausa para café
Prof. Doutora Teresa Alves (Centro de Estudos Geográficos/Universidade de Lisboa)
Moderador: Dr. Edgar Valles (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)
Encerramento: Dr.ª Maria Fernanda Franchi (Vereadora do Pelouro da Cultural da Câmara Municipal de Odivelas)
Percurso: Visita à exposição do Escultor João Limpinho com o título “Que é feito de quem foi?”
Apontamento musical por Conservatório de Música D. Dinis na Galeria D. Dinis
Carla Varela Fernandes
Licenciada em História, variante de História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, defendeu, na mesma instituição, as teses de Mestrado (1997), sobre a Imaginária Coimbrã dos Anos do Gótico, e de Doutoramento (2005) subordinada ao tema Iconologia da Família Real Portuguesa. Primeira Dinastia (Séculos XII a XIV).
É autora de vários estudos publicados em Portugal e no estrangeiro sobre arte medieval, especialmente sobre escultura e iconografia, bem como de conferências sobre as mesmas áreas temáticas. Publicou em 2001 os livros - A igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira (pela Câmara Municipal de Tavira) e Memórias de Pedra. Escultura Tumular Medieval da Sé de Lisboa (pelo IPPAR).
Foi Conservadora do Museu Arqueológico do Carmo, Directora do Fórum Cultural de Alcochete e, actualmente, é Coordenadora da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais.
João Fresco
João Paulo Oliveira Fresco, licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”. Mestre em Paleografia e Diplomática pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a dissertação O tabelião lisboeta Afonso Guterres: reconstituição e análise diplomatística da sua actividade de escrituração (1400-1441). Desde 2006 a desempenhar funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas.
Sofia Correia de Matos
Sofia Correia de Matos, licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, está neste momento na fase de preparação da dissertação do Mestrado em História Regional e Local, cuja temática é o estudo da Colegiada de S. Julião de Frielas (sécs. XIV a XVII). Desde 2002, desempenhou funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas, onde desenvolveu iniciativas de valorização do Património Cultural (Acções de Voluntariado, visitas ao património, comemorações de factos e personalidades do Concelho), bem como procedeu à investigação de documentação e fontes ligadas à história do concelho de Odivelas. Neste momento, integra a Divisão de Projectos Sócio-Educativos.
Teresa Alves
Doutorada em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa, é Professora Associada do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e investigadora do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Participou em mais de uma dezena de projectos de investigação em domínios da Geografia dos Serviços, Turismo, Recreio e Lazer e do Planeamento Regional e Urbano. Actualmente coordena o projecto Noite: Oportunidade e Inovação no Território (PTDC/GEO/64240/2006) sobre o planeamento das cidades e a noite. Participou em eventos culturais como: Lisboa, Capital do Nada (2001) e nas duas edições de Luzboa (2004 e 2006). É autora dos seguintes obras: Geografia dos Serviços: reestruturação produtiva e inovação social (2005); Serviços e Desenvolvimento - Que Oportunidades para as Áreas Rurais? (2005); Serviços e Reestruturação Produtiva - utilização de serviços pelas explorações agrícolas da Raia Central e desenvolvimento regional (1994); Serviços em Portugal - Evolução e Distribuição Regional (1990); O Sector Agrícola e o Sistema Capitalista: Análise de Algumas Formas de Integração (1986).
-- Rui Boaventura
Informação obtida a partir de
Trabalho poético
segunda-feira, junho 1
Escrita criativa para crianças (obrigada à Cidade das Mulheres pela informação)
A ti, pelo teu dia o Pavilhão do Conhecimento


Continuam mágicas aquelas enormes bolas de sabão, os prismas reflectindo as cores, as lâmpadas gigantes que, aquecidas com as nossas mãos, criam fios de luz, os tornados que se formam com o nosso sopro, com o nosso Alento.
Continua brilhante o Conhecimento poisado, ensinado, junto do rio, perto do céu.
Se pudesse hoje ia lá contigo.
À Mariana as minhas mãos, umas mãos dadas a aprender (mesmo que sempre esteja ela um pouco a correr).
domingo, maio 31
Maio, Maio meu
mas para ele fica ainda o abraço, o poema e o ramo de flores que guardei para vós.
«Não acabarão nunca as minhas flores, não acabarão os meus cantos.
Eu, cantor, levanto-os,
e eles espalham-se,
são flores que murcham e amarecelem
e são levadas para longe, para a dourada mansão das plumas.
Já amadurecem as flores: troquem-se por roupagens e jóias,
ó princípes: mostram o rosto luminoso, irradiam;
só na primavera colho a flor amarela.
Já amadureceram as flores nas faldas da montanha!».
Versão de Helberto Helder
Aztecas, América
in a Rosa do Mundo, Assírio & Alvim
ATELIER ABERTO JOANA VILLAVERDE (PARA RELEMBRAR)

Durante o dia, às horas de expediente normais da vida. Quando a Fábrica ainda está fechada, quando ainda não há pessoas só dois gatos. Estou lá eu fechada no meu buraco, no meu local de trabalho. É durante a noite que a fabrica vive. É para viver também a movida da fábrica que abro o meu atelier dois dias por mês durante um bocadinho da noite. Dar um bocadinho do que posso e do que tenho à Fábrica.

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JOANA VILLAVERDE 

SEXTA FEIRA 29 E SABADO 30 DAS 22 ÀS 24
Fábrica Braço de Prata, Lisboa
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