La Shica

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Rachmaninoff para começar a semana

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Thelonius Monk

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Terça-feira, Junho 30

À Sofia P. (again) e à João Salema





"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado". (Goethe)"

Apenas lhe posso dar para a troca algo de muito comum e nacional (pessoal):

"o que faz a diferença entre as pessoas é uma coisa apenas, simples, mas abissal: as que do bairro fazem o mundo e as que do mundo apenas fazem um bairro"

Viver

A Ética é estar à altura do que nos acontece. Deleuze

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Obra Breve


Sempre se conheceu o vento de Junho,
nessa orla, que regougava nas esquinas
da casa à noite e nas manhãs ansiosas
em que voltava a aragem matinal
deixava irremediavelmente os frutos
a juncar a terra e os atalhos.

E sempre se lamentaram as velhas pancadas
do vento, no seu ritmo marítimo, a exaltação
a que nos levava, permanentes povoadores
da costa. E para lamentar dizíamos
as palavras usuais e alguns suspiros
próprios da insónia de ouvir o vento.



Fiama Hasse Pais Brandão, Obra Breve

Segunda-feira, Junho 29

E Domingo é para tratar dos Lares ...











Mesmo quando parte de nós ficou noutro espaço qualquer ...

La Maison Carrée, Nimes






E da pedra bruta se construíram templos ... e deles apenas resta o essencial, porque, como acontece na maioria dos casos, sobre a praça pública que os rodeava se construíram novos edifícios, novas centralidades.

Amanhã lhes voltarei, porque a Roma de Augusto de tudo deixou, designadamente a tendência para a monumentalização dos espaços públicos, tendo-se o imperador orgulhado que havia transformado uma Roma de pedra em mármore!

Considerado um dos exemplares mais bem conservados do período Romano, o facto de ter tido ocupação ao longo do tempo, designadamente como Convento na Idade Média, pode ter contribuído para essa preservação, tal como, aliás, sucedeu com o templo dedicado ao culto imperial situado em Évora.

Sexta-feira, Junho 26

Dedicatória



Este livro é dedicado a essas vagas luzes que
anunciam a alegria
e às vezes são alguém, um anjo, o caos, e no
meio do caos
o jovem doce tempo das tuas mãos.
és tu,
coração secreto à deriva pelos dias, o senhor do
meu canto.
Por ti cheguei e parto.
A minha casa é onde estás.



José Agostinho Baptista in Poemário, 2009, Assírio & Alvim

Apenas vou descansar .... nada me digam, nada me perguntem






Os olhos abrir pela Aurora
e cerrá-los com a noite quieta.

Quinta-feira, Junho 25

O grito de uma flor anseia por uma existência ...


Lançamento das Actas do Congresso Feminista


Lançamento Actas do Congresso Feminista 2008
UMAR

Dia 29 de Junho 2009
5:00pm - 8:00pm
Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro
Antigo Solar da Nora loc: 146 Estrada de Telheiras, Lisboa 1600, Portugal


Telefone: 2188735005
Email: umar.sede@sapo.pt

Dia 29 de Junho de 2009 decorrerá na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro o lançamento das actas do Congresso Feminista 2008.
A apresentação estará a cargo das investigadoras Ana Vicente e Ana Cristina Santos, bem como da Presidente da UMAR, Maria José Magalhães. A sessão contará, ainda, com a intervenção da coordenadora da edição digital, Cristina L. Duarte.

Para lá chegar:
Metro: Telheiras | Autocarros: 47, 67, 78 | Pontos de referência: estando na saída do metro do lado do "Colégio Alemão", seguir em frente pela Estrada de Telheiras até ao final. a biblioteca encontra-se do lado direito.

Informação obtida da UMAR.

O silêncio é uma rosa






e nela quero agora descansar ...

Quarta-feira, Junho 24

Ode Marítima


Gostaria de ter outra vez ao pé da minha vista
veleiros e barcos de madeira,
De não saber doutra vida marítima
que a antiga vida dos mares!


Álvaro de Campos

Solstício de Verão


O Solstício de Verão marca o apogeu do percurso solar, como o Sol no zénite, no ponto mais alto do céu. Trata-se do dia da festa do Sol.

Dá-se a entrada do Sol no signo de Caranguejo.

O nascimento de S. João Baptista, a 24 de Junho, assinala, no mundo cristão, o solstício de Verão, enquanto o de Cristo o solstício de Inverno. "Na tradição hindu, o solstício de Inverno abre a devayana, a via dos deuses, o solstício estival abre a otriyana, a via dos antepassados, que corresponde (...) às portas dos deuses e dos homens» (Chevalier, et alii, Diccionário dos Símbolos)

Saura's Salome,

Terça-feira, Junho 23

E que tal ir até ao S. João no Porto?








Até já amiga B.
Venho daqui a pouco, voltarei, porque lembrarei da suave noite de calor e de Luz.
Pena não poder contigo passar o S. João.

E não tarda chega o São João ...



Bíblia Sagrada (microfilme)

«Quem és tu? Ele confessou e não negou: «Eu não sou o Messias». «Quem és então?» - perguntaram-lhe. «És Elias?». «Não sou», respondeu ele. «És tu o Profeta?» Respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és tu? Pois queremos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo«? Ele disse: «Eu spi a voz do que brada mo deserto: "Aplanai o caminho do Senhor", como disse o profeta Isaías«. (...)
Porque é então que baptizas se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?». João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água; mas, no meio de vós, encontra-se Alguém que não conheceis, Aquele que vem depois de mim; e eu não sou digmo de desatar a correia da Sua sandália». Isto passou-se em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava a baptizar.


Envangelho Segundo S. João, Bíblia Sagrada


Mergulhar na água.
Saltar à fogueira, para tudo esconjurar.

Que no S. Pedro quero as águas de outros mares ir ver.

Domingo, Junho 21

À tua sombra descansei um dia


Ainda me lembro do teu frescor e do abraço que sonhei com as ramas da tua sombra.
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Marânus, Eleonor e a Saudade


(...)
Tu saberás, um dia, quem eu sou ...
Há-de surgir das bandas do nascente
Um claro sol de espiríto divino.
E não mais me verás. E, nesse instante,
Existirás em mim, como eu existo
Nesse teu pobre corpo aginizante.

Eis o grande segredo ... o meu segredo
»

Marânus, Teixeira de Pascoaes

O Convento de Bom Jesus de Valverde











Work is a feeling ...

Que bom ter podido rever o Convento de Bom Jesus de Valverde, cuja quinta ainda nos remete à meditação de frades Capuchos.
Relembrar os seus sistemas hidraúlicos, muros, capelas e a bela Igreja do convento, cuja origem remonta à construção do mesmo, mandado edificar pelo Cardeal D. Henrique.
Hoje o "Conventinho" é um pólo da Universidade de Évora.

Amanhã, ou seja, mais logo, lhe voltarei que o dia já vai longo.

Sábado, Junho 20

Évora está no mesmo lugar: começou a Feira de S. João










Sexta-feira, Junho 19

Ainda a propósito de viajar ou de descansar: Uma Visita a Portugal, Hans Christian Andersen

Como já neste lugar uma vez me referiram, existe alguma similitude entre alguns blogues e os designados "Diários".
Aproveitando eu a ideia de viajar como pretexto, refiro que nada tenho contra dos diários de viajantes, porque qualquer "viagem", nem que seja a mais curta ou pequena, não é senão um recomeço, um processo de reaprender a vida.
Assim, deixo aqui dois textinhos que são de partilha. Um deles que foi-me eviado por uma observadora e atenta "amiga invisível", a Sofia P., a quem muito agradeço.
O outro, o testemunho de " Uma Visita a Portugal" de H. C. Andersen que, referindo-se à Festa de S. Pedro dizia:

«Foi , pois, apenas em ocasisões festivas que vi grande número e pessoas na cidade (refere-se ainda H. C. Andersen a Setúbal), que eu nessa altura estavam nas igrejas; sobre estas (...)»

«Os únicos divertimentos ruidosos que encontrei foram a festa de Sto. António, como mencionei atrás, e uma corrida de touros que organizaram no dia de S.Pedro num anfiteatro (...).
Tudo o que uma tourada pode apresentar de bárbaro e sangento em Espanha é aqui, de certa forma, modificado para melhor. Com S.Pedro, desapareceram as suas piores características. Os chifres do touro são enfaixados para que os pobres cavalos não tenham que ser abatidos.
(...)
A orquestra tocava o Bolero espanhol: aparecia primeiro um homem jovem a cavalo, vestido de forma garrida, com o cabelo muito bem arranjado, e saudando em todas as direcções; deixaram entrar o touro; não demorou muito tempo a ter uma seta espetada no pescoço e no lombo. Dois homens novos, ali da terra, que tomavam parte nestas touradas, entraram e mostraram-se "bandarilleros" bem adestrados: eram homens atarentes, vestidos de veludo e dourado, com o cabelo bem penteado, como se fossem para um baile».
(...)
Neste género de touradas podem participar particulares; e dizem que D.Miguel foi desterrado só orque demonstrou aqui grande audácia, obtendo graças a isso o aplauso do povo em júbilo». (1)

Uma Visita a Portugal, Hans Christian Andersen

(1) Nunca tal ouvira dizer como justificação para o desterro do absolutista
D. Miguel, pese a conhecida feição de arruaceiro e amante do que se poderia designar como os hábitos mais machistas e conservadores que havia em Portugal ... mas, bom ... isso não é agora tido para este Luar.
E, por isso, tanto o amou o Povo, como aliás refere H. C. Andersen !!!!!!!















Imagem: Sé de Évora, Apóstolos no portal gótico
À direita, S. Pedro segura as chaves do céu.


Pescador no Mar da Galileia, por ter seguido o Salvador, foi chamado "Pescador de Homens".

O Senhor disse-lhe "Tu és Pedro e sobre esta rocha edificarei a minha Igreja"´, tendo-lhe entregue as chaves do Céu.

Agora vou finalmente descansar



Ver outros mares e marés.

Vou ver o mar, mas comigo vou levar ainda ....




Continuo a escolher o «Breviário Mediterrânico» de Predrag Matvejetich.
Era ao longo da costa
que passavam as rotas
da seda e do âmbar,
que se entrecruzavam
os caminhos do sal
e das especiarias,
do azeite e dos perfumes,
as vias dos utensílios
e das armas, das artes
e do saber, das profecias e da fé. A Europa nasceu
no Mediterrâneo.


A fabricação do azeite não é apenas um uso: é uma tradição. A azeitona não é um simples fruto: é também um culto. Muitos livros falaram do raminho que a pomba que denunciou o fim do dilúvio trazia no bico (...). Ele brilhava na chama dos candelabros de sete braços da Palestina e no cimo do farol de Alexandria (...).

P. M.


Mas a rama da oliveira foi também atributo de divindades, a exemplo da Grega Atena e, em Roma, de Júpiter e Minerva; foi a luz e seu símbolo desde tempos imemoriais, estando entre os Latinos bem visível nas suas lucernas; foi o óleo ritual e sacrificial e é com ele que se faz a extrema-unção, obtendo-se assim a Eternidade.


Sobre o Mito da Europa, com a Música de Purcel, escolho «Dido e Eneias».

À Sofia P. o meu obrigada pelo texto de Maria Ziady


“E tu, qual é a cor de teus olhos? Que ponto fixam no mundo visível e invisível? “Levanta-te, e vai ao espelho. Olha os teus dois globos mágicos. Já os estudaste alguma vez?“Investiga suas profundidades, e encontrarás o espírito omnipresente que vigia a acção de todos os homens, o movimento dos astros e dos séculos.“Na profundidade de teus olhos, verás todos os panoramas, e todos os rostos, e todas as coisas.“E se quiseres conhecer-Me - a mim, o Desconhecido - olha longamente nos teus olhos. Ali me verás, a despeito de ti mesmo.”

(Maria Ziady, adaptado da tradução de Mansour Challita)

Há tanto Oceano por descobrir ...

 
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E tanta coisa para ver ...

 
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Quinta-feira, Junho 18

A União do Céu e da Terra, William Blake


«A VOZ DO DEMÓNIO

Todas as Bíblias ou códigos sagrados têm sido a causa dos seguintes erros:
1. Que o Homem possui dois princípios reais de existência: um Corpo e uma Alma.
2. Que a energia, chamada o Mal, provém apenas do Corpo e que a Razão, chamada o Bem, provém apenas da Alma.
3. Que Deus atormentará o Homem na Eternidade por ter seguido as suas Energias.

Mas os seguintes Contrários são verdadeiros:

1. O Homem não tem um Corpo distinto da Alma, pois aquilo a que se chama Corpo é uma parte da Alma apreendida pelos cinco sentidos, as principais entradas de Alma nesta época.
2. A Energia é a única vida e provém do Corpo, e a Razão é o limite ou a circunferência exterior da Energia.
3. A Energia é o Prazer Eterno».

.......

«PORQUE TUDO O QUE VIVE É SAGRADO»

E COMO TAL MERECE SER RESPEITADO

Mulheres e Republicanismo (actualizado): hoje faria anos Ana de Castro Osório





Porque hoje faria anos Ana de Castro Osório e, no próximo ano, se comemora o centenário da implantação da República e não podendo esquecer que, para além de muitas outras questões em que, do meu ponto de vista, o novo regime permitiu a consolidação de valores universais como a Igualdade, Liberdade e Fraternidade, gostaria hoje de relembrar o fomento do ensino como um dos mais fortes investimentos feitos pela República em prole da Cidadania e das Mulheres.

Mas o que, particularmente, desejo hoje salientar é o papel que as mulheres desempenharam na implantação da I República e o que, posteriormente, puderam desempenhar, se bem que exigindo grande empenho e luta.

Assim, fui rebuscar o belo presente de aniversário que me haviam oferecido Mulheres e Republicanismo e citarei Ana de Castro Osório, fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas:

«Foi a mulher republicana quem educou muitos dos republicanos de hoje, foi a mulher que detestava a monarquia corrupta quem mais seguramente preparou este surdo estado de revolta, em que a sociedade portuguesa tem vivido ...
(...)
A revolta da mulher levou anos a explodir, mas nem por isso foi menos firme, nem por isso menos nociva ao velho estado de coisas.

Mas quando em Portugal a mulher, que é atavicamente modesta e presa a preconceiros, pôde reunir-se numa agremiação, como a nossa, ostensivamente política e de propaganda social, é que o regimen se devia ter considerado morto. Não era pelo mal que nós lhe podíamos fazer, mas era pelo que representava de sintomático para a monarquia em descalabro. Que eles avaliaram bem a força moral que a liga representava, prova-o o ódio que lhes votaram os reaccionários, o ridículo que sobre ela quiseram lançar, a guerra desleal e ignóbil que nos moveram individual e colectivamente.
(...)
A República precisa de nós; não lhe regatearemos o nosso apoio.
defendamo-la dos seus inimigos, defendamo-la dela própria se alguma vez fraquejar no seu caminho rasgadamente progressivo e libertador.
(...)
Não o esqueçamos! O povo português precisa de nós, que somos as suas mulheres, as mães dos cidadãos de amanhã, as educadoras, as companheiras livres numa sociedade libertada».


E repetiria , "a República precisa de nós".

Ana de Castro Osório: Escritora, jornalista, ensaísta e republicana convicta escreveu o primeiro manifesto feminista português, tendc pertencido a várias Associações e Comissões Feministas. saliente-se ainda que colaborou na elaboaração da lei do Divórcio (1910), tendo sido autora der muitos trabalhos de que salientaria «A Mulher no casamento e no Divórcio».

Quarta-feira, Junho 17

Apenas quero ver o mar ...

 
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Terça-feira, Junho 16

Da exposição «A Morte é uma Flor»

 
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A ponte é uma passagem ...

 
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há que tentar ver a outra margem

o vento


parou o céu de gemer
será que a brisa finalmente
me vai levar
áquele porto de abrigo
onde se contam segredos sem fim?

não sei, apenas quero percorrer
o caminho do arco-íris
na noite a começar.

Marânus, Teixeira de Pascoaes (de novo)



(...)

e via o escuro reino mineral,
Num alvorar de etérea sensação,
Fazer-se, enfim, o reino espiritual,
Metamorfose imensa e luminosa.
E viu que o último reino transcendente,
Pela sua estrutura e natureza,
Se casava, profunda e intimamente,
Com a sombra fantástica da Origem.
E a luz do seu olhar, extasiada,
Abrangeu, num momento, a vida eterna.
Sim, às vezes, em hora consagrada,
Para nós se contém a Eternidade.
Também o claro sol, por um instante,
Numa gota de orvalho se resume,
E, nela, é viva imagem radiante
De viva luz, acesa em sete cores.

(...)

Da Serra começava a levantar-se
Um crepúsculo, um fumo de nevoeiro.
E um oiro em pó, suspenso, ia juntar-se
às primeiras estrelas: era a noite.


Marânus, Teixeira de Pascoais

Segunda-feira, Junho 15

Natália Correia, ainda


Todavia não é o fim
o suicídio de um avião
todos os dias acontece
o que só prova que o romantismo
felizmente prevalece.


N. C. Poemas a Rebate

Tango, Frida



Um dos mais belos tangos que já vi dançado

Canto a Noite



Canto a noite
calo o grito, morderia os lençóis
Alvos? Não, que neles mora o que sou
o suor, o choro que não chorei, mas que neles se derramou.

Canto os sonhos que matei,
mas, ainda assim, todos os dias, os que inventei
as histórias que em insónias abertas consegui imaginar
canto-te a ti, apenas porque te criei

Veias, que as segurem garrotes
pois nelas corre sangue capaz de explodir
derramando-se em cálices que teus mantos mancharão


Canto-te a ti noite que tragas os minutos
onde se segreda a ânsia a oiro gravada
de tudo fazer renascer


Sonho-te a ti ainda, por entre as minhas mãos
e por tal não pedirei autorização a nada ou a ninguém

A ti ainda PP.

O Geniceu: esse lugar

 
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MUSICBOX LISBOA



MUSICBOX LISBOA
Global
Basic Info
Type: Entertainment & Arts - Performing Arts
Description: Musicbox é um clube. Face visível de um projecto que se vê maior na área da gestão e produção cultural. Aqui programamos, divulgamos, comunicamos, experimentamos, apoiamos, divertimos e fabricamos.
O Musicbox situa-se no Cais do Sodré, em Lisboa. Tem lotação para um máximo de 300 pessoas em registo de espectáculo e oferece óptimas condições técnicas ao nível do som, iluminação e imagem, factores essenciais ao espectáculo que aqui é já de si especial pela proximidade e cumplicidade entre público e artistas.

É este o nosso caminho. Exija, reclame, sugira, aplauda. Acompanhe-nos!


Contact Info
Email:
Website: http://www.musicboxlisboa.com
Office: Travessa do Carvalho, 15, 1º esquerdo
Location: Lisbon, Portugal

Informação obtida a partir de Facebook

Da violência doméstica (reeditado 2008)


Em 1999, no dia de hoje, foi aprovado em Conselho de Ministros o I Plano Nacional contra a Violência Doméstica.
Reedito hoje este texto, exactamente porque tanto se fala de violência física, mas tantas vezes se omite a psicológica, quando, recorrente, é sermos confrontrados com cenários emocionais que agridem, tanto ou mais, do que os físicos.
Em que é mais difícil mensurar ou identificar o efeito causado que certas atitudes têm a nível emocional.

Que este dia, todos os dias, saibamos denunciar ou combater a violência, tenha o rosto que tiver: desrespeito, insulto, inferiorização, humilhação, mentira, ameaça, chantagem, coersão, agressão, espancamento.

E assim aproveitemos o dia para repensar melhor a vida, de igual para igual, tentando renunciar a todas as formas de violência ou de violentação, as que contra nós foram exercidas, mas, também, as que aprendemos a desenvolver como mecanismo de defesa à agressão, pois se as exercitarmos, também e rapidamente, passaremos de vítimas a carrascos, porque é tão simples ceder à revanche. E esse sentimento é de combater e não alimentar.

« Quando ouvimos falar em violência, fazemos, na maioria das vezes, correlação com o tipo de violência física e psíquica e raramente nos ocorre a agressão de cariz emocional, embora muitos de nós estejamos sujeitos à mencionada, ainda que de uma forma inconsciente. Mas, afinal, ‘O que é a violência emocional?’ – eis a questão de partida.

É sabido que nas relações amorosas, a probabilidade de ocorrência de qualquer tipo de violência é mais elevada que em outra espécie de relacionamento. Assim, a agressão emocional descreve-se pelas frequentes situações de rejeição, humilhação, manipulação, depreciação, discriminação, exclusão e sanção da vítima de ‘violência intrafamiliar’. Embora, este tipo de agressão não deixe marcas visíveis de agressão no corpo, carimba, indubitavelmente, a psiqué humana da vítima.
O agressor tenta, comumente, desencadear modos de acção desequilibrados, embora de uma forma ‘camuflada’ para criar um estado de satisfação, delicadeza e carinho consigo mesmo, movendo os elementos que o rodeiam em seu auxílio, ao mostrar indícios de qualquer tipo de doença que o esteja ou não a afectar ou problema semelhante, exigindo, dos outros, tolerância, respeito e um procedimento peculiar na forma como é abordado.
Para além disso, muitos agressores manipulam, emocionalmente, os agentes sociais que com ele estabelecem relações, fazendo com que estes o façam sentir culpado, inferiorizado, dependente e culpabilizado! Um jogo sujo, mas jamais despercebido!
».



cit a partir de: http://feministactual.blogspot.com/2008/01/um-jogo-sujo-mas-jamais-despercebido.html

Domingo, Junho 14

E o Domingo é para descansar






E tratar dos Lares

E que tal ir passear a Sintra e conhecer algumas das suas quintas e palácios?


















Melhor conhecer a Sintra Romântica de Lord Byron ... do Castelo dos Mouros, do Palácio de D. Fernando II, o princípe e rei consorte que tão bem recordava a Baviera de Luís II com a corte alcantilada no castelo de Neuschwanstein, ou a Sintra da Quinta da Regaleira.
Ou a Sintra dos jardins e parques de Monserrate e da Pena?

Mas também a Sintra de Eça de Queirós e de Ortigão no seu intrigante «Mistério da Estrada de Sintra»?

Amanhã aqui voltarei.

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Sábado, Junho 13

Um dia irei contigo a uma festa



A PP

De mão dada irei contigo a uma festa.

Talvez use um vestido de alças ou de flores; as flores confundindo-se com as mãos

No ar pairará a música, espero ainda contigo dançar um tango

Espreitarei depois a noite

De vestido de alças vou precisar de um abraço quente

E saberei também reconhecer o sabor de um beijo teu.



Até lá, vou ouvir a música que hoje, em Lisboa, há no ar ...porque o seu Santo saiu à rua.
E por ele vou pedir que nunca me esqueça de dançar!

Sexta-feira, Junho 12

O Tamariz: há a Rivière em Portugal?


Sto António e «Uma Visita a Portugal» de Hans Christian Andersen


















E a cidade com o seu Santo António vai bailar.

Santo António de Lisboa
Lisboa-Pádua
1195-1231

«Exímio Teólogo e insigne mestre em matérias de ascética e mística", como o descreveu o Papa Pio XII.

O Santo que pregava aos Peixes, porque sabiam ouvir e não falar.

A propósito dos Santos Populares citarei H. C. Handersen na sua «Visita a Portugal», referindo-se aqui à cidade Setúbal, que foi visitar com amigos seus:

«Era festa de Santo António. Lá fora, na noite, flamejavam grandes archotes, alguns nas colinas até onde a vista odia alcançar, outros em frente das casas da gente do povo, nos jardins de laranjais. Rapazes novos e donzelas dançavam à volta da fogueira até de madrugada. Setúbal inteiro estava brilhante e glorioso, com archotes e mais archotes nas praças, nas ruas e ruelas. Subiam foguetes da cidade, das embarcaçõesm e até dos canaviais no areal, onde um marujo solitário ou pastor se encontrava por acaso.
O nosso vizinho Martins levou-me à cidade (...) para que pudéssemos assistir áquela glória flamejante (...). Chegámos num instante ao pé das luzes ofuscantesdas grandes pilhas de chamas diante dos edifícios; continuámos em frente até chegarmos ao meio da cidade; (...) quase rodas as pessoas andavam na rua, grandes multidões enchiam as ruelas, onde, num sítio ou noutro, havia uma figura de Stº António iluminada com lamparinas, ou um altar iluminado com velas em honra do santo. Uma procissão inteiramente constituída por gente do mar desfilava, seguida por mulheres e crianças, com cantigas e músicas de flautas, gaitas e tambores. Em algumas ruelas por onde tivemos de passar, não tiveram outro remédio senão seguir através das fogueiras. rapazinhos seminus divertiam-se a saltar por cima das labaredas; saltavam brasas de carvão e faúlhas em todas as direcções. Fogos de artifício e foguetes voavam por cima e até or baixo de nós; irrompiam, rabiavam e silvavam pelo chão (...).»

A Hans Christian e à sua viagem voltarei pelo S. Pedro.

Um Beijo de Parabéns à Antónia Tituré, cujo nome é a versão feminina do Santo e se deve a ter nascido no seu dia.

Quinta-feira, Junho 11

Há mar e mar; há ir e voltar

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A propósito de ser mulher: Blé Guimarães






Sem medo do olhar, do pensar, do dizer.
Sem ter medo de ter corpo ... porque a Alma, sabe-lo bem, se arquitecta todos os dias.
Como uma construção!

Fado Português

Ainda no Dia de Portugal

Quarta-feira, Junho 10

Amalia Rodrigues - Povo que lavas no rio (1961)

esta Lisboa que eu amo

E assim se faz Portugal no Mundo!




















Sim, somos muitos, espalhados por esse mundo fora.

Valeria a pena pensar que imagem continua a dar Portugal e o que nos faz ainda partir tanto.

O mar que continua sempre a apelar, cruzando-nos os pensamentos de vontade de outros lugares conhecer?
O encontrar condições e reconhecimento que não encontramos dentro de portas, pois continuamos a denegrir tudo, o Governo, o patrão, o trabalhador?

O que nos fará caminhar tanto e ser lá fora o que não nos reconhecem cá dentro?

E porque, para além do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, é também dia Mundial dos Oceanos

Porque tantos mares descobrimos e hoje, também é dia deles, ofereço-vos este Atlântico distante, no Sul de Angola, onde Portugal também deixou tanto de si.




Fotografia: Porto Amboim, Angola

Autora: Margarida Barata, a quem abraço fortemente, porque nela vejo a África que, tendo sido portuguesa, aprendeu a caminhar pelos seus pés.
A ela este dia de Portugal e das Comunidades, porque todos os dias nos continuamos a falar em Português.
A ela, pelo que Portugal de melhor deu ao Mundo.

PORTUGAL NO FEMININO: AS CARTAS PORTUGUESAS (reed.)



Hoje, dia de Portugal, vou aqui deixar pedaços soltos das belas «Cartas Portuguesas» de Soror Mariana Alcoforado (1640-1723) que, mesmo sofrendo, tanto acabou por viver.
Viu as suas cinco Cartas publicadas em França, em 1669.

Não sei se sofreu por amor, ou se, simplesmente, amou o sofrer.
Mas talvez esta última opção lhe tenha dado força para se escrever.

Sei, sim, que tão bem descreveu o seu esperar, atitude que não pôde combater, porque, em Beja, no convento que lhe roubou o nome, a janela de Mértola era a única esperança para o olhar, fechada em quatro paredes, "sem outro horizonte que não fosse o seu amor (...) e o céu do Alentejo", parafraseando Eugénio de Almeida.
Nem a condescendência de D. Brites a conseguiu, desse modo, demover de sofrer, de esperar.

São fantásticas as Cartas Portuguesas, mas, felizmente, hoje, até dos conventos se pode sair.
E pode-se, de facto, ir, ver o mar, e não somente sonhá-lo nas searas que, da Torre castelo de Beja, do Lidador, se vêem, e cujo ondurar comparam à rebentação.
E sabermos também, agora, que O AMOR NÃO É INCONDICIONAL. Não é uma prisão ou retiro conventual. Mas apenas uma construção.

Só que nem esse ondular imaginado por Soror Mariana, nem esse olhar ela pôde ter...

Por serem belas as Cartas, neste Dia de Camões, vão pequenos fragmentos deste Portugal no feminino (se bem que, com tanto amor narcisico, chego mesmo a desconfiar, como alguns historiadores da Literatura Moderna, que também é bem possível que um homem as tenha escrito, para tanto e tão sofredoramente se fazer desejar, como tão comum é no mundo dos afectos masculinos!).

«Considera, meu amor, a que ponto chegou a tua imprevidência. Desgraçado!, foste enganado e enganaste-me com falsas esperanças. Uma paixão de que esperaste tanto prazer não é agora mais que desespero mortal, só comparável à crueldade da ausência que o causa.
(...)
Parece-me, no entanto, que até ao sofrimento, de que és a única causa, já vou tendo afeição. Mal te vi a minha vida foi tua, e chego a ter prazer em sacrificar-ta.
(...) Como é possível que a lembramça de momentos tão belos se tenha tornado tão cruel' E que, contra a sua natureza, sirva agora só para me torturar o coração? Ai!, a tua última carta reduziu-o a um estado bem singular: bateu de tal forma que parecia querer fugir-me para te ir procurar. (...): recusava uma vida que tenho de perder por ti, já que para ti a não posso guardar.
(...)
Não enchas as tuas cartas de coisas inúteis, nem me voltes a pedir que me lembre de ti. Eu não te posso esquecer, e não esqueço também a esperança que me deste de vires passar algum tempo comigo (...)».
Carta Primeira

«Quanta inquietação me terias poupado se, quando nos conhecemos, o teu procedimento fosse tão descuidado como o é agora! mas quem, como eu, não se deixaria enganar por tantos cuidados, e a quem não pareceriam verdadeiros? Que difícil resolvermo-nos a duvidar da lealdade de quem amamos! Sei muito bem que te serves de qualquer desculpa, mas, mesmo sem pensares em dar-ma, o meu amor é tão fiel que só consente em culpar-te para ser maior o prazer em te justificar.
(...) Tu não estavas cego como eu, porque me deixaste então chegar ao estado a que cheguei? Que querias dum desvario que não podia senão importunar-te? Se sabias que não podias ficar em Portugal, porque me escolheste a mim para tornares tão desgraçada? Terias, certamente, encontrado neste país uma mulher mais bonita com quem tivesses os mesmos prazeres, pois só os de natureza grosseira procuravas; que te amasse fielemente enquanto aqui estivesses; que se resignasse, com o tempo, à tua ausência, e a quem poderias abandonar sem perfídia e crueldade. O teu procedimento é mais de um tirano empenhado em perseguir, que de um amante preocupado apenas em agradar. Ai!, porque tratas tão mal um coração que é o teu?»
Carta Quarta.

Gratamente, hoje o antigo Convento de Soror Mariana tem as portas abertas.
Da janela já não se consegue imaginar o que seriam as searas do Alentejo, espraindo-se para os lados de Mértola, como naquele tempo em que a freira Mariana o habitou.
Mas também por isso mesmo, tarde, mas a boa hora, o outro lado da rua habitada se pode ver!

E, vivamos o bafo benfazejo dos dias, porque hoje entramos e saimos daquele belo Museu Rainha D. Leonor.
E podemos, reitero, ir ver outro mar! Com o Alento que a brisa fresca sabe dar.
E não nos entregar ao sofrimento de amar, senão por poesia!

Tanto do teu mar ...

 
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Viva Portugal e o melhor que deu ao Mundo

 
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Ao dia de Camões




Levantem-se céleres os varonis mancebos
contra a feroz ignomínia das vestais
que, falsas, ensinam a parir filhos
para apenas se vingarem dos valerosos pais

Sulquem os Oceanos como simples mortais
cruzem mares, mas inventando seres de ar normal
que Vénus consilie de feição, com os deuses usuais
e na Ilha dos Amores surja a paixão, de igual para igual

Lusíadas, Camões

(...)
Ali quer que as aquáticas donzelas
Esperem os fortíssimos barões
(Todas as que têm título de belas,
Glória dos olhos, dor dos corações,
Com danças e coreias, porque nelas
Influirá secretas afeições,
para com mais vontade trabalharem
De contentarem a quem se afeiçoarem.

Tal manha buscou já, para aquele
Que de Anquises pariu, bem recebido
Fosse no campo que a bovina pele
Tomou de espaço, por sutil partido.
Seu filho vai buscar, porque só nele
Tem todo seu poder, fero cupido,
Que assim como naquela empresa antiga
A ajudou já, nestoutra a ajude e siga.

No carro ajunta as aves que na vida
Vão da morte as exéquias celebrando,
E aquelas em que já foi convertida
Perístera, as boninas apanhando.
Em derredor da Deusa já partida,
No ar lascivos beijos se vão dando.
Ela, por onde passa, o ar e o vento
Sereno Faz, com brando movimento.

(...)

Os Lusíadas, Canto IX

Camões: Sonetos




Oh, como se me alonga de ano em ano
A peregrinação cansada minha!
Como se encurta, e como ao fim caminha
Este meu breve e vão discurso humano
!


(...)

Luís de Camões, Sonetos

From Sofia, to Sofia P.(again): to a such nice smile

Segunda-feira, Junho 8

No Museu Nacional de Arqueologia (a partir de 16 de Junho): Eufrates, um rio de histórias



De 16 de Junho a 27 de Setembro de 2009
Museu Nacional de Arqueologia

Há coisas que só morrem pelas nossas mãos

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Se te aprendessem minhas mãos, forma do vento
na cevada pura, de ti viriam cheias
minhas mãos sem nada. Se uma vida dormisses
em minha espuma,
que frescura indecisa ficaria no meu sorriso?
- No entanto és tu que te moverás na matéria
da minha boca, e serás uma árvore
dormindo e acordando onde existe o meu sangue.
Herberto Helder, Poesia Toda

So good ..............

yes

Domingo, Junho 7

Bom dia Domingo




Esta Lisboa que eu amo: A Praça da Alegria







Continua tão bonita a Praça da Alegria e o jardim Alfredo Keil e ainda lá estão os teus lugares de magia ...
A praça onde, na primeira metade do século XIX, funcionou a Feira da Alegria/Freira da Ladra e que viu, em finais do século XIX, aparecer um recinto ajardinado central romântico com umas árvores que ainda hoje a parecem querer envolver ...
À sua volta ainda se encontam os palácios de setecentos e o casario que aí se implantou.

E tão perto esteve esta praça do "Jardim Público" que a Lisboa de Eça de Queirós conheceu ...onde, pese o trânsito, ainda se consegue passear nas noites quentes de Lisboa.



video


Sábado, Junho 6

Bom dia manhã: à Sofia P.

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Eu te saúdo, Sol das estações,

Na tua viagem pelos altos céus.

Rasto indelével no cimo dos montes,

Senhor amável de todas as estrelas.

Mergulhas sereno nas trevas do mar,

E nada te toca e nada tu sofres.

Depois te levantas da calma das ondas,

Como jovem princípe coroado de rosas.

Cultura Celta, Oração

in Rosa do Mundo, Assírio & Alvim

Para quem gosta da noite ou tem curiosidade ...


Hoje, Sábado
Lançamento do Livro
Bar Terraço
Castelo/Antigo Mercado Chão do Loureiro
Lisboa
19:30

O valor do amor


Everyday we need to tell
thank you for existing

Marta Wengorovius (if I can, I'll come)


Sexta-feira, Junho 5

cada dia, um dia















Se em cada dia fossemos capazes de renascer
havia tanto para aprender!
Faríamos diferente?
Não sei, talvez tudo igual...
apenas com a capacidade de ler com as coisas um olhar renovado, mais cristalino ?

Noite




Não deixarei mais
que as insónias me invadam a noite fria

antes a noite me invada a mim
com a doce humidade que paira no ar

contando-me segredos, murmúrios,
desvelando em sonhos
as palavras por inventar.

Quarta-feira, Junho 3

Existe o Eterno?




e se, de novo, me tentarem,
perguntando se quero vender a alma ao demo
denunciando, para isso, à crença
apenas direi:
nem aos melhores desenhadores de palavras ou de contos
os céus permitiram que, um só dia, se recusassem a crer.
Quanto mais a um simples mortal que, para sobreviver,
se tem que reflectir num espelho de vontade e de convicção?


Afinal, todos os testes são apenas mais um passo para dar.

A Primavera vai continuar ...

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A Rua da Princesa, Tróia: vou lá voltar

video video

Ver também:

www.troiaresort.com/cultura/ruinas.htm

Na Galeria D. Luís, Palácio da Ajuda vá ver a exposição «La Mirada en el Otro»






Esta exposição de fotografia insere-se na I Mostra da Cultura Espanhola em Portugal, cujas actividades se iniciaram no dia 1 de Junho e se prolongam por uma semana, contemplando as Artes Plásticas, o Cinema, Artes Cénicas e ainda prevê a realização de vários encontros e colóquios.
E que privilégio é poder ver a galeria D. Luís fora de horas ...

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Soror Mariana, Beja

Cortaram os trigos
A minha solidão vê-se melhor
O Nome das Coisas, Sophia de Mello Breyner Andersen

Terça-feira, Junho 2

Encontro sobre D. Dinis em Odivelas




Vai realizar-se no dia 4 de Junho mais uma sessão dos Encontros sobre D. Dinis.

Desenrola-se no Centro de Exposições de Odivelas, junto ao Jardim da Música.

4 de Junho de 2009 – 14:00h – 17:30h

Tema: D. Dinis, Odivelas e a ordem de Cister

Comunicações: Doutora Carla Varela Fernandes (Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais/Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto)
Dr. João Fresco/Dr.ª Sofia Correia de Matos (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)
Pausa para café
Prof. Doutora Teresa Alves (Centro de Estudos Geográficos/Universidade de Lisboa)
Moderador: Dr. Edgar Valles (Divisão de Cultura, Juventude e Turismo/Câmara Municipal de Odivelas)

Encerramento: Dr.ª Maria Fernanda Franchi (Vereadora do Pelouro da Cultural da Câmara Municipal de Odivelas)

Percurso: Visita à exposição do Escultor João Limpinho com o título “Que é feito de quem foi?”

Apontamento musical por Conservatório de Música D. Dinis na Galeria D. Dinis



Carla Varela Fernandes

Licenciada em História, variante de História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, defendeu, na mesma instituição, as teses de Mestrado (1997), sobre a Imaginária Coimbrã dos Anos do Gótico, e de Doutoramento (2005) subordinada ao tema Iconologia da Família Real Portuguesa. Primeira Dinastia (Séculos XII a XIV).
É autora de vários estudos publicados em Portugal e no estrangeiro sobre arte medieval, especialmente sobre escultura e iconografia, bem como de conferências sobre as mesmas áreas temáticas. Publicou em 2001 os livros - A igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira (pela Câmara Municipal de Tavira) e Memórias de Pedra. Escultura Tumular Medieval da Sé de Lisboa (pelo IPPAR).
Foi Conservadora do Museu Arqueológico do Carmo, Directora do Fórum Cultural de Alcochete e, actualmente, é Coordenadora da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais.



João Fresco

João Paulo Oliveira Fresco, licenciado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa “Luís de Camões”. Mestre em Paleografia e Diplomática pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a dissertação O tabelião lisboeta Afonso Guterres: reconstituição e análise diplomatística da sua actividade de escrituração (1400-1441). Desde 2006 a desempenhar funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas.



Sofia Correia de Matos

Sofia Correia de Matos, licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, está neste momento na fase de preparação da dissertação do Mestrado em História Regional e Local, cuja temática é o estudo da Colegiada de S. Julião de Frielas (sécs. XIV a XVII). Desde 2002, desempenhou funções no Sector de Património Cultural da Câmara Municipal de Odivelas, onde desenvolveu iniciativas de valorização do Património Cultural (Acções de Voluntariado, visitas ao património, comemorações de factos e personalidades do Concelho), bem como procedeu à investigação de documentação e fontes ligadas à história do concelho de Odivelas. Neste momento, integra a Divisão de Projectos Sócio-Educativos.


Teresa Alves

Doutorada em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa, é Professora Associada do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e investigadora do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Participou em mais de uma dezena de projectos de investigação em domínios da Geografia dos Serviços, Turismo, Recreio e Lazer e do Planeamento Regional e Urbano. Actualmente coordena o projecto Noite: Oportunidade e Inovação no Território (PTDC/GEO/64240/2006) sobre o planeamento das cidades e a noite. Participou em eventos culturais como: Lisboa, Capital do Nada (2001) e nas duas edições de Luzboa (2004 e 2006). É autora dos seguintes obras: Geografia dos Serviços: reestruturação produtiva e inovação social (2005); Serviços e Desenvolvimento - Que Oportunidades para as Áreas Rurais? (2005); Serviços e Reestruturação Produtiva - utilização de serviços pelas explorações agrícolas da Raia Central e desenvolvimento regional (1994); Serviços em Portugal - Evolução e Distribuição Regional (1990); O Sector Agrícola e o Sistema Capitalista: Análise de Algumas Formas de Integração (1986).


-- Rui Boaventura
Informação obtida a partir de

Trabalho poético


Sonhos
enormes compo cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no inverno da memória
este rumor
de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia.


Carlos Oliveira, in Poemário, Assírio & Alvim

1 de Junho: dia da criança







Para todas as crianças
e para o que de melhor delas ficou em nós ...

à minha M.

E que o dia sirva para lembrar aqueles a quem a vida não deu o direito de ser crianças!

Segunda-feira, Junho 1

Escrita criativa para crianças (obrigada à Cidade das Mulheres pela informação)


ESCRITA CRIATIVA PARA CRIANÇAS : ateliers com Ana Leonor Tenreiro na Casa Semente, Alvalade, em Lisboa


Para saber mais:




A ti, pelo teu dia o Pavilhão do Conhecimento























Continuam mágicas aquelas enormes bolas de sabão, os prismas reflectindo as cores, as lâmpadas gigantes que, aquecidas com as nossas mãos, criam fios de luz, os tornados que se formam com o nosso sopro, com o nosso Alento.

Continua brilhante o Conhecimento poisado, ensinado, junto do rio, perto do céu.
Se pudesse hoje ia lá contigo.

À Mariana as minhas mãos, umas mãos dadas a aprender (mesmo que sempre esteja ela um pouco a correr).

Lily Allen

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Que as ragas tragam ao dia o que a noite lhe roubou

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Bom Domingo

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oiça a Buika ... oiça bem

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e oiça também a Lila Downs

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